Aos 12 anos

Hoje o meu filho mais velho completa 12 anos. Parabéns filho!

Pegando num trabalho jornalistico desta semana do Região de Leiria, sobre o que fazer aos filhos nas férias grandes, lembro-me que, com esta idade, trabalhava como sapateiro na "Sapataria Vala". O meu primeiro "ordenado" foi de 2 500 escudos, uma fortuna para mim naquela altura.

Hoje em dia é impossivel isso acontecer e, quer pais quer "empregadores", seriam sujeitos a recriminação social e provavelmente criminal.

Nós, pais, segundo o Jornal, temos de arranjar dinheiro, e não é pouco! As ofertas são imensas ou, em alternativa, podemos sempre optar por deixar os miúdos em casa sózinhos, a jogar PSP, a ver DVD ou à frente dos ecrans dos computadores, nas redes sociais.

Não quero com isto dizer que seja "militante" do trabalho juvenil, mas será que fazia assim tanto mal, aos miúdos terem uma ocupação "produtiva", que lhes permitisse dar valor ao que, muitas vezes, lhes passa ao lado?

 

Na foto: eu, o meu irmão Luís de visita à oficina e o meu Mestre Zé

 

 

 

Comentários

  1. Olá Pedro

    Acabas de me dar tema para um post... também eu comecei a trabalhar cedo, com 11 anos, hoje em dia olho para os meus filhos de 10 anos e vejo duas crianças, super protegidas, não vão a lado nenhum sozinhas, não os consigo imaginar a assumir alguma responsabilidade e muito menos a trabalhar.São outros tempos, outras formas de educar.

    Olhando para trás sei que começar a trabalhar tão cedo foi importante para a pessoa que sou, mas nem tudo é positivo, porque por vezes dou por mim a pensar que há imensas coisas que não vivi porque enquanto os meus colegas jogavam à bola, passeavam juntos pelos jardins da cidade, viviam a adolescência, eu trabalhava, era adulto à força...

    Abraço Pedro
    Jorge

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  2. Bom dia,
    Em primeiro lugar parabéns ao 'puto' muito fixe que cá em casa tratamos e conhecemos por Joazito. Sabemos que ele sabe que pertence (mas também faz por merecer) a uma família feliz e exemplar a um nível infelizmente invulgar no nosso país. Parabéns também aos pais e avós que vêm estes doze anos como parte de um privilégio.
    Sobre o trabalho infantil (?) também concordo com muitas das questões que levantas. Também eu ajudei os meus pais na loja desde pequeno (nem sei bem quando é que deixei de ali andar só a brincar e comecei a ajudar) e também acho que as gerações mais novas precisam de assumir algumas responsabilidades sem que isso seja considerado abusivo. A fronteira entre isto e o trabalho infantil deve ser definida pelo bom senso, e nunca estas responsabilidades deverão impedir as horas de brincadeira nem, e claro, o acesso ao ensino.
    Adorei ler este post e ver a foto.

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  3. Sinceramente penso que não faria mal nenhum aos putos saberem o que é responsabilide de trabalho e sobretudo sentirem que é bom trabalhar pois só assim é possivel ter-se dinheiro.
    Claro que não estamos a falar de trabalho em que se exploram as crianças, mas algum trabalho ainda que leve proporcional á sua idade, na minha opiniãonão faria mal algum.

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  4. Parabéns ao filho, caro Pedro!

    Hoje os nossos filhos só começaram a trabalhar muito depois dos 25 anos. Tornam-se homens e mulheres muito mais tarde.

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  5. Parabéns ao rapaz e... aos paizinhos babados.

    Caro Pedro
    Se quiseres inserir no Blog o link
    http ://desastredaescola.pt.vu

    Agradeço sinceramente. Já recebi notícias de Portomosenses que estão fora e... viram no Vila forte.

    Mas não me estranha, eu quando quero saber noticias da terrinha, venho também aqui.
    Abraço
    Herlander

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  6. Olá Pedro!

    Esse é um dos muitos temas "Tabu" da nova sociedade...

    Está tudo virado para a satisfação imediata e para o prazer.
    As crianças estudam línguas, praticam desporto, têm artes, viajam, fazem compras, navegam na net , saem à noite, etc. ; quase como adultos... e muitos chegam mesmo a adultos sem sequer conhecer o outro lado da vida: o trabalho (campo, oficina ou escritório), a doença num hospital ou até um enterro num funeral.
    São poupadas... como se fosse possível depois ter uma vida sem estas coisas...
    São "tabús"...

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