Avaliação das Quotas

  A Professora Fátima Barros , escreve esta semana o seguinte:


 “ numa escola é reconhecida autoridade e autonomia na actuação dos professores dentro da sala de aula. Por isso a avaliação levada a cabo por pares, mesmo que mais superiores, é sempre muito delicada… O Ministério não pode regular o avaliador impondo quotas para as classificações dos professores, pois considera que o avaliador não vai ser suficientemente isento na sua avaliação”.

 Suponho que esta Professora a Universidade Católica, não seja sindicalista e seguramente não faz parte dos 120 mil que fizeram greve a 8 de Novembro, em Lisboa. Mas escreve e defende o mesmo que os professores. Eu concordo inteiramente com ela.Só com uma nuance. Quotas sim , mas para o exercício de funções diferentes . Ou seja: quantos lugares de topo há, na escola? Poucos? Só esses poderão ser objecto de quotas. Tal como em qualquer outro serviço público ou não. Enquanto não olharem as quotas para funções diferentes e sim como um garrote à progressão na carreira não será fácil admitir esta distinção na classificação de professores.  E confirma-se: é uma falta de confiança  nos avaliadores.

O que dizer de professores que são titulares e não estão, nem envolvidos na avaliação dos seus pares , nem integram  os órgãos de gestão intermédia das escolas?

 Ganham o mesmo sem arrelias. Não é muito justo.

 

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