Casa do Futuro, sem lugar para os estudantes

Na escola venderam-me uma poesia em que, depois da liberdade de Abril, todos eramos iguais. O Estado respeita o cidadão e o cidadão pode inclusivamente processar o Estado. Dado o estado da nossa justiça os resultados da política de Justiça dos últimos governos, todos concordamos que é quase uma utopia alguém processar o Estado e ser bem sucedido sem que tenha ex-governantes como advogados, restando por isso o Estado respeitar o cidadão.


Também sabemos que o apego que os políticos têm pelo cidadão nos comicios e nas feiras em épocas pré-eleitorais termina no dia do voto. O ridiculo período de reflexão é para os políticos um período de desinfecção. Depois de tantos beijos a abraços dados com uma convicção fingida, há que se desinfectar do mau cheiro dos portugueses. Depois é só esperar e com um pouco de sorte, chega a hora dos corredores do poder.


Durante o mandato sempre que se fazem deslocar pelas cidades, os políticos no poder, são escoltados por motoqueiros fardados e equipados com sirene que enxotam os cidadãos. Estes, sem escolta, logo regressam à vida consomida no trânsito.


 


Hoje, 50 alunos da Escola Básica 2,3 de Ceira deslocaram-se a Lisboa para uma visita de Estudo à Casa do Futuro em Lisboa. A visita estava programada há cerca de dois meses mas depois de duzentos quilómetros de autocarro os alunos esbarraram com uma porta fechada. A explicação dada foi que tinham sido requisitados pelo Gabinete do Primeiro Ministro para um evento.


 


Aos políticos não se exige um apego fingido ao cidadão, exige-se apenas respeito.


 


Mas vendo bem, os alunos podem ter aprendido duas coisas importantes nesta visita de estudo. Uma, é que aquela poesia da liberdade de Abril, não passa disso, de poesia, e outra é que a Casa do Futuro, metáfora irresistível, não se preocupa com as suas expectativas.

Comentários

  1. «Estamos todos muito frustrados. Foi uma falta de respeito pelos alunos», lamenta a professora Fernanda Castro, da Escola Básica 2,3 de Ceira (nos arredores de Coimbra), depois de ter visto cancelada a visita de estudo à Casa do Futuro sem qualquer aviso prévio.

    A docente, que organizou a excursão há cerca de dois meses, explicou ao SOL que só às 14h30 desta quarta-feira foi informada de que os 50 alunos que a acompanhavam não poderiam entrar «porque a Casa do Futuro estava requisitada pelo gabinete do senhor primeiro-ministro para um evento».

    ISTO SÓ MESMO EM PORTUGAL! CADA VEZ MAIS O REGRESSO A UM PASSADO TÃO LONGINQUO...
    QUE FALTA DE RESPEITO

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  2. Sem pretender defender ninguém, até porque não conheço nem sabia da existência de tal " casa do futuro", caro Pedro falta saber se a tal professora agendou antecipadamente a visita de estudo. É sempre bom haver organização para que as coisas não falhem.

    António Almeida

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    1. Se reparar no comentário anterior ao seu está sitado do site do SOL(link fornecido no post) que a visita estava de facto marcada à cerca de 2 meses

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