Ser Diferente É Bom!
É o título do Livro de Sónia Pessoa, amiga do Vila Forte, fruto da Blogosfera. A Sónia andou a bater à porta de muitas editoras para que editassem os seus livros e as portas sempre se mostraram fechadas, até que um dia decidiu entrar no mundo da Blogosfera e mostrar "os livros que ninguem quis dar a ler", felizmente, a comunidade"blogosférica" foi eficaz e o lançamento do seu primeiro livro ocorreu no passado sábado.
A apresentação teve o sucesso merecido de quem nunca desistiu do seu sonho. Vale a pena Sonhar!
A nossa amiga teve honras de entrevista no Jornal dois da RTP( a entrevista é no final do Jornal a seguir à entrega da bola de ouro a CR7), onde explica o porquê do livro e confessa que deseja que o livro seja polémico para que se fale das diferenças. O livro fala na Maria que tem dois pais e nos emigrantes.
Como é evidente este livro vai ser uma prova de fogo para os pais que se dizem modernos, liberais e abertos à diferença. O Vila Forte quer-se juntar à discussão e saber se livros como o da Sónia devem ser "obrigatórios" na educação para a diferença dos nossos filhos ou, isso é tudo muito bonito, mas a família ainda é com pai e mãe e os emigrantes estão bem é na terra deles ou ainda, a minha filha com um negro nem pensar.
A Sónia tem preparados mais livros para as nossas crianças tendo em conta o valor das diferenças e a educação dos nossos filhos para as mesmas. Em nome pessoal, acho a ideia fantástica, é necessário, sem dúvida, educar as nossas crianças para a tolerância às diferenças e saberem viver com elas, sejam elas de ordem familiar, raça, religiosa ou portadores de doenças.
O Vila Forte deseja que este e os outros livros da Sónia, façam "escola" na nossa sociedade e que sejam sucesso de vendas.
Nada como começar pelas Crianças!
Têm os leitores do Vila Forte agora a palavra.
A minha filha com um negro nem pensar, mas o meu filho com uma negra... é de homem!
ResponderEliminarOntem assinalou-se o dia em que passaram 60 anos sobre a carta dos direitos humanos, passados sessenta anos,num país democrático discute-se ainda o direito à diferença,mas não de forma clara, é através de um livro para crianças que daqui a 20 anos é que estarão preparados para viver na diferença.O problema é que os livros têm de ser comprados pelos pais, e professores, temo que os 50 anos de obscurantismo que este país viveu não permitam a esta senhora ter o direito de ver o seu sonho realizado na plenitude.
ResponderEliminarDeixo a minha sugestão, arranje um "lobbie" qualquer para colocar este livro no plano nacional de leitura, pode ser que assim a coisa lá vá.
Somos demasiadamente preconceituosos,conservadores e "racistas" ,para de livre vontade comprar um livro destes e o ler à noite para adormecer os nossos filhos e a prova foram as negas das editoras.
Que tenha muita sorte e que nunca desista é o meu desejo.
Onde posso comprar o livro na Região de Leiria?
LA
Pedro, já conhecia a Sónia porque ela faz parte do meu bairro.
ResponderEliminarEstou bem contente que ela tenha conseguido pôr o livro cá fora.
1º porque fico feliz sempre que alguém consegue concretizar um sonho e 2º porque o tema do livro é importante.
Confesso que ainda não o li, mas vou ler.
Obrigada pela notícia.
Veludinhos
Sendo certo que tudo o que sai da normalidade assusta, e sinceramente acho normal, também é certo que devemos tentar conhecer para que deixe de assustar, dito isto acho que em relação à homossexualidade se faz demasiado alarido na tentativa de forçar as pessoas a aceitar essa diferença, quando a maioria não se assume, e a grande parte dos outros é provocadora e ainda quando na sua totalidade são tão poucos na nossa sociedade que se os deficientes, esses sim merecedores de todo o apoio possivel, tivesse em proporção o mesmo tempo de antena que os homossexuais, as 24 horas do dia não chegavam, e ainda faltava falar de todas as outras minorias mais representativas mas com menos poder .
ResponderEliminarJá conheço a Sónia e tive oportunidade de lhe deixar alguns comentários a propósito do lançamento do livro e da sua perseverança.
ResponderEliminarAliás, estive para ir a lançamento, mas infelizmente razões pessoais impediram-me de o fazer.
Não me posso pronunciar em relação à questão que colocas. O tema é, sem dúvida, importante, mas nates de ler abstenho-me de dar qualquer palpite.
Sendo nós uma sociedade católica apostóloca romana, e na semana que o Vaticano foi duro perante ums sugestão da ONU, acabar com a penalização da homosexualidade, parece-me de extrema pertinência este livro.É preciso acabar com o estigma.
ResponderEliminarFaz lembrar no fim dos anos setenta, quando esse paladino da democracia de seu nome Mário Soares, qual católico fundamentalista, se dirigiu a Sá Carneiro e lhe disse que um homem que não honra um casamento e se divorcia não podia ser bom chefe da nação...
Continuamos na mesma, são só paladinos dos bons costumes em Portugal...
Vou comprar o Livro e divulgá-lo, ser provinciano é uma coisa, preconceituoso e atrasado é outra diferente.
Boa Sorte
Ser diferente não é bom, mas pode ser muito melhor do que é, se todos tivermos um papel na integração de quem precisa e é 'diferente'.
ResponderEliminarFalo com total e absoluto conhecimento de causa e não tenho de fazer referência ao caso que me diz respeito porque perservo as minhas privacidade e intimidade.
Não li o livro nem conheço com profundidade do que trata, por isso sobre mais alguma coisa inerente a ele não me sei pronunciar.
