Portugueses voltam a emigrar
Hoje ouvi na primeira pessoa uma história que cada vez é mais frequente. Um vendedor com quem me relaciono há alguns anos e sobre o qual tenho a melhor opinião, quer em termos pessoais como profissionais, vai despedir-se e emigrar. Tem uns 45 anos, é casado e tem um filho com 13 anos. Num dasabafo contou-me que o patrão lhe está a pagar os vencimentos com atraso - só recebeu as férias a semana passada - e como as vendas andam baixas também tem recebido menos comissões. Diz não receber mais de 750 euros há vários meses. A esposa está desempregada há quatro ou cinco meses e está a receber cerca de 200 euros do Fundo de desemprego. Como têm de pagar uma prestação de cerca de 500 euros ao banco sobra pouco para viver. Já explicou ao filho o que se vai passar na vida deles e disse-lhe que quando saírem de Portugal já lhe vai poder comprar uma Playstation e outras coisas que ele já lhe pediu e nunca lhe conseguiu dar. Assim, e sem qualquer pieguisse ou pena de si próprio, como é habitual ver em muitos portugueses, decidiu emigrar. Está a acabar de tirar a carta de pesados, uma mais-valia para quem procura emprego no estrangeiro e logo que a tenha segue para Suiça. Já lá esteve há quinze anos mas regressou por sentir que o seu país o chamava e que lhe podia oferecer boas condições de vida. Montou um bar, casou-se e constituiu família. Alguns anos depois fechou o bar e começou a trabalhar por conta de outrem. Há alguns meses para cá deixou de acreditar. Vai mudar de vida. Casos como este estão a acontecer a dezenas de milhares de portugueses. O governo socialista continua apostado em fazer fechar estabelecimentos pela mão da ASAE, autoridade supervisora das bolas de Berlim. Também a supervisão dos textos na imprensa, levada a cabo pela ERC, está activa como nunca esteve desde o tempo da outra senhora. Bem menos activo está o Banco de Portugal, que em vez de evitar casos como o BCP e BPN, prefere fazer política a criticar o governos de um partido e a aplaudir o de outro. Também a Autoridade para a Concorrência, outro órgão de supervisão, comporta-se como se não existisse cartelização dos preços por parte das gasolineiras. E a economia vai definhando. O nosso primeiro ministro depois da abertura do próximo call-center irá, muito entusiasmado, concretizar a promessa dos 150.000 novos empregos de 600 euros mensais. Quando o fizer, alguém que o confronte com os números da emigração. Ao nível local, temos um Presidente de Câmara que não acha adequado reduzir o IRS por estarmos em crise (!!!), assim como considera não exequível a isenção de licenças de construção. Já sabemos que também não passa sem a taxa de contador da água, agora com um novo nome. Sabemos também que não resistiu sem adquirir um novo Volkwagem Passat Presidencial que custou mais de 50.000€. Espreitei na net e vi que um semi-novo de 2007 do mesmo modelo pode ser adquirido hoje por 31.200€... É para aqui que vão os nossos impostos. Valha-nos ter um Presidente da Câmara inspirador!! Mas de resto está tudo bem.
Existem portugueses nos locais mais "impossíveis" deste planeta e por lá mourejam!
ResponderEliminarAntes, agora e provavelmente no futuro. Não por sina, mas por cretinas políticas, assim estão condenados. O seu suor é triplamente precioso: no local onde trabalham, nas estatísticas de sucesso do país de onde saem e no tesouro do dito cofre estadual.
É pouco polido é ser repetitiva a solução, antes colada ao 24 de Abril, mas agora renovada na era da economia virtual e da correcção do défice!
Paulo, e o que "doi " mai sé ver que quem está a emigrar são pessoas qualificadas, só meus amigos e/ou colegas de curso que emigraram ou vão emigrar já são 12.
ResponderEliminarOs países destino, desses meus amigos/colegas, são os PALOP,Noruerga e Austrália.
A criação de emprego não qualificado"call centers", entre outros, e não capacidade do país atrair investimento tecnlógico e criativo, está a "sangrar" os nossos melhores.Estamos condenados a ser um país que nem é low cost nem é tecnológico,somos uma meia coisa ou se quiserem coisa nenhuma.
O Presidente Cavaco lançou um apelo olhem para o Rendimento Nacional Bruto e não para o PIB, olhem para o que fica cá em Portugal, mas como sempre os nossos politicos e comentadores gostam mais de analisar pseudo-ironias, um país que já deve mais aos outros do que produz é um país(empresa) em insolvência.
De resto está tudo bem!
Pois o nosso presidente quer é que a malta imigre para os concelhos vizinhos que é para ver se chateiam menos.É com esta mentalidade que continuamos a ser um Concelho sem peso no distrito, e cada vez mais deserto.Então se a malta que imigrar for aquela que tem mais formação melhor ainda, pois assim ficam são os que se deixam ir em porcos no espeto e copos de 3.
ResponderEliminarNão tem nada que ver com o texto, mas não podia deixar de referir que o Jornal de Leiria hoje fala da aprovação de mais um empréstimo na nossa Autarquia e é curioso que para o memso argumento o Presidente da Assembleia Municipal votou contra e os restantes deputados do PSD se abstiveram, ainda bem que há liberdade de voto no PSD, ou será falta de organização?
LA
Numa altura em que a competição já não se faz entre países, mas sim entre localidades para captar mais gente, é sempre bom ouvir uma inspiração com a sapiência e inteligência de João Salgueiro, é que se este Senhor é a inspiração para o PS Nacional e o PS Nacional só está à beira de repetir a maioria absoluta, resta-me apenas uma triste constatação, vamos todos emigrar, pois a oposição, essa já emigrou em termos de ideias e capacidade de dizer alguma coisa de jeito.
ResponderEliminarbye bye...!
Segundo um estudo os emigrantes são fundamentais para o equilibrio das contas da segurança social dos países acolhedores.Como normalmente emigram na força da idade, e o estado de origem já gastou o que tinha a gastar na saúde e formação, o país receptor é só receber dineiro liquido fruto dos impostos.
ResponderEliminarserá que os nosso politicos não percebem isso?
AM