Mais um para ajudar à festa!

Como escrevi AQUI, as palavras do Patriarca de Lisboa não me deixaram indiferente, e a si?


A generalização é um erro,como bem diz um comentador do "Delito", basta vermos o que se passa na Turquia e em  outros Países. A comunidade Islâmica, em Portugal, fez bem em pedir explicações,em meu entender.


 


Cautela com os amores. Pensem duas vezes em casar com um muçulmano, pensem muito seriamente, é meter-se num monte de sarilhos que nem Alá sabe onde é que acabam.”

 


 

Comentários

  1. Se há atitudes que são dispensáveis, o preconceito de Policarpo é um deles. É curioso que só atira pedras ao vizinho quem tem que se lhe diga...

    Esta é a minha visão de não religioso que sou.
    Seguem agora por tudo quanto é canto a desculpabilização de Policarpo, como se ele fosse anjinho e não medisse as palavras ou o apoio incondicional o que demostra que a igreja encontra terreno fértil na intolerância.

    ResponderEliminar
  2. Completa e totalmente a favor da verdade das palavras do Patriarca e amanhã explico-te tudo no Ares!

    À minha maneira (by Xutos).

    ResponderEliminar
  3. São palavras deste género, lançadas ao vento com displicência, que aumentam e inflamam rastilhos já demasiado sensíveis e prontos a despoletar.
    A intolerância demonstrada por um alto representante da igreja católica é um erro crasso, sobretudo na situação política actual.

    ResponderEliminar
  4. deixa lá isso.. se calhar exagerou do "sangue de deus" este fim de semana.

    e o que tens a dizer às declarações do Domingos? :P

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Domingos disse toda a verdade sobre a gestão JES na Académica, como é evidente vai ter guia de marcha no final da época ou mesmo antes, o faquirá é um 2amor" antigo de JES e foi despedido do Setúbal.
      abraço

      Eliminar
    2. hmm.. axo que vai um bocado além do JES..

      De qualquer das maneiras um gajo que tem que arrumar a mala do carro não tem tempo para se preocupar com futebol :P

      Eliminar
  5. Creio que é um problema muito complicado.

    Não sei se Malraux teve razão ou não em escrever que o século XXI seria religioso ou não.

    Há muçulmanos laicos como há cristãos laicos.

    Há cristãos que batem nas mulheres como há mulçumanos que batem nas mulheres.

    Em França, 1 dia sobre 2 , uma mulher morre vítima de violências conjugais.

    Houve um autor Francês que escreveu que as três religiões monoteistas eram palermas. Mas que no âmbito das três a muçulmana era a mais palerma.

    Conheço muitos casais mixtos ( e que são amigos ) . O que parece levantar maior problema, entre os casais, é a circoncisão.

    Para que serve esta ? Qual o objectivo ? Deixar uma marca que não se pode apagar ?

    A circoncisão pode ser comparada à excisão ?

    Recapitulando : Marcar o ser humano ou destruir o prazer sexual ? É que a glandula do pénis, uma vez sempre ao ar, perde sensibilidade.

    Modificar o clitoris é também destruir o prazer sexual.

    Espero não ter sido grosseiro. Tal não é o meu intento.

    Talvez os índios brasileiros tenham razão : Quem quer atravessar rios e riachos brasileiros não podem ser circonscritos. Eles utilizam tubos, ligados ao pénis, para dificultarem a entrada de bicharocos minúsculos.

    Pois é : Nada somos !

    Mas eu acho que quando há amor não há crise !

    Depois que cada um se assuma .

    O importante é evitar generalidades.

    Depois de amanhã trarei uma pequena bibliografia sobre o assunto . Já que o saber não ocupa lugar !

    Isto, se os meus comentários não incomodam.

    E Viva o Porto !







