Os problemas são os mesmos
Vi este filme ontem com o meu filho,10 anos,e esposa, a sala estava cheia de pais e jovens,silêncio absoluto.Um filme obrigatório para Pais,Professores e alunos.Quando sair em DVD, deve ser utilizado como ferramenta de trabalho nas escolas e em casa.Todos conhecemos esta realidade,mas estar 2 horas a olhar para ela de outra forma deixa marcas.
E qual foi a opinião do teu filhote sobre o filme?... olá Pedro...
ResponderEliminarOlá Sónia,
ResponderEliminarGostei do filme,a turma é muito diferente da minha, onde somos todos Portugueses,apesar de temos alguns conflitos com um colega de turma.Os professores também são diferentes têm mais paciência connosco, apesar de não sermos mal educados com eles.Os recreios são diferentes, temos mais espaço para as nossas brincadeiras.
Achei o filme muito interessante.
João Carlos
Ainda bem que gostaste João, estes filmes servem para que muitas vezes demos mais valor ao que temos e passamos a aproveitar melhor o que de bom nos rodeia. Espero que a escola esteja a correr bem para ti, ainda que tenhas falado num conflito com um menino da tua turma, mas, sabes, conflitos há sempre, seja em casa, quando às vezes nos zangámos com os nossos irmãos, quando os nossos pais nos contrariam, seja na nossa rua ou no parque porque alguém não nos deixa jogar à bola, na escola, no emprego... pela vida fora, mas eu tenho a certeza de que tu vais saber gerir esse lado mais complicado da vida, com sabedoria e tolerância, que é coisa que às vezes, nós adultos, não temos.
EliminarUm beijinho para ti, Sónia
Estive para ir ver isto fim-de-semana, mas depois não se concretizou.
ResponderEliminarNo entanto, pelo que tenho lido, vale não só a pena ir ver, como ser considerado como uma excelente ferramenta pedagógica.
Pedro,
ResponderEliminarÉ de facto uma realidade que nos aterroriza. Felizmente que ainda temos muitas diferenças (tal como diz o teu filho) para os nossos meninos. Porém, há que levantar a questão: até quando podemos estar descansados? (mais ou menos descansados - não totalmente!)
Mas não podemos nem devemos ser individualistas, egoístas!!! A realidade não se resume apenas à vida dos nossos filhos mas sim dos filhos do nosso país, do nosso mundo. Estou contigo quando quando lanças a ideia de que seria uma boa ferramenta pedagógica! Quem sabe?
Parabéns pelo teu trabalho sempre tão atento
CA
É um gosto leros teus comentários no vila forte.Obrigado
Eliminarbjs
Filme imperdível, apesar de francês, merece o louvor pela qualidade dos assuntos e problemas tão bem retratados. Todos os ingredientes estão presentes, nas doses correctas, enfatizando os factores multiétnicos e culturais, bem como os vários credos, onde coexistem as várias culturas do mundo, não esquecendo o pequeno detalhe de uma criança de origem portuguesa que veste uma t-shirt da nossa selecção.
ResponderEliminarA abertura das fronteiras e a globalização faz parte dos dias de hoje e das sociedades modernas, mas quando se fala em imigração ilegal ou clandestina, sobressaem os contornos negativos que lhes estão adjacentes. Todo o enquadramento social é posto em causa, com agravantes no caso de existirem crianças no agregado familiar. Nestes termos, o filme aborda o problema da mãe de um aluno que foi presa por estar ilegal no país, evidenciando todos os esforços do filho Wey para se integrar na escola, que, apesar das dificuldades linguísticas e culturais, se revela aluno dedicado e aplicado.
O filme destaca, também, o desenraizamento das famílias em relação às suas origens, bem como toda a falta de suporte que lhe está inerente. Não esquece pormenores tão importantes como o papel que a mulher e mãe desempenham em qualquer sociedade, nomeadamente em África, quando mostra o perfil da mãe do aluno que é expulso da escola. Neste caso, o homem e o pai não têm qualquer presença. A estrutura familiar assenta na mãe e mulher, que neste caso, assina a correspondência da escola, que lhe vai chegando com os avisos de mau comportamento do seu filho, sem que entenda o que lá está escrito.
O professor François, que lecciona a disciplina de Francês, pretende exemplificar situações concretas do ensino da língua, para mais facilmente chegar aos seus alunos, remetendo para personificações com nomes europeus, sendo questionado pelos alunos da razão de não escolher nomes de outras culturas, tão diferentes da sua. No entanto, apesar de ser uma turma de uma escola numa zona problemática de Paris, onde os conflitos fazem parte da rotina, ainda que comprometendo o sucesso do seu papel, enquanto professor, não se deixa vencer, mesmo quando as adversidades o tocam de forma muito directa. O conceito de (in)justiça está subjacente na maioria das cenas e pode ver-se com muita transparência onde está a (des)educação das crianças, que muitas vezes leva ao limite a paciência de qualquer santo. François, foi ele próprio vítima da sua benevolência, boa fé e capacidade de acreditar nos seus alunos, quando foram eles mesmos os primeiros a criarem situações de grande tensão e conflito “entre le murs”. No entanto, gostei de ver que, apesar dos níveis de conhecimento serem muito baixos, o professor não se limita aos padrões convencionais do ensino, mas procura, antes de mais, motivá-los para o gosto da aprendizagem e a partilha de conhecimentos.
Em jeito de conclusão, o remate final está deveras apurado com o balanço individual de cada aluno face a um ano lectivo, dando conta do que aprendeu nesse espaço de tempo. Quem ousaria pensar que no meio da tanta mediocridade, se destacaria uma delegada de turma, conflituosa e atrevida, que deu provas de leitura da obra “A República” de Platão, quando o livro do ano não fugia do Diário de Anne Frank.
Recomendo vivamente este excelente filme a todos quantos queiram ver e/ou rever os problemas com que somos confrontados diariamente dentro e fora das salas de aulas. Professores, alunos, pais e restantes elementos da nossa sociedade deveriam abrir os olhos e apreender a mensagem que se encontra bem expressa. O desafio está lá … definitivamente, urge contemplar a educação num plano prioritário, a todos os níveis.
Este filme merece o sucesso que está a fazer em todo o mundo.
ResponderEliminarVeludinhos azuis