Uma Sociedade Madura num Mundo Global
Foi este o tema que a Fundação Calouste Gulbenkian abordou durante dois dias com intervenções de altíssima qualidade como é tradição naquela instituição. Hoje saí muito perturbada. Nunca tinha ouvido uma intervenção tão aprofundada sobre " A dignidade Humana dos mais idosos: o que fica entre o agora e a morte". Num mundo Ocidental com um número crescente idosos Margaret Pabst Battin, professora de Filosofia na Universidade de UTAH, e assistente na Faculdade de Medician no Departamento de Medicina Interna, tem dedicado parte da sua vida a estudar a forma como cada um encara o fim dos seus dias Os gráficos que apresentou deixaram-nos sem respiração: há cada vez mais idosos cansados de viver, ou que já não suportam a sua decadencia física algumas vezes dolorosa. O que fazer?Como responder éticamente e como adaptar ( se é possível ) o acto médico a estas situações limites? Ao meu lado , o professor doutor Gentil Martins ( incondicionalmente a favor da vida) ouvia com toda a atenção esta intervenção. Muitos não conseguiram bater palmas. Não houve qualquer debate. Isabel Mota, deu por encerrado os trabalhos " devido ao adiantado da hora". Inteligentemente deixou o assunto para o próximo ano.
Só não fui à Gulbenkian porque tive uma reunião de ultima hora... ma stive pena!
ResponderEliminarFoi , de facto uma manhã inesquecível. As palavras foram detalhadamente analisadas em relação ao envelheciemnto. Já foi a terceira idade, os idosos para aaora nos fixarmos nos seniores. A investigação e as propostas inovadoras à volta desta população cada vez mais numerosa é abslutamente fantástica e coloca muitos desafios aos gestores e polítcos da " res publica". Centros de acolhimento, novas oportunidades para seniores, aparelhagem( hardware) e software adaptados a quem não manipula equipamentos sofisticados são novos desafios para quem produz e para quem decide. a mocrosoft já está a investigar. Envelhecer será sempre o adeus à vida , mas podemos desejar uma despedida integrados e activos. Industrias como a cosmética, ginástica, turismo e dietética têm aqui novos desafios e novas oportunidades. O único tabu que ainda restava ( falar da morte) foi quebrado ontem na Gulbenkian. Espero que publiquem o que se disse e ouviu em livro.
EliminarPelo que ouvi na rádio há uns dias(esplendor de portugal á 5ª feiras 19-20 na antena 1), devido á crise que já chegou à economia real,muitos filhos estão a retirar os seus pais dos lares para ficarem com a respectiva reforma.Esta questão preocupa-me já que é fácil perceber que esses idosos vão ficar, muito provavelmente ,sózinhos em casa todo o dia.
ResponderEliminarA questão de ter direito a uma velhice digna devia estar na primeira linha das preocupações sociais de um governo.Todos lá chegaremos.