    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Oh Santa Ignorância.
      Díficil ler tanto disparate junto.
      Ah e a propósito
      escreve-se
      Circuncisão.
      Deu para rir este post do nosso PORTOMARAVILHA

      Eliminar
    2. Quando "inaugurámos" o Vila Forte um dos objectivos era o Vila Forte também ser um local para os nossos emigrantes poderem participar na vida politica e social de Porto de Mós e do País, como tal o caro Portomaravilha e o Rafael Marcelino, e mais alguns que possivelmente vêm cá ler e não comentam, fazem com que, também, esse objectivo seja atingido.Os seus comentários são sempre bem - vindos, é interessante a vossa leitura do que se passa por cá vista daí.
      abraço

      Eliminar
    3. Vá lá não se zangue comigo. Desconhecia que era emigrante e compreendo que nem sempre é fácil lidar com mais do que uma lingua.
      Só que me ri com as suas considerações e com a relação que você fez entre prazer sexual e circuncisão e os indios.Oh meu Deus ri mesmo.
      Quando vier de férias convide-me para um chá e vá lá faça as pazes comigo

      Eliminar
  6. O assunto é demasiado sério.
    Mas a ignorância e o tom exagerado que se está a atribuir às palavras do patriarca,nomeadamente pela comunicação socialé o exemplo daquilo que nós europeus nos temos vindo a transformar.
    Nós europeus convencemo-nos que para sermos modernos e livres,temos de ser radicalmente seculares.
    Ou seja a recusa da crença confessional.
    Esta convicção e as consequencias publicas são demolidoras para a vida publica e cultural da europa.
    A crise civilizacional seu reflexo, explica a razão pela qual o homem europeu está a esquecer a sua história.
    É aqui que me interrogo-não foi a nossa base judaico-cristã, que conduziu o nosso pensamento europeu, e da Europa para o mundo, de coisas tão simples:
    a tolerância
    os direitos humanos
    os direitos da mulher e da criança
    o banir da pena de morte e tortura
    o fim da escravatura
    a superioridade do regime democrático
    e poderiamos continuar a dar exemplos do avanço de ideias,principios e valores, que têm uma profunda base alicerssada nos principios do Cristianismo.
    Não devemos esquecer isto,que foi o avanço civilizacional, de que devemos ter orgulho, e não fecharmos continuamente os olhos, ou tentar-se desculpabilizar, por actos cometidos há seculos e que humildemente João Paulo II pediu desculpa ao mundo.
    O nosso patriarca tem o dever de esclarecer,e alertar
    os mais jovens para as diferenças.
    Depois de esclarecidos estarão em melhores condições para em LIBERDADE poder decidir.
    Também a LIBERDADE é uma vitória sobre a barbárie,fruto da nossa herança civilizacional.

    ResponderEliminar
  7. Eu acho que D. Policarpo soube muito bem o que disse e quais as consequências que daí adviririam, mas se calhar é como eu :
    Cansou-se de tanta mentira, de tanto faz de conta, do politicamente correcto e resolveu dizer o que ele pensava..
    Pronto agora está dito e seja o que Deus quiser.
    Há dias assim.

    ResponderEliminar
  8. Maria A.

    Obrigado pela corre(c)ção . Nem sem sempre é fácil viver com três línguas , veja-se quatro, no dia ao dia.

    Tanto mais que sou humano e não um disco rígido.

    Disparate o que eu escrevi ? Será ?

    Ou é incomodativo ?

    Um disparate incomoda sempre !

    Agradeço-lho ( e sem ironia a correcção ) !

    E Viva o Porto !

    ResponderEliminar
  9. Achei chocante o comentário vindo d euma figura que deve difundir a tolerância e apaz. Cada vez mais hipócrita e incoerente esta igreja.

