Deixou de ser apenas um palpite, é um facto
«Os Governos tendem a aumentar a despesa pública em períodos pré-eleitorais. E, segundo a economista Maria Manuel Pinho, que analisou a evolução da despesa pública em 23 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) durante 35 anos, este "comportamento oportunístico" é mais frequente em Governos de esquerda e de centro-esquerda do que em Governos de direita.
"Geralmente, os Governos de esquerda ou de centro-esquerda têm mais preocupações sociais e preocupam-se mais em dinamizar a actividade económica, para combater o desemprego, por exemplo, enquanto entre os Governos de direita as preocupações incidem mais sobre as taxas de inflação", ajuda a explicar a professora na Faculdade de Economia da Universidade do Porto, para quem este "comportamento oportunístico" radica no desejo de reeleição.
A análise de Maria Manuel Pinho a 23 países do chamado "grupo dos ricos" abarcou os anos compreendidos entre 1970 e 2004. Nesse período, a tendência para aumentar a despesa pública em ano de ida às urnas foi uma constante, particularmente nas democracias mais jovens da Europa do Sul, nomeadamente em Portugal, Espanha e Grécia. "Em democracias mais recentes, o eleitorado será menos informado, logo mais vulnerável a manipulações desse tipo e isso é algo que os decisores políticos têm presente", concluiu a investigadora, recusando falar especificamente da realidade portuguesa, bem como da proposta de Orçamento para 2009, em fase de discussão na Assembleia da República.»
Público, hoje
A malta quando vê um jogo de futebol normalmente só retém os últimos 15 min, do resto lembramo-nos de um ou outro lance,o que conta mesmo são os úlimos minutos.Os nossos politicos jogam na mesma estratégia, utilizando a táctica de no primeiro ano dizer mal do que o antecedeu, no segundo não pôde fazer nada porque teve de equilibrar as contas, no terceiro com um esforço enorme lá conseguiu fazer uma ou outra "rotunda" e no último finalmente com a folga que conseguiu criar nas finanças pode dar largas à sua imaginação...
ResponderEliminarO ciclo repete-se mudando só a nuance do 1º ano caso seja re-eleito.Se for re-eleito os 4 anos de mandato são o prolongar do último ano para que possa ser novamente re-eleito pelas grandes obras que fez ou não é re-eleito e dá oportunidade ao outro de dizer o que ele tinha dito no primeiro ano do primeiro mandato, ou seja dizer mal de quem esteve antes. Assim vamos caminhando,pobretes,mas alegretes.Até quando!?
Ó dúvida terrível ... pede-se que haja eleições todos os anos para ser um bodo aos pobres? Mas isso é inviável ... consequentemente só resta aumentar os anos de mandato ... sei lá, em vez de 4 passar a 8 ... socccooooooorrrrrrrroooooo!!!!
ResponderEliminarPeço desculpa pela minha ignorância,mas tive que ir consultar que países constituem a OCDE e são estes:
ResponderEliminarAlemanha (1961) Austrália (1971) Áustria (1961)Bélgica (1961) Canadá (1961) Coreia do Sul (1996)
Dinamarca (1961) Eslováquia (2000) Espanha (1961)
Estados Unidos (1961) Finlândia (1969) França(1961)
Grécia (1961) Hungria (1996) rlanda (1961) Islândia(1961) Itália (1962) Japão (1964) Luxemburgo (1961)
México (1994) Noruega (1961) Nova Zelândia (1973)
Países Baixos (1961) Polônia (1996) Portugal (1961)
Reino Unido (1961) República Checa (1995)
Suécia (1961) Suíça (1961) Turquia (1961)
E um observador:
República da China (2004)
E porque fui ver os paísse?para ver se esse estudo era feito em países centrados só continente Europeu ou não. Daí que com espectro de países representados, é caso para dizer que o eleitoralismo da esquerda não é defeito é já feitio,faz parte da genética.