Falta liberdade de voto em Portugal


«Portugal é, depois da Holanda e de Israel, o país com menor liberdade de voto. A conclusão resultou de um estudo a 26 países que o economista Paulo Trigo Pereira apresenta no seu livro O Prisioneiro, o Amante e as Sereias, publicado pela Almedina.


"Isto não é opinião, é resultado de uma investigação" sobre uma "grande fonte de injustiça" da democracia portuguesa, diz o académico, que participou na comissão da reforma da administração central do Estado e presidiu à revisão da Lei das Finanças Locais.


O índice de liberdade de escolha do cidadão foi construído tendo em conta o número de partidos, a dimensão média do círculo eleitoral e os índices de proporcionalidade; mede, na prática, a liberdade do eleitor, comparativamente com o partido, na escolha dos candidatos. 


 


"Só uma cruz no boletim"


Irlanda, Coreia do Sul e Malta estão no extremo oposto. São países onde os partidos repartem com o cidadão o poder de escolher candidatos, através do chamado voto único transferível. O investigador cita Irlanda e Malta, onde os partidos indicam os nomes dos candidatos, mas os eleitores podem ordená-los por preferência, por exemplo. 


"Nós só fazemos uma cruz no boletim de voto", diz Trigo Pereira. "Percebo que há 35 anos, quando se fundou a democracia em Portugal, se tivesse feito uma Constituição blindada. Hoje não percebo como se pode argumentar em sua defesa."


O investigador propõe modelos moderados, de voto preferencial, usado em países como a Finlândia, Polónia, República Checa e Dinamarca. 


Dar mais liberdade de voto aos eleitores deve ser o sentido da reforma do sistema eleitoral, e essa é "compaginável" com a vontade dos partidos em garantir a escolha de um determinado número de deputados ao Parlamento.


Trigo Pereira também considera que o sistema de referendos precisa de reforma: "É perverso por permitir estratégias de abstencionismo para invalidar referendos", ao exigir um quórum mínimo de votantes para que sejam vinculativos. Os modelos alemão, irlandês e suíço são considerados mais equilibrados e reflexo de uma "democracia com mais qualidade". 


O modelo português "é absurdo" e revela uma "má qualidade da democracia", conclui.»


 


Público, hoje

Comentários

  1. Assim d erepente ocorrer-me que o boletim de voto é um bom teste de português e matemática:
    escrever o nome,
    ordenar,
    copiar
    e 1º que tudo ler.
    Quero o sistema da Irlanda, Coreia do Sul e Malta

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  2. Não é novidade, mas finamente aparece alguém com credibilidade a falar do assunto.
    Esqueceram outro aspecto importante: um partido que ganhe com 40% dos votos elege 100% do governo. Há coisas fantásticas, não há? E ainda há quem não acredite que vivemos numa partidocracia.

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  3. Estamos viver dias dificeis na democracia, tomemos como exemplo o último referendo em Viana do Castelo, masi de 70% de abstenção, as pessoas estão completamente descontentes com os politicos e eles pouco se importam, basta ver a festa que o autarca fez.Como é possivel?
    Os politicos queixam-se que ninguém aparece e que se não forem eles, coitados, ninguem se chega à "frente", era bom era saber porquê.Porque é que são os mesmos nos clubes de futebol, nas comissões politicas,nas federações,nas associações,....É o rodar de cadeiras e promiscuidade que leva ao desinteresse das pessoas em aderirem ao quer que seja. É necessário que a politica seja aberta às pessoas e não uma associação de amigos que gerem a "coisa" tipo "coutada" em que só entre quem "pague" ou faça um exame de admissão.Os partidos são necessários à democracia,mas devem estar ao dispor das pessoas.Infelizmente não é o que se passa em Portugal

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    1. Comentador do Vila Forte27 de janeiro de 2009 às 03:21

      Citar Pedro Oliveira:
      "É necessário que a politica seja aberta às pessoas e não uma associação de amigos que gerem a "coisa" tipo "coutada" em que só entre quem "pague" ou faça um exame de admissão."...
      Tipo, como acontece no Vila Forte e tem acontecido, noutras eras, com alguns dos seus intervenientes por onde têm passado!!

