A Guerra Colonial marcou muitos milhares de pessoas. Não só portugueses. Em termos históricos ainda não terá passado o tempo suficiente para a debater com isenção. Não quero aqui fazer qualquer juízo de valor, mas apenas partilhar um texto e uma foto que apanhei na net. Gosto de ouvir as estórias dos soldados que combateram nas ex-colónias, sendo que a maior parte deles o fez contra a sua vontade. Acho que o país lhes deve, no mínimo, um agradecimento pelos anos perdidos e pelos sacrifícios passados. Os relatos na primeira pessoa contados por muitos ex-combetentes será uma forma de perpétuar o que passaram, assim como um contributo para que as gerações mais novas de que faço parte, conheçam a sua história. Como se diz no excerto, muito do que se passou nesses tempos difíceis seria assunto para muitos livros e muitos filmes. Guiné 1968 Região de Tombali - Gandembel CCAÇ 2317 Início da construção do aquartelamento «As grandes fotografias dispensam legendas. Esta é uma das fotos-í...
Em tempos, falámos sobre as dificuldades na mobiliodade das pessoas com deficiência em Porto de Mós, e os compromissos assumidos por quem de direito, em que ponto é que estamos?
ResponderEliminarO texto era este:
Por decisão do Conselho da União Europeia, 2003 foi consagrado o Ano Europeu das Pessoas com Deficiência (AEPD).
Em Portugal o Governo criou a Comissão Nacional de Coordenação para o Ano Europeu das Pessoas com Deficiência, com incumbência de coordenar, a nível Nacional as iniciativas e a participação de todos os intervenientes envolvidos na concretização dos objectivos do Ano Europeu das Pessoas com Deficiência.
Ao nível Distrital coube aos Governos Civis essa coordenação.
No Distrito de Leiria foi o que aconteceu e após criação duma Comissão Distrital foi apresentado e dinamizado um Programa Distrital que envolveu diversas Instituições locais e todos os 16 Municípios do Distrito.
A referida Comissão elaborou uma candidatura única do Distrito sob o nome “EM LEIRIA + CIDADANIA”.
Foi com a colaboração e o forte empenho dos Municípios que no Distrito de Leiria se concretizou em pleno o Programa apresentado e considerado um dos que maior apelo fazia para as Entidades e População em Geral acerca da problemática das Pessoas com Deficiência.
Uma das iniciativas levadas a cabo foi a assinatura da “Carta de Compromisso” que tinha como objectivo a assunção do compromisso por parte de Instituições Públicas e Privadas do Distrito, de eliminarem diversas barreiras arquitectónicas durante todo o ano de 2004, por forma a facilitar a Mobilidade às Pessoas com Deficiência.
Felizmente foram muitas as Instituições que aderiram e que em 2004 concretizaram o compromisso assumido e assinado em Leiria no dia 4 de Dezembro de 2003, perante membros do Governo, representantes das Instituições, os 16 Presidentes de Câmara do Distrito e Comunicação Social.
O Município de Porto de Mós assinou uma carta de compromisso onde se propunha durante o ano de 2004 eliminar Barreiras arquitectónicas e criar condições de acesso a Pessoas com Deficiência nos seguintes Edifícios Municipais: Biblioteca Municipal, Museu Municipal e Piscinas Municipais.
Lembro que em 2003 perante a Comunicação Social foi um dos responsáveis da Autarquia a assumir publicamente ser completamente impossível o acesso à Biblioteca e ao Museu Municipal em Cadeira de Rodas (isto após ele próprio experimentar numa cadeira de rodas o que sofre um Cidadão com Mobilidade Reduzida ao tentar aceder àqueles dois espaços Públicos)
Nada foi feito. Nada!
Não foi feito em 2004, não foi feito em 2005, não foi feito em 2006, não foi feito em 2007 e já percebi que nada será feito em 2008…
Perdoem-me mas fico revoltado com a falta de sensibilidade e de cidadania dos responsáveis Autárquicos do nosso Concelho.
Vaidade também é criar condições de acesso a Pessoas com Mobilidade Reduzida e no fundo cumprir 2003: “Diferentes, mas Iguais”.
Após o AEPD o mapa da mobilidade no Distrito de Leiria sofreu alterações profundas, mas em Porto de Mós está tudo praticamente como antes.
“2003:Em Leiria + Cidadania” foi visto como o exemplo da vontade e capacidade das Instituições para se associarem em torno duma grande causa.
Infelizmente só grande causa para algumas.
E em 2007 cumpriu-se o Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos, mas as acessibilidades aos Edificios sob gestão Camarária continuaram como antes; vedados a cidadãos com mobilidade reduzida!
(este post foi editado pelo Vilaforte em 05.03.2007 e agora reeditado com pequenos reajustamentos de datas).
Daqui a Um ano cá estaremos de novo, pode ser que em ano de Eleições se alterem as consciências e as obras prometidas nasçam finalmente.
“Para falar ao vento bastam palavras, para falar ao coração são necessárias obras.”
Pe. António Vieira
Escrito por Jorge Vala em 00:58:28