    ResponderEliminar
  10. O assunto é muito melindroso num Mundo cada vez menos tolerante. Mas entendo que o Patriarca (Pessoa que eu admiro) disse o que pensava, mas como responsável máximo da Igreja Católica em Portugal deveria mandar dizer e ele resguardar-se para ver os efeitos.Fez um alerta. Talvez, digo eu...
    Há dias vi uma reportagem no SENEGAL aonde se constactou que a comunidade Muçulmana e Católica partilha a vida a Dois com os tais casamentos. dizem-se ser felizes. É tudo uma questão de escolhas e de assumir respeito e responsabilidades.
    Afinal somos todos filhos de DEUS que Pregou a partilha de Amor com todos os seres Humanos.

    ResponderEliminar
  11. Sobre a história das religiões e a sua evolução no tempo, bem como os erros que foram cometendo José Ferreira e a patti em:
    http:// aresdaminhagraca.blogspot.com

    têm textos muitos interessantes, mas para mim as palavras do Patriarca colidem com uma questão fundamental para mim ,que é o relacionamento de um casal e foi por isso que escrevi ontem no Delito de opinião isto:

    Confesso que as palvaras não me causaram indiferença, se alguém quer casar com outra pessoa deve no minimo saber ao que vai, o mulçumano concerteza não vai esconder a sua religião,nem se é praticante ou não, portanto há tempo na fase antes do casamento, para perceber estas coisas e muitas outras. Posso estar a ser romântico,mas é o que penso.

    ResponderEliminar
  12. Esqueci,ontem, um aspecto importante : Em França, qualquer operação médica é reembolsada para quem desconta para a segurança social.

    Ora está a crescer, cada vez mais, um pedido para que as circuncisões sejam reembolsadas. Estas são feitas em hospitais públicos ( debaixo de anestesia geral) e custam, segundo as regiões, entre 1500 e 2000 euros.

    Eu pergunto : É normal tal revendicação já que, por exemplo, as operações estéticas não são reembolsadas.

    Eu digo não . Numa república laica é inaceitável tal pedido.

    Conheço vários casais mixtos como já escrevi. Os homens, nascidos e criados em famílias mulçumanas, comem carne e bebem vinho. E as suas mulheres vão de férias sozinhas. Acho que têm muito mais liberdade que muitas mulheres portuguesas.

    O grande ponto de discórdia entre estes casais, pelas discussões que tenho tido e ouvido, é a circuncisão. As amigas que conheço mostram-se reticentes até porque uma operação debaixo de anastesia geral nunca é sem perigo.

    Eu acho que se deve pensar que há vários islãos. Da mesma maneira que há várias correntes no cristianismo. Quem fala da teologia de libertação ?Quem cita os padres, regularmente, assassinados por defenderem os "Sem Terra" , etc, etc. ?

    Penso que o discurso do Cristo é uma revolução na história da humanidade : Não só destrói a lei do talião, oferecendo a face, desarmando a violência do inimigo, como também destroi o estigmata da circunsição. A água do baptismo não deixa marcas.

    Aliás há quem considere o marxismo como um palimpseste do cristianismo. Já seria outro debate.

    Pedro Oliveira, obrigado pelas suas palavras.

    Não tenho à mão a bibliografia prometida. Deixo-a aqui amanhã.

    E Viva o Porto !



    ResponderEliminar
  13. O legado ecuménico de João Paulo II é posto em causa em declarações infelizes como esta.

    ResponderEliminar
  14. Maria Antonieta : Eu não estou nada zangado consigo. Antes pelo contrário.

    A tese ( maneira de escrever ) que levantei quanto à circunsisão e ao prazer sexual não é nova.

    Claro que lhe oferecei um chá com muito prazer se a oportunidade aparecer. Da mesma que terei muito prazer em lhe apresentar a minha mullher e os meus filhos.

    Não sei bem se sou emigrante. Já não tenho família directa nem bens em Portugal. E nem qualquer documentação Portuguesa.

    O que me liga a Portugal é a língua ( que bem precisa duma reforma ortográfica ) e a cidade do Porto.

    A língua Portuguesa é uma das minhas paixões. Com ou sem sotaque. Com puristas ou sem puristas !

    Mas sou Barroco sabe : Estou cheio de contradiições.

