Atitudes e Valores em debate
Tenho mantido uma discussão muito saudável com elementos interessados e interessantes que dedicam boa parte da sua vida à educação em Portugal.
Hoje quando se fala tanto em avaliação , por que não reflectir sobre o que se avalia e como se avalia nas escolas Portuguesas.?
Deixo aqui questões que me foram lançadas pelo Doutor Francisco Vieira :
a) deve a escola preocupar-se com o carácter dos alunos?
b) deve a escola sinalizar, aos pais de alunos com excelentes conhecimentos, mas péssimo carácter, o carácter dos filhos?
c) deve um aluno com conhecimentos excelentes, mas mau carácter passar de ano?
Aceitam-se opiniões !
Vou dar exemplo que conheço, no inicio do ano foi dito,e dado conhecimento aos pais, na escola do meu filho, que para além da nota dos testes, contaria para a nota final uma percentagem para o comportamento e outra percentagem para a participação e qualidade da mesma nas aulas, ou seja, um aluno mal comportado e que se recuse a participar ou quando participa diz disparates que nada tem que com o tema da aula é penalizado na nota, mesmo que tenha satisfaz plenamente nos testes. Isso foi-me,também, dito na reunião de turma que tive como representante dos pais e havia 2 meninos na turma que se não mudassem o seu comportamento iriam ser penalizados, os pais foram informados e envolvidos na questão.Aparir daquele momento ficaram,os pais, também envolvidos e cumplices na melhoria ou manutenção do comportamento dos seus filhos.
ResponderEliminarEu concordo, com a envolvência da escola,professores,colegas e pais na melhoria do ensino e na formação de Homens capazes e bem educados.É só ouvir a palestra do Professor Pedorsa está lá tudo.
Já agora , que percentagem foi atribuída a cada um dos domínios, participação , comportamento e conhecimentos?
EliminarBoa tarde à mesa,
EliminarEsta semana tem sido uma mesa,particularmente, bem interessante.
Ana,
como difere de disciplina para disciplina, e porque considero o site da escola bastante interessante e com informação bastante relevante, a ementa por exemplo,(poderá ser um exemplo para outras escolas, deixo-vos o link para verem como são elaboradas as avaliações.
http://stephens.ccems.pt/?pagina=cont_crit_08_09
Alínea a) - SIM; Alínea b) - SIM; Alínea c) - SIM, condicionado à frequência de aulas de Educação Cívica e trabalho comunitário na escola.
ResponderEliminarNão sei se os exemplos que darei servirão, mas cá ficam:
1 - Uma parte do meu percurso escolar foi feita na África do Sul. Na escola que andei (e que aqui seria um misto de 1º Cicilo, 2º e parte do 3º ciclos) havia um Director e depois, entre os alunos, eram nomeados dois responsáveis máximos; normalmente, os alunos com melhores notas, liderança e bem comportados.
Em primeira instância era a estes que comperia dirimir conflitos entre alunos, nomeadamente nos recreios; assegurar o arrerar diário da bandeira era outra das suas tarefas, assim como proceder à elaboração das escalas dos alunos que, de quinze em quinze dias, iam dar apoio na cafetaria, na biblioteca, no auditorio, na limpeza dos recreios e na tarefa de, em redor da escola assegurar a observância das regras de circulação rodoviária por parte de automobilistas (e eram respeitados) e de peões.
Penso que algumas destas medidas nos faziam falta.
E já não falo na de cada escola ter um uniforme que os defensores da individualidade de cada um vinham logo a terreiro.
2 - No 8º ano, a directora da turma das minhas filhas tinha como padrão disciplinador castigar a turma toda quando algum aluno falasse mais na sala de aula.
A turma, que numa parte era barulhenta e com isso prejudicava outros colegas, era assim penalizada no seu todo.
E ficavam, inclusivé, de castigo nos intervalos. Todos, sem excepção.
Numa reunião de pais em que se aflorou o tema, contestei a medida dizendo que o método, em minha opinião, era arbitrário, injusto e inconsequente. Seria, no limite, como condenar em tribuanl toda a turma só porque um havia praticado um crime.
Curiosamente, os pais dos relapsos concordavam com a posição desde que ... fossem todos abrangidos!!!!
