A bola levava selo de golo ! Quer dizer, traduzindo do futebolês , que aquela bola tinha, à partida, o destino traçado: aconchegar-se às redes, beijar a rede, dar em golo! No entanto a bola pode levar selo de golo e … não ser golo. Poderá até parecê-lo, mas não é! E nestas coisas de golo não há dúvida: mais vale sê-lo que parecê-lo. Só vale mesmo sê-lo… Pode levar o endereço errado, e não há selo que lhe valha. Mas o endereço até pode estar correctíssimo. Basta que esteja escrito com letras muito grandes para não dar em nada. É que o guarda-redes lê-o bem lá ao longe e quando a bola lá chega já ele lá está, pronto a recebê-la. Este recurso do futebolês á linguagem postal demonstra a sua ancestralidade. O futebolês é uma linguagem construída antes da revolução nas tecnologias de comunicação e portanto vai socorrer-se de imagens que, neste domínio, são quase pré-históricas, como é o caso do selo. Do selo dos correios! Da estampilha postal! Porque há outros selos que se m...