    Já observou que no Mosteiro dos Jerónimos há numa das colunas ( segundo patamar salvo erro) uma locomotiva talhada num pilar. Sem dúvida uma lembrança dum dos obreiros, aquando da última restauração do monumento.

    Talvez seja esse aspecto que seduz num pequeno povo. Algo de irreverente que não incomoda. E que, de certa maneira, lembra as fases da vida.

    Comento por gosto num / neste / blog regionalista e assino ,unicamante , um Jornal regionalista.

    Levei tempo a compreender a significação da expressão "Minha Terra" ( herança dos feudos ? ) como levei tempo a entender o porquê do elo entre o prazer sexual e a circunsisão ( para a excisão foi rápido porque é fácil entender )

    E Viva o Porto !






    ResponderEliminar
  15. Agora que os comentários vão rareando, relembro um simples facto que demonstra a diferença de valores e principios,que deve obrigar a pensar.
    Um marido,na nossa sociedade,hoje que dê um estalo á esposa, comete um crime, que é considerado crime público.
    Na sociedade muçulmana, pela sharia, a mulher adúltera pode ser apedrejada em público.
    Isto não nos obriga a pensar e a alertar?
    Foi o que fez o nosso patriarca.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Caro Presidente José Ferreira, sugiro-lhe a leitura deste texto:

      http://salvoconduto.blogs.sapo.pt/55065.html

      abraço

      Eliminar

    2. Pedro
      Já li e agradeço.
      Cada vez mais reconheço que o legado judaico-cristão em que me identifico, me faz sentir feliz.
      De facto o respeito pela criança e seus direitos,obriga-me a rejeitar em absoluto,qualquer pratica ou com -portamento,que atente contra esses principios.
      Daí que, máxima punição nos termos do primado da lei,para tal tipo de pessoas,independentemente da sua actividade.
      De igual forma fico chocado quando vejo crianças vestidas como os terroristas, empunhando armas e explosivos ligados ao corpo,participarem em manifestações incitando à morte e ao martirio.
      Mas esta forma de pensar,resultou para nós da natural evolução do pensamento.
      Problema é quando coexistimos,com elementos que mantêm uma visão medieval(no mau sentido) do mundo de hoje.
      Cumps
      José Ferreira

      Eliminar
  16. Concordemos ou não com a afirmação, definitivamente há coisas que não se dizem....é por isso que somos (ou não) uma sociedade civilizada.
    Abraço

    ResponderEliminar
  17. Eis a bibliografia prometida. Todavia, não faço a mínima ideia se estas obras estão ou não traduzidas em Português.

    René Girard : Le Bouc émissaire ( Livre de poche, biblio essais ). A reflexão de R Girard, filósofo crisrtão levanta o problema se as sociedades humanas são inevitavelmente conduzidas à violência . Daí o título do seu livro : O Bodo Expiatório.

    É um livro de referência em muitas faculdades francesas que ensinam a filosofia ( 1º ano ).

    Outro livro a ser lido . É um testemunho. Dá que pensar : "Que pense Allah de l' Europe ?" Chahdortt Djavan . Um testemunho duma mulher que viveu a Revolução Iraniana e a chegada dos Chites ( é assim Maria Antonieta ? ) ao poder.

    Não faço a mínima ideia se estes textos estão traduzidos ou não. Mas fica a informação !

    Finalmente, fazer publicidade para uma colega e amiga nada custa.

    E este livro ainda não está traduzido !

    Assim, para quem sabe ler Francês, aconselho o livro de Valérie Pouzol : " Clandestines de la paix - Israéliennes et Palestiniennes contre la guerre" / ed complexes 2008.

    A leitura é fácil. Valérie, após inquérito de cinco anos no terreno, mostra que as mães recusam que os seus filhos sejam considerados como mártires, quer num ou noutro campo !

    No fundo : " Enquanto há vida há esperança" !

    E Viva o Porto !

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Gandembel

Foi um prazer estar convosco neste esplanada