Concordo inteiramente consigo em relação às respostas dadas e estou em desacordo com o castigo colectivo a uma turma. Mas isso será outra discussão que poderemos abordar mais tarde.
ResponderEliminarAlunos com problemas são cada vez mais nas escolas públicas e o maior erro é pensar que a escola pode fazer milagres na alteração de comportamentos, que a genética induz e o meio ambiente acelera. Muitas vezes , nesta ilusão , a escola só adia um problema grave que a sociedade mais tarde terá de resolver da pior maneira: ou com recurso aos subsídios ou com a prisão. No entanto , há sempre alguns que conseguimos recuperar , acolher e encaminhar. Não são muitos , mas serão sempre a razão única para continuarmos a acreditar que este ano será diferente e estes meninos serão todos o recuperáveis. Até lá vamos distribuindo umas percentagens aleatoriamente que muda de escola para escola, de conselho de docentes para conselho de docentes de departamento para departamento. E por isso o Pedro está numa escola em que a percentagem é um a, ames se mudasse de escola teria um a percentagem completamente diferente. E isto não me faz qualquer sentido. Se é necessário devia constar no currículo e ser obrigatório em todas as escolas. Por que razão um menino responsável e autónomo tem uma percentagem de 20% na sua classificação final e outro noutra escola tem 30 ou 25?
Então basta mudarmos de concelho e os cidadãos mudam também? Será que isto faz algum sentido? Ou estaremos perante mais um desvario da Escola na actualidade?
Uma discussão que tenho também alimentado, à 6ª feira, lá na minha casa, em que me debruço sobre 'a educação dos nossos filhos'.
ResponderEliminarEstourado que está o tema, relativamente a professores, ministra e alunos, deixo aqui o comentário que fiz no blog "Cheiro a Pólvora" do Luís Castro:
'Já ouvi muitos lados destas questões, e como mãe, o que me preocupa essencialmente é o seguinte: o facto de o ensino ser obrigatório até ao 9º ano e provavelmente, no futuro, até ao 12º, querendo com isto dizer, que se até ao 9º já é uma palhaçada, de onde saem alunos completamente analfabetos, prolongar até ao 12º, será uma catástrofe para o futuro deste país. Não estou a dizer com isto que a culpa é dos professores. De alguns será, mas não de todos, certamente. A culpa também é e muito dos pais, dos programas, dos decretos que permitem a um aluno, com seis negativas na pauta, transitar para o ano seguinte, dos lobbies das editoras dos livros escolares, enfim, de todo um sistema que está brutalmente viciado e rebola, com cada vez maior velocidade, até um dia encontrar uma parede, onde estoure completamente.
Neste momento, ensino obrigatório é sinónimo de facilitismo, em que bons professores são obrigados a fazer coisas que os repugnam e maus professores se encantam com a permissividade. Tal e qual como acontece com bons e maus pais, bons e maus alunos.
Daí que me pareça que a questão da avaliação dos professores é apenas um ponto muito pouco importante nesta história toda, onde, para cumprir estatísticas, o Estado paga para produzir incompetentes, em vez de apostar num ensino digno, exigente e eficaz, cujos resultados, por si só, dispensariam qualquer tipo de avaliações extra.
Digo eu, não sei....'
Acrescento a este 'copy-paste' que fiz, que me parece claro que o 'sim' será, portanto, a minha resposta para todas as perguntas que coloca. A função dos professores é instruir, a função dos pais é educar, logo, baralhar estes conceitos, invertê-los ou sobrecarregar responsabilidades em apenas um destes intervenientes, só fará com que nenhuma das funções seja bem desempenhada
Digo eu, não sei....
Obrigado pela visita e comentário, é um gosto ler o seu comentário.recomendo aos nossos visitantes uma visita ao seu cantinho.
EliminarMas que deves são esses.
ResponderEliminarA) Um aluno passa por que sabe.
B) Um aluno chumba porque não sabe.
P.S - Um aluno tem nota mais ou menos elevada consoante o seu trabalho e interesse pela disciplina.
A escola sinalizar os pais dos alunos. Que é isto!
Então agora. Os eng. e doutores tem conhecimentos.
logo
Os filhos são do Best.
