UM SILENCIO ENSURDECEDOR
Os Venezuelanos foram hoje de novo chamados a referendar a eternização no poder do Presidente Hugo Chavez.
Ao analisar os primeiros relatos sobre a evolução do referendo constatamos que desta vez não haverá grandes dúvidas; a vontade do Presidente irá sobrepôr-se à vontade da maioria dos Cidadãos Venezuelanos.
Aliás, para que não haja "interferências" na sua estratégia o Presidente já deu ordem de expulsão a um Eurodeputado Espanhol e mandou calar todos os restantes pseudo-observadores Internacionais.
Aqui sim: VIVA A DEMOCRACIA!
O que me espanta é o silêncio ensurdecedor daquela esquerda moderna que defende cada vez mais Estado, a total Independência Económica...no fundo que se identifica com as Politicas do Presidente Chavez;
Mas que em simultâneo defende aos gritos mais liberdade, melhor liberdade, mais Democracia, melhor Democracia...para Portugal!
Será que concordam com as Politicas do Senhor Chavez?
Por enquanto esta expressão de poder totalitário traduzido à prática ainda não se instalou no nosso País.
Por enquanto... (digo eu)
Quantas vezes se encontraram estes dois Estadistas, Sócrates e Chavez? Não quero emitir todos os maus pensaemntos que agora me assaltaram. Não quero
ResponderEliminarhttp://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx?content_id=1145753
ResponderEliminarComo é que se diz??
ResponderEliminar"Os caes ladrão mas a caravana passa".
É assim não é ??
«Imagine um país onde um governante, como, por exemplo, o eng. Sócrates, é referido numa história de corrupção.
ResponderEliminarImagine que um jornal, como, por exemplo, o Sol, investiga a história.
Imagine que uma sua jornalista, como, por exemplo, Felícia Cabrita, revela a existência de pressões do partido do poder, como, por exemplo, o PS, para que não seja publicada matéria prejudicial ao governante.
Imagine que o director do jornal, figura credível como, por exemplo, José António Saraiva, confirma pressões a uma revista de grande audiência, como, por exemplo, a Sábado. Imagine que as consequênciasdisto são nulas e que a cautelosa indiferença é, aliás, a atitude típica das autoridades em todo o processo, público há quatro anos como, por exemplo, o Freeport.
Imagine que triste seria habitar um país assim, como, por exemplo, a Venezuela.
Imagine: verá que não custa muito.»
Alberto Gonçalves, Sábado
ResponderEliminarE viva o amigo do peito do "engenheiro" Socrates ..
Uma só paravra: "ridiculo" ...
Está bem... façamos de conta
ResponderEliminar2009-02-09
Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal. Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?). Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.
Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês. Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível. Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu. Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média. Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação. Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo. Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva". Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda). Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport. Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a "falta de liberdade". E Manuel Alegre também. Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus. Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores. Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República. Façamos de conta que não há SIS. Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso. Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos.
Mário Crespo in JN
Mais uma vez, o grande amigo de José Sócrates, de Mário Soares e do PS, Hugo Chávez, prova o que é capaz de fazer para se eternizar no poder.
ResponderEliminarUm dos eurodeputados espanhóis da comitiva da UE foi expulso do país por ter dito á população para não se deixar influenciar pelas ameaças de um ditador. Talvez também uma vingança do "porqué no te callas?".
Mais grave ainda é a manipulação do voto do povo. Muitas pessoas queixaram-se que várias das máquinas de voto electrónico não imprimiam votos "não". Ao escolher "não" no referendo, o voto imprimido era "sim" ou "nulo".
Em dezassete países europeus ( sobre vinte e sete) o número de mandatos não é limitado. Estas palavras são de Walter Suter antigo embaixador Suissa na Venezuela. Na entervista que dá ao blog "Changement de société "(www.socio13.wordpress).
ResponderEliminarPequena digressão : O que mostra que os blogs são cada vez mais um complemento da imprensa escrita.
Chavez dirige o quinto país produtor mundial de petroleo e utilizou esta mana para financiar programas sociais.
Escreve ainda W. Suter : " Todos os programas sociais, mesmo as escolas, são financiados pelas receitas petroleiras. É um mealheiro especial já que uma parte das receitas da empresa petroleira publica não vai para o orçamento de estado, mas alimenta um fundo especial (...). E este finança directamente todos os programas sociais".
Diga-se de passagem que a luta contra o analfabetismo e pelo direito de saúde garantido a todos , tem um grande sucesso.
O autor do blog "Venezuela: journal de bord" sempre muito critico escreve desta vez, fazendo o balanço dos dez anos de poder do antigo paraquedista : " A revolução Bolivariana, contrariamente ao que muitas vezes digo, não é um ridiculo apanhado de fracassos. (..) Construiram um sistema de saúde gratuito e acessível a todos (...) Fiz todas as vacinas e não paguei uma só ".
Para mim os blogs fazem cada vez mais parte da imprensa. Mas acho que vai haver debate em breve sobre o assunto.
E Viva o Porto !
Oups : Como ninguém comenta, comento eu. É claro que não estou de acordo quanto a tudo o que publica o blog "Changement de societe " . Sobretudo no que escreve quanto ao Hamas, por exemplo . Não concordo sobre este ponto.
ResponderEliminarO que me interessa é pensar que a blogosfera permite, hoje em dia, debater com maior liberdade.
Permite, ( até quando ?, ) ver ideias vindas daqui ou dali argumentarem-se.
E Viva o Porto !