O lado bom da Crise
Tive oportunidade de assistir ao Jantar Conferência do Região de Leiria, sob o tema: O Lado Bom da Crise, com os oradores Paulo Teixeira Pinto e Martim Avilez Figueiredo. É sempre bom testemunharmos exemplos de projectos empresariais que tiveram sucesso ou que se afirmaram em tempos de crise. Foram vários, os exemplos de sucesso, apresentados por Martim Avilez. Paulo Teixeira Pinto falou-nos de estratégia e das diversas oportunidades que existem, em tempo de crise.
Crise em Chinês, tem dois significados: Problema e Oportunidade.
Em 2009 o nosso PIB vai diminuir 0,2%, segundo as previsões actuais. Não me satisfaz, saber que os outros vão recuar mais do nós, até porque quando crescem, também crescem muito mais do que nós.
Mas a crise, representa sempre oportunidades para alguns. Segundo um estudo de mercado recente, o consumo não diminuiu, mas transferiu-se.
Algumas conclusões desse estudo:
- Os gastos dos portugueses aumentaram 5,5%, face a 2007
- A procura na restauração diminuiu 30%, mas … os restaurantes de fast food, cresceram 9%.
- Os bens alimentares cresceram e a marca próprio, passou de 18,1%, para 23,4%, em 2008, havendo muito margem de progressão, no Reino Unido as marcas próprias representam 50%.
- O consumo de combustível diminuiu com o aumento do preço dos combustíveis, bem como as receitas da Brisa, mas em contrapartida a procura dos transportes públicos aumentou.
- As companhias aéreas tradicionais perderam tráfego, mas nas low-cost aumentou muito.
- Até o crédito ao consumo diminuiu 6,8%.
Em resumo, há sempre um mundo de oportunidades em momentos de crise.
Do ponto de vista do consumidor, que somos todos nós, devemos reajustar os hábitos de consumo à nossa realidade actual. Mesmo com estabilidade no emprego, uma família tipo, que tenha um crédito à habitação e um ou dois carros, que utilize todos os dias, vê o seu orçamento familiar agravado, pela subida das taxas de juro e do combustível, sendo obrigada em “cortar” noutras despesas. Esquecemo-nos frequentemente, da evolução da nossa qualidade de vida, nos últimos 30 anos e ninguém gosta de recuar, mas temo que seja o que vai acontecer nos próximos anos, não devido a esta crise actual, mas por que o centro do mundo se está a deslocar para o oriente e isso vai-nos, a nós europeus, deixar para trás.
Do ponto de vista das empresas, não só em tempo de crise, mas permanentemente, devem estar preparadas para um mundo em mudança, exigente com concorrência muito feroz. Como dizia um dos mestres da gestão: A estratégia ganhadora do passado, não é a estratégia correcta para enfrentar o futuro.
Continuo à procura da etratégia ganhadora para ganhr o presente.Não está fácil, luís, não está nada fácil!!
ResponderEliminarBom..o lado bom da crise deve de ser mesmo a dos Oradores da conferência.
ResponderEliminarO Lado mau existe muita gente que a conhece tão bem como os pouco que conhecem o lado bom. Realmente quem ouvir este oradores a falarem de crise deve de ser giro. Eu se estivesse lá e se me deixassem fazer alguma questão, era logo corrido. Como é que pode ter credebilidade um Homem como Neurológico (Assim foi reformado) Paulo texeira Pinto com 35-mil-euros por mês de pensão mais 10-milhões de indemenização pelas burrices que fez com gerente do BCP-Millénio aonde incubriu uma divida de 12-milhões dofilho de Jardim Gonçalves, que depois o Paizinho foi pagar dizendo nada saber.Lá teve de o Estado nomear outros Gerentes a Bem da Nação (Como dizia o Ant. salazar).
Crise em Chinês, tem dois significados: Problema e Oportunidade. E safe-se quem poder, digo eu.
Porque em Chinês há uma lei muito eficaz que se adequava bem em Portugal para estes patifes da humanidade (Banqueiros e outros mais)
Julgamente a Tiro na Tola e com as despesas da bala enviadas há familia. Assim é a moda Chinesa.
E eu que sou contra a pena de morte, mas com os tempos que correm ainda algum dia me volto a favor.Afinal os TVs, PCs, e Telefones mudaram o Mundo.
Mudar e criar estão em simbiose, mas fazem doer.
ResponderEliminarE, existem feridas que infectam, e levam a lesões graves, irreversíveis - factos que acontecem hoje. Sendo assim, mudar significa muitas vezes alterar hábitos, e como somos feitos deles, só as circunstâncias nos obrigam, e pouco mais, a mudar, porque para criar, temos a ambição do lucro. Hoje, estes dois parâmetros andam de candeias às avessas. O seu post é simples, eficaz e futurista, mas carece de um problema por resolver: por onde começamos? Parabéns pela análise.