Os servente e canalizadores que por sinal até ganham mais dos que os primeiros não tem cultura ou conhecimento.( É isso que deva pensar?)
logo
Os filhos são do worst
É isto que se chama democracia e direitos de igualdade.
(vÃO TODOS DAR UMA VOLTA AO BILHAR GRANDE)
CARACTER.... Defina-me lá Sra Doutora este conceito.
E são estes caracter que dão a chama intensa ao páís e ás sociedades. Duvida?
Tanto no bem como no mal.
Mas por isso é que há o código penal .
e opções de escolha variadas quando estamos em comunidade.
A) Sim, embora uma avaliação de carácter seja muito subjectiva.
EliminarB) SSim. Mas se os pais não perceberam em casa que o filho tem mau carácter, como é que a escola lhes vai dizer isso?
C) Sim, porque não conheço maneira de avaliar se um aluno tem bom ou mau carácter.
Em resumo, isto de ter bom ou mau carácter é tão subjectivo, que me limito a colocar esta questão:
Para avaliar o carácter de um aluno seria necessário que todos os profs tivessem bom carácter ( seja lá o que isso for...) e eu duvido que muitos profs estejam em condições de fazer esse tipo de avaliação.
Um exemplo: os profs que estiveram a apoiar os alunos que atiravam ovos à comitiva , em Fafe ou em Chaelas, tinham bom ou mau carácter?
Ah, pois é!
Há pois é. Explique lá isso aos Doutores.
EliminarHá lá uma que é demais. Estão para lhe atirar um ovo e ela de repente vira-se paro o "Marginal sem caracter" e diz:
A mim não. Mandem é os ovos para a ministra.
Bela exibição de caracter:
Correcto.
Será que lemos as mesmas perguntas?
EliminarColoco-lhe então outra questão. será que um médico que fuma não pode aconselhar o seu doente a deixar de fumar?
ResponderEliminarOs alunos são seres em construção e precisam de referências para a sua caminhada . Umas serão inspiradoras outras nem tanto. Todas serão precisas para um dia fazerem escolhas.
Mas vamos colocar o debate onde estava; a questão mais controversa é a última exactamente a c)
Como ainda não respondi directamente aqui vai . os alunos devem passar. Devem ter também um programa cívico decidido em conjunto com a família, para ultrapassar ou interiorizar/ reflectir sobre comportamentos e falhas de carácter. A escola avalia conhecimentos. Ainda hoje numa aula de Inglês falámos de Van Gogh. Nenhum aluno conhecia este pintor,. também vou avaliar a falta de informação ou o texto que foi construído , em inglês, com um quadro do pintor?
Desculpa Dr. Ana pela demora. Mas respondo agora.
EliminarSim um médico que fuma pode e deve opinar sobre os maleficios do tabaco. Cientificamente estes maleficios estão provados.
O médico não pode é fumar no consultório. É o seu dever, obrigação e respeito pela profissão.
É verdade os alunos são seres e construção e é aí que as familias contam com os prof. Pois estes estando fora do ambiente familiar e sendo referências para o alunos consegue dar outras opções de escolha aos seus alunos.
Sendo assim o hábito tem de cair com peso sobre os professores e estes tem de dar os melhores exemplos.
Exemplos:
Não fazem reciclagem mas devem dizer que esta é a melhor solução.
São divorciados mas tem de de mostrar valores familiares.
Tem referências politicas (partido x ou y) mas não devem falar sobre essas referências. Devem sim mostrar a importância da politica na sociedade.
De certeza que existem melhores exemplos mas a ideia que quero deixar é a seguinte:
Os prof. devem dar opções de escolha mas não podem escolher pelo aluno.
Esse caminho depende só do ser em questão.
Este é o dever, respeito e obrigação que os prof. tem.
A escola avalia os conhecimentos que estão a ser leccionados. Quanto muito deve acender "luzes" para outras realidades do mundo. Sejam elas artes, literatura ou exemplos sociais etc...
Num post anterior( não sei qual) a senhora disse e muito bem que a escola não se deve equivocare trocar de papeis com as familias.