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    2. O "exame de admissão" no Vila Forte é fácil como pode ver, até V.Exa conseguiu.Se alguém anda a receber "luvas" dos comentadores, esteja descansado que o dinheiro vai ser bem empregue.
      Quanto ao tema, ficámos a saber,desculpe se eventualmente esta conclusão é abusiva..., que concorda com o sempre foi assim, como tal deixa estar que eu gosto, pois é a minha vez.
      Agradecido pela visita e comentário.Na justiça, há quem defenda que um não parecer é um parecer, Na blogosfera uma não opinião também se pode considerar uma opinião.

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    3. Comentador do Vila Forte27 de janeiro de 2009 às 04:10

      Deixam comentar apenas para dizer que têm audiência.
      A verdade é que quando Rui Fonsecas, Largos do Rossio e outros que tais achincalham alguém, os "ilustres" comentadores nem uma palavra de desagravo tecem. Por que será?
      Mas se algum comentador isento, fora do clã dos pseudo iluminados, qual grupo dos cinco, faz algum comentário, aqui d'el rei, que nos estão a estragar os planos de pressão política, meu Deus, que há alguém que pensa e que sabe escrever para além de nós. Como é possível!!!??? O nosso espelho disse-nos que eramos os únicos! Os tais do "nós os cinco temos um sonho,muito antes do "I have a dream", a nossa terra estar na vaguarda da inovação".
      Se intigra é inovação, não há dúvida, são protagonistas do virar da página da história política de Porto de Mós.
      Comentando a matéria do post,
      Eu estou de acordo com a proposta de os eleitores escolherem os eleitos, bem como a ordem da eleição.
      Corre-se o risco do Magalhães ser escolhido em detrimento do Malhó, pois é uma figura mais conhecida do imaginário portomsense, mas é a democracia e a escolha do Povo, na sua infinita sabedoria.
      Claro que o Malhó não deve saber quem é o Magalhães, mas também ninguém lhe pede tanto...

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    4. É um gosto ler os seu comentários.Em relação aos comentários e porque normalmente só vemos o que queremos, recordo-lhe, que entre outros, o comentário de um tal "guarda rios",de ontem, sobre João Neto e Gomes Afonso foi eliminado pelo teor ofensivo aos visados.

      Descontraia.Bom almoço para si também.

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    5. Comentador do Vila Forte27 de janeiro de 2009 às 05:40

      Bravo, Pedro!

      Conseguiu repetir a palavra comentários 3 vezes, em 5 linhas. Para ser mais rigoroso, na terceira vez não utilizou a palavra "comentários", mas sim "comentário". Foi para não parecer mal.
      Realmente, com essa qualidade e diversividade lexical, para chumbarem outros comentadores no vosso exame de admissão, terão que ser mesmo muito fraquinhos.

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    6. Está a ver que consegue ser um comentador atento e divertido...
      Está enganado meu caro, aqui já aplicamos a máxima de Sócrates, ninguém faz exame e ninguém chumba.
      Gosto de conversar consigo,da próxima traga mais um amigo.É que nós gostamos de audiência,eheheheh.
      Como acho interessante este tipo de conversas virtuais, vou contar-lhe duas histórias que se passaram com um editor amigo de um dos blogues que também gostam de ter audiências, quem não gosta, e que também tinha umas visitas "interessantes".
      Um dia e após troca de galhardetes, entre esse editor e um "comentador X", e para acabar a conversa esse meu amigo disse-lhe duas coisas:
      1- ainda bem que não se identifica porque podia ter uma desilusão ao saber que conheço pessoas como o senhor e tenho-me como alguém que sabe escolher com quem me dou dia a dia.
      2- Posso mostrar aos meus filhos sem problema nenhum o que escrevo e estou sujeito também ás suas criticas e aprender com eles e eles comigo, pois estou de cara destapada a dizer o que penso, já o senhor corre o risco de um dia o seu filho vir ao meu blog e dizer-lhe que no meu blog anda um idiota que nem assumir o que escreve é capaz.

      É evidente que não é o seu caso,nem de alguns armados em descodificadores.
      Podemos continuar a conversa se quiser.Para mim é um gosto.

