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Os textos são sempre interessantes, mas algum pelo impacto que podem ter no nosso dia-a-dia merecem destaque.


 


Para ler e pensar.


 


O valor das ideias, de Carlos Santos

Comentários

  1. Paulo Sousa, muito obrigado por dar a oportunidade de ler Carlos Santos.

    Salvo erro, a problemática do texto de Carlos Santos gira em torno do que e qual futuro para a Europa.

    Eu não sei até que ponto se pode pensar a economia sem integrar os efeitos de impreviseis do azar ( como termo matemático).

    Na edição do diário "Le Monde" em data de quinta 26 ( para curiosidade : O Le Monde chega a Paris à tarde e na Provìncia só na manhã do dia seguinte. Vestígios do Jacobinismo e centralismo ?) está escrito o seguinte :

    O choque entre a crise económica e as migrações preocupa os trintas membros da ocde. Jean Pierre Garson está a cargo de escrever um relatório sobre o assunto que deverá ser publicado em Junho.

    Não deixa de ser curioso que o diario "Le Monde" tenha publicado uma pequena entrevista com o referido autor ( edição de 25 de Fevereiro ) , antes que o relatório não seja publicado.

    É sabido que o "le Monde" é o porta-voz do Ministério dos Assuntos Estrangeiros Francês.

    As perspectivas que deixa entrever J-P Garson são preocupantes quanto ao futuro em crise . Passo a citar :

    "O alargamento da União Europeia desencadeou imigrações muito mais importantes que o que tinha predito a Comissão Europeia ".

    O que aflige , para quem sabe ler entre as linhas é esta passagem : "Os países ocidentais não têm interesse em verem se desenvolver à sua porta situações explosivas que acarretariam uma subida em seta de migrações incontroláveis : refugiados, pedidos de exílio ou clandestinos "

    Quanto mim, a União nunca praticou o proteccionismo. Contrariarmente à China e usa.

    Mas será necessário lutar contra o xenofibismo ( veja-se o exemplo da Espanha onde os Romenos são a primeira nacionalide no computo dos estrangeiros e repudiados ) que começa a nascer em Espanha, França e mesmo Portugal...

    Dum ponto de vista geo-político já não estamos no século XX !

    Houve e há o erro de ter uma comissão europeia não eleita pelo sufrágio universal e um parlamento sem real poder político.

    E este deficite democrático leva a que, o eixo franco-alemão, comece a se extinguir.

    A pensar .

    E Viva o Porto !




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    Respostas
    1. Há aqui muito pano para mangas.
      Sarkozy age como um eurocéptico. Aquelas exigências ao Grupo PSA para transferir os despedimentos para a Rep Checa e Polónia não fazem sentido enquanto membro da UE, da UEM e do eixo franco-alemão.
      Se não surgir um líder forte, nem que seja um qualquer patinho feio transformado em cisne, e interromper a reacção previsível de cada estado-membro se virar para si próprio, a UE poderá vir a atravessar um crise realmente grave a níveis difíceis de prever. Os cenários de que o Carlos Santos nos fala não são descabidos e muito menos agradáveis.
      Temos motivos para estar bastante apreensivos.
      Aguardemos.

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    2. «A "pressão crescente para adoptar medidas proteccionistas" é um dos temas em discussão no conselho informal de chefes de Estado e de Governo da União Europeia, que decorre amanhã, em Bruxelas.»

      Público, hoje

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  2. Sobre outras questões que aborda.
    À luz dos vários tratados da UE e da legislação sobre a concorrência, o proteccionismo não é permitido entre os estados-membros da UE. É no entanto o proteccionismo é praticado da UE para fora. Os acordos de comércio internacional estão inquinados com os subsídios intra- comunitários e com as taxas alfandegárias à entrada da UE. Digamos que isso é normal. Cria desequilíbrios em países em vias de desenvolvimento, mas é normal.

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