Agrada-me muito a ideia de integração dos deficientes. Acho que todos os seres humanos nos merecem o mesmo respeito e isso inclui todas as minorias que também respeitem a maioria.
ResponderEliminarSou pela igualdade de tratamento e de oportunidades, assim como pela liberdade individual.
Incomoda-me a descriminação, seja ela negativa como também positiva.
Incomoda-me a descriminação positiva feita a casais homossexuais, que por viverem em união de facto tem vantagens fiscais relativamente a um pai que viva com uma filha, ou sobre dois irmãos que vivam juntos.
Incomoda-me a descriminação positiva quando sou impedido de participar em passeios ou corridas reservados ao sexo feminino. Imaginem o que seria se no regulamento de uma prova a participação de mulheres fosse proibida!
Não me incomódo e por enquanto não sou incomodado, em assumir estes incómodos politicamente incorrectos. Esperemos que isso se mantenha assim, ou então terei também de exigir o estatuto de minoria.
Boa tarde
ResponderEliminarAgrada-me bastante esta ideia da indiferança, principalmente quando nos referimos a seres iguais a nós, mas por infelicidade vivem e convivem com a sua deficiência.
Tenho orgulho em lidar com 5 pessoas com deficiência e contribuir para a sua integração na sociedade, via ADP(A.D.Portomosense), através dos vários protocolos assinados com empresas que trabalham diáriamente com todos eles.
Um abraço e boa sorte.
É na diferença que nos complementamos.
ResponderEliminarAb e parabéns à Sónia.
Luís Castro
Um dos post's mais importantes de sempre do Vila Forte que o preconceito e o medo de dar opinião pessoal demonstra bem a sociedade retrograda em que vivemos.Se bem percebi este é o primeiro livro sobre as diferenças, religiosas,sexuais,deficiência,falta de saúde e outras,mas como o primeiro fala da homosexualidade, aqui del rei que estão a dar importãncia á paneleiragem,peço desculpa se ofendo o Sr.Paulo Sousa e platypus e outros que não tiveram a coragem de mostrar toda a sua intolerância,mas é a verdade crua das palavras. Pedro, a resposta, pela amostra está dada, os filhos ou netos do 25 Abril,os defensores das liberdades e da liberalização dos mercados,provam que são mais preconceituosos que os beatos da mão no peito.Como foi bem lembrado pelo Pedrosa(Soares vs Sá carneiro), hoje também vivemos num mundo diferente,as familias mono parentais e homosexuais são uma realidade, esconder a cabeça na areia é uma forma cobarde de dizer eu qualquer dia é que sou diferente e por favor não me chateiem com essas mariquices.Se calhar era bom lembrar que quando eu era jovem os meus amigos que gostavam mais de bonecas do que de carros eram convidados, á força, para falar com o seu prior porque Deus os chamava e tinham vocação para o celibato.....as provas estão à vista de todos.......
ResponderEliminarQueria dizer á Srª Sónia que não tenho o prazer de conhecer e ao Pedro que teve a coragem de colocar mais este tema á discussão, que é com gente como vós que questiona esta paz podre que se vive na nossa sociedade que podemos evoluir.
Poucos foram os que responderam frontalmenta à questão do texto, muitos se refugiaram em balelas maricas e sem fundamento, digo sim à diferença e à igualdade de oprtunidades, sejam paneleiros,lésbicas,deficientes motores, portadoes do HIV sida, pretos ,amarelos,vermelhos, ou filhos de mal casados, todos somos filhos de DEUS.Pena que sejamos tão básicos quais animais da savana.
Peço desculpa pela força das palavras,mas custa-me viver numa sociedade e com pessoas que se dizem e que pensam diferente.A pergunta é em quê?
Obrigado mais uma vez ao Pedro pela coragem, continue,pode não chegar ao poder,mas pelo menos afronta-o,seja o poder politico seja o poder ,retrogado, da mentalidade.
Aproveito para desejar bom Natal a todos e um bom ano , pois vou de férias a partir de hoje.
Omelhor do mundo para os editores do Vila Forte.um 2009 cheio de êxitos blçogosféricos, é o meu desejo.
Rui Fonseca,
EliminarExiste algum espaço entre tolerância e apoio incondicional.
Se me conhecesse melhor talvez não me interpretasse como interpretou.
No meu texto não reclamo apoio incodicional ao meu ponto de vista, acho apenas que a tolerância fica bem a todos.
Desejo-lhe também um Bom Natal e um Feliz Ano. Volte sempre.
Obrigada Pedro. Venho apenas deixar um abraço. Podia até entrar na discussão e defender o meu ponto de vista, mas penso que ainda não chegou a hora de o fazer... vou esperar que os demais leiam o livro e percebam que a minha intenção não é outra senão a procura de um mundo melhor, um mundo mais tolerante, um mundo igual para todos, respeitando as diferenças de cada um. As minhas, as vossas, as de cada um. Abraço, Sónia Pessoa
ResponderEliminarVim de longe através de links dali e dacolá e aterrei neste blog fantástico.Vi que as vossas discussões têm um nível superior, do que vi e li vejo que não estamos perante mais um blogue de lana caprina e de pseudo intelectuais de poemas de amor e de advogados,ou jornalistas mais ou menos frustrados da nossa praça, muito menos de profs anti modelos!!!!
ResponderEliminarParabéns pelo blogue e este texto sobre um livro diferente, digo tão somente que somos um país de gente retrograda que tem 900 anos de história, conservadora nos usos e costumes, tudo tem uma explicação e depois de ler os comentários a um simples livro que ninguém leu,mostra bem o porquê do PIB negativo em termos intelectuais, porque o financeiro é só uma consequência natural do nosso atraso ancestral...
Parabéns pelo blogue, virei dar uma olhadela mais vezes.
xpto.net