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  4. Caro Pedro, peço desculpa se as verdades ofendem mas é da vida (como costuma dizer).
    Quanto a este amigo comentador, é verdade ou não que parte do núcleo duro da comissão política do PSD de Porto de Mós faz parte do conselho de disciplina da AFL, é verdade ou não que só dezoito pessoas votaram nas últimas eleições para a concelhia do PSD, o que quer dizer se este "grupo dos 5" ou outro grupo qualquer “cacicasse” 4 familiares e/ou amigos cada, poderia tomar o poder do PSD local.
    Acha que é normal tudo isto, acha que é normal a nove meses de eleições não haver candidato conhecido, não ter um site que funcione e continuar a sensação no ar de que apesar deste executivo ser o pior desde a Rainha D. Maria II, parafraseando alguém, eles vão ganhar as próximas eleições?
    Se acha isto tudo normal, continuem a ostracisar quem provou que pelo menos comunicar sabe, e vão ver o que vai acontecer lá para Outubro.

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    1. Caro Guarda Rios,

      Uma das coisas que aprendi na blogosfera é que há muita forma de dizer as verdades.Não querendo questionar se o que escreveu era verdade ou não, concordámos, os 5, que a forma como transmitiu essa verdade não foi, em nossa opinião, a mais correcta, daí o comentário ter sido eliminado.
      É bem-vindo ao Vila Forte sempre que entender vir cá.
      abraço

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    2. Descodificador do Vila Forte27 de janeiro de 2009 às 10:39

      Este diálogo do Guarda Rios com o Pedro Oliveira assume-se mais um diálogo dele para com ele próprio, ou para com um seu heterónimo, ou alter ego.
      Sendo assim, aqueles dois aspectos referidos pelo Pedro também se lhe aplicam, Sr. Eng Guarda Rios Oliveira.
      Mais, aquela de apagar o post não passou uma manobra de diversão para ingês ver.
      Vejam lá se o sr. elemento do blog infirmou qualquer das insinuações do Guarda Rios.
      Claro que não, nem convém... Até partilham das mesmas ideias.

      Eliminar
    3. Descodificador do Vila Forte27 de janeiro de 2009 às 10:48

      Este diálogo do Guarda Rios com o Pedro Oliveira assume-se como mais um diálogo dele para com ele próprio, ou para com um seu heterónimo, ou alter ego.
      Sendo assim, aqueles dois aspectos referidos pelo Pedro também se lhe aplicam, Sr. Eng Guarda Rios Oliveira.
      Mais, aquela de apagar o post não passou uma manobra de diversão para inglês ver.
      Vejam lá se o sr. elemento do blog infirmou qualquer das insinuações do Guarda Rios.
      Claro que não, nem convém... Até partilham das mesmas ideias.

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    4. Então o comentador e o descodificador combinaram hoje para conversar comigo, muito bem.
      Conheço o João Neto há muitos anos, temos laços familiares comuns e quem me conhece sabe que jamais lhe chamaria os nomes que estavam no referido comentário.Como tal não lhe admito as insinuações que faz a meu respeito.Se quer brincar aos cowboys, brinque com os seus amigos.
      Cada um assume o que escreve.O senhor "assina" como descodificador, ok, mas deixe-se de brincar ás escondidas que já não tem idade.
      Mais, ainda ontem os editores deste blog falaram com o João,respeitamos muito o trabalho dele.
      Tente ser honesto consigo próprio e de duas uma, comente os textos, ou simplesmente não venha cá, é que há quem veja neste espaço algo de útil, se não é o seu caso,não seja masoquista.
      como é tão descodificador devia ter reparado que falei em duas histórias e só contei uma, mas agora vou contar a outra:

      O tal "comentadorX" deixou de comentar como aquela alcunha,mas começou a utilizar outra, esse meu amigo começou a fazer uma tabela de IP´s e verificou que a operadora referentes a aqueles IP´s era a mesma, com algum trabalho e conhecimentos nessa operadora, foram-lhe dados elementos suficientes para identificar a pessoa.Esse meu amigo descobriu que a pessoa em causa era pessoa com cargos publicos e que o conhecia perfeitamente.essa pessoa foi desmascarada no blog.Foi o gozo total.
      como é evidente, isso não acontecerá consigo....

      Conversar consigo é um prazer.Podemos continuar.

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