Seja feita a nossa vontade

Os robôs são assunto da capa da Courrier Internacional deste Mês.



Surgiram na ficção cientifica mas desde há alguns anos que entraram no nosso dia-a-dia. Há-os de todos os tamanhos e com fins muito diversos, desde os monstros da industria automóvel até aos desenvolvidos pela nanotecnologia para que dentro das nossas veias corrijam defeitos e combatam vírus e bactérias. As forças armadas norte-americanas e a Nato têm ao seu dispor no Iraque e no Afeganistão quatro mil robôs armados. Por enquanto não são eles que tomam a decisão de matar. Apenas por enquanto!



A palavra robô tem origem nas línguas eslavas, rabot (trabalho em russo) e rabota (trabalho forçado em checo) e pressupõe uma hierarquia de ordem/acção entre o homem e a máquina, mas o que será que o amanhã nos reserva?


Nos anos 50 Isaac Asimov antecipou o futuro e criou três leis para regular a relação entre humanos e robôs. A primeira lei diz que um robô não pode agredir um humano, a segunda diz que um robô deverá obedecer às ordens dos seres humanos, excepto nos casos em estejam em conflito com a primeira lei. Por último a terceira diz que um robô deve proteger a sua própria existência, desde que isso não colida com as duas primeiras leis. Notável e pertinente a visão deste senhor.


Com o desenvolvimento da inteligência artificial os robôs estão a aprender a conhecer  e a interpretar as emoções humanas. Alguns entendidos apostam que dentro de três ou quatro décadas a relação entre os humanos e os robôs evoluirá ao ponto de os humanos se apaixonarem, se casarem e de terem relações sexuais com eles, não necessariamente nesta ordem, claro. Os robôs de companhia para os seres humanos que vivem sós serão também uma realidade próxima.


Imaginemos uma porção de cérebro cultivado em laboratório, cujos neurónios comandam um robô. Esta ideia não é de Issac Asimov mas de investigadores da Universidade de Reading em Inglaterra, que ligaram um ‘cérebro’ elementar (centenas de milhares de neurónios de ratazana) a um robô, directamente sem passar pelo computador. O cérebro alimentado em permanência por informações, sob a forma de impulsos eléctricos, aprendeu a evitar obstáculos. Até onde isto nos poderá levar?



Depois de apresentar os dados neste sequência será fácil ler nas entrelinhas a recriação do mito do fim-do-mundo. Já aqui falamos sobe isso, mas pessoalmente, até como amante dos gadgets electrónicos, acho que será uma realidade fantástica e entusiasmante.

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