Como no velho ditado:
"Cada macaco no seu galho"
A escola vive de modas. Houve a moda de aprender inglês sem pegar numa folha de papel durante todo o primeiro período claro que houve alunos e pais que não foram em cantigas e colocaram os meninos em explicações ou em institutos. quem não tinha viu-se em serias dificuldades para dominar a Língua inglesa.
Eliminardepois veio outra, ensino em espiral, depois não se ensinava gramática, depois rertirou-se tradução e retroversão da língua estrangeira ( que ainda dura !)e depois veio esta moda de atribuir pesos a atitudes e valores "roubando" espaço para aquilo que é verdadeiramente importante avaliar se comunica bem ou mal numa Língua estrangeira. Fazer o trabalho de casa é importante? É? Onde se vê esse trabalho? No desempenho do aluno na sala de aula. Porta-se mal , sofre medidas adequadas . Mas estamos num momento de delírio conceptual onde tudo se desculpa, onde quase tudo é permitido. mas Ricardo se alguém ousar falar de política dando por exemplo programas de partidos políticos na escola, isso não será tolerado pelos pais. Por isso depois temos jovens e adultos que escolhem quem nos governa pela cor da Gravata ou se é ou não simpático. É o Portugal que temos depois da revolução de Abril.
Doutora. Este, seu, é o tipo de comentário que eu gosto. Irado, revoltado, verdadeiro, sem pensar no porquê ou no senão.
EliminarSim é verdade a escola vive de modas e essas modas notam-se e muito na sociedade. Pois são essas as "modas" que depois vem para a comunidade. E como em tudo há más e boas.
As desculpas não devem ser pedidas mas sim evitadas.
E as liberdades dadas na sala de aula e os profissionais de ensino que chegam hoje as nossas escolas ( os tais que apanharam modas más) são 2 das causas principais para termos o país que temos.
A isto juntamos todas as conjecturas que envolvem, hoje o meio em que vivemos.
Económicamente as coisas estão más para uma qualidade de vida mediana é preciso um trabalho herculeo.
(Qual é o pai que depois de 10 a 15 horas de trabalho consegue privar com o filho do modo adequado. Como se foge a isto, simples, uma notita de 5 euros e vai lanchar á rua, pois eu, pai, quero descansar um pouco em paz.)
(Qual é o modo do pai se sentir bem na sua função paternal? Simples o filho a bem ou a mal, com ou sem conhecimento deve passar os anos todos, é para isso que eu trabalho)
(Os carinhos pendurados dos pais para os filhos são retribuidos na altura do natal ou no dia de anos em que orgulhosamente o pai entrega um computador, uma consola, uma aparelhagem, um carro ou outra coisa de valor monetário elevado) Toma eis o meu carinho.
(Os avós que tão bém cuidavam do neto já não servem pois eu tenho de o por num ATL para que os amigos não gozam com a situação. Noutro ponto de vista o primeiro filho aparece aos 34 anos logo o avô deverá estar nos 58 idade de trabalho ou de doença. Qualquer das 2 não é boa)
(Temos ainda um governo que pactua muito bem com o ensino. Forma-se tudo durante longos anos e no fim a % serve para apresentar á U.E. O novo formado tem de se resignar e ir á luta em outras áreas que não aquela em que estudou. Ou pior o povo português fez um esforço para ter mão de obra especializada que depois acaba nos vários paíse do mundo a usufruir a sua profissão. Fizemos um investimento e no fim não há retorno)
Estes é alguns dos modos de provar que portugal na educação está do melhor. Continuem....
Vou responder direrctamente ás perguntas sem grandes preambulos.
ResponderEliminara) Deve , porque os alunos serão os futuros cidadãos.
b)Deve, porque os pais não podem nem devem demitir-se da educação dos seus filhos e deixar tudo a cargo da escola.
Os professores são educadores, não são pais e muitos pais andam a esquecer que é de casa que deve vir os princípios.
c)È dificil avaliar carácter, mas é possível avaliar comportamentos.
Se o aluno é excelente em conhecimentos mas tiver um mau comportamento deve ter falta disciplinar.
No meu tempo com três faltas disciplinares chumbava-se.
Deveria continuar a ser assim.
Bem lembrado bem lembrado!!
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