As TIC's no Ensino básico inglês

«Os alunos das escolas primárias britânicas deverão dominar ferramentas baseadas na Web como blogues, podcasts, Twitter e Wikipedia, segundo planos de alterações ao programa escolar ontem divulgados pelo jornal britânico The Guardian.

Em contrapartida, os alunos deixarão de ter como obrigatório o estudo de certos períodos históricos, como a época vitoriana ou a II Guerra Mundial (extensamente coberta no programa do secundário). O fim da rigidez dos programas deverá ser outra novidade, com os alunos a terem mais a dizer sobre a matéria.»


 


Público, hoje

Comentários

  1. Web, Blogs, Facebook, Twitter ???
    Não há gente atrasada, como os gajos daquela ilha que está para além do Canal...

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    1. Quando está nevoeiro no Canal da Mancha os ingleses dizem que o continente está isolado.
      Em termos de TIC's também poderão dizer o mesmo...?
      O Magalhães pode contrariar isso, mas ao nível local temos um Presidente da Câmara que faz ponto de honra em não ler blogs!!

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  2. É preciso relembrar que antes de se colocar seja o que for nas ferramentas digitais , os alunos e os jovens devem aprender primeiro a escrever, ler e contar. Ás vezes esquecemo-nos de que os computadores também servem para outros fins ; como por exemplo: escrever ensaios, pesquisar informação idónea, confirmar ou esclarecer dúvidas sobre factos históricos e geográficos ou outros.Há quem pense que os jogos e o messenger são as únicas finalidades dos computadores... principalmente os miúdos.

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    1. È verdade DraAna.
      Pasmo sempre que vejo este governo no tal plano das Novas Oportunidades oferecer computadores a pessoas que não sabem construir uma frase, colocar uma vírgula.
      Mas será que o governo pensa que pelo facto de o computador corrigir os erros, deixou de ser necessário saber gramática, pontuação e outras coisas mais.
      Um dia destes alguém me dizia que tinha três portáteis em casa, todos oferecidos nos tais cursos e que queria vender pelomenos um ainda que fosse a baixo custo.
      Este país é surrealista.
      Ele são O Magalhães, os portáteis, as prestações das casas reduzidas a metade, os subsídios oferecidos alienatoriamente.
      Sabem uma coisa?
      Eu não queria utilizar a palavra mas lá vai " Uma verdadeira banha da cobra"
      Mas que todos vamos ver e sentir as consequências. Lá isso vamos.

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  3. Não vamos Antonieta , já lá estamos.
    As escolas e as famílias tem um papel determinante no uso dos computadores. Eu continuo rendida a esta ferramnte e já não imagino a minha vida sem telmóvel e sem computador. Mas o meu uso é instrumental , não subsitui, o livro, o encontro social,... é apeas um instrumento que uso diariamente mas que está ao ao meu serviço e não o contrário.
    E deixo aqui algumas sugestões que deram resultado : Nunca colocar computadores nos quartos das crianças; o computador deve estar num local onde seja possível partilhar com os mais novos o que se está a ver: Nunca colocar a televisão nos quartos dos miúdos; nunca saberemos que programas consomem e que filmes poderão ver.É simples, não é?E barato.

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  4. Para informação, o sistema educativo Francês implantou à cerca de 3 / 4 anos , quer na primária quer nos primeiros anos do ensino segundário , uma prova obrigatória de fim de cíclo que se chama 2bi, ou seja, brevet informatique internet ( daí os dois i ).

    Esta não impede que os meninos do primário tenham que conhecer o calculo mental, a gramática francesa ( que como a portuguesa ou de qualquer outra língua latina é dificílima devido às excepções e não só).

    Todavia, não creio ficar fora do contexto do texto, dizendo que, aqui, em França, esse acréscimo se tornou numa espécie de pesadelo para os alunos.

    Como já contei, à medida que vou escrevendo melhor me vão conhecendo. Tenho um filho de 14 anos e uma filha de 11 anos.

    O 2bi é indispensável. Mas tornou-se numa sobrecarga escolar porque o lobie dos profs de história e geografia ou de latim, por exemplo,não querem abdicar de programas que foram feitos para o século passado.

    Assim : Os meus filhos começam às 8h30 e saem às 16h30, tendo uma hora para comer ao meio-dia na cantina. Sabendo-se que quando chegam a casa têm os deveres de casa. E, sabendo-se que têm a quarta-feira livre ( sempre com deveres ) mas não o sábado de manhã, pergunto quanto tempo lhes queda para viverem ? E há que acrescentar o pin-pong, o teatro, a dança como actividades semanais.

    Assim, penso que a introdução à iniciação da informática é indispensável. Nós já não utilizamos a pena para as cardenetas escolares, etc...

    O grande problema, pelo menos aqui, é a sobrecarga escolar. E essa carga escolar é devida a programas escolares absurdos. Devida a lobies de tal ou tal matéria. É que os editores também estão em campo.

    Como prof, sei que é preciso treinar a memória (esta educa-se ). Daí a obrigar uma criança ( a minha filha ) a conhecer de côr e salteado a rota das conquistas de Alexandre Grande há um abismo.

    A França continua uma pioneira na pesquisa ( apesar dos dizeres de sarkozy que quer privatizar ) e as universidades continuam em greve e profs do centro nacional de pesquiza cientifica (cnrs) vão sendo molestados fisicamente pelas forças da ordem (?), independentemente da sua idade, porque ocupam os seus laboratórios.

    Aqui sabemos e estamos conscientes que temos um dos melhores sistemas educativos do mundo. Não é um acaso se os liceus Franceses ,por esse mundo fora, são tão procurados .Mas, sem dúvida, também, um dos mais elitistas do mundo ( Ena , Polytechnique. Mines, Sciences Politiques, etc.. )

    Mas também estamos conscientes que sem tempo livre a criatividade desaparcerá a curto prazo.

    Quando digo nós, torno a repetir, não se trata dium partido. Nada tenho a propor. Mas dum grupo de patetas ( eis uma palavra transexual :-) ! que pensa que a pedagogia deve estar ao serviço dos alunos e não os alunos ao serviço da pedagogia.

    Porque não se parte do presente para dar a conhecer o passado ? Não seria mais fácil de assimilar para os mais desfavorecidos.

    Quanto ao calculo mental é uma exigência, para mim.

    Quanto à concordância verbal é uma exigência para mim.

    Já a orthographia é problemma de código, logo diferente.

    E Viva o Porto !





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