Propaganda política disfarçada de informação institucional

O actual estado do país é caracterizado, entre muitas outras coisas, pela forte propaganda governamental.


Todos os dias á noite passam no canal 2 vários spots publicitários sobre o Plano Nacionalde Leitura. Ao fim de ver repetidamente os mais frequentes (este e este) questionei-me sobre a sua utilidade.


Vendo bem não são dirigidos aos alunos, os potênciais leitores, nem pretendem aumentar o número de frequentadores da Rede de Bibliotecas Escolares. São dirigidos, isso sim, aos pais dos alunos, o que por outras palavras se pode classificar como 'eleitores'.


Importa passar uma mensagem ao eleitorado que o Governo está a fazer dos nosso filhos uns portugueses mais amigos da leitura.


Mas será correcto consumir os escassos recursos públicos em propaganda política disfarçada de informação institucional?


 


Não podia ser mais a propósito. António Barreto considera que o Magalhães é o maior assassino da leitura em Portugal.

Comentários

  1. Em propaganda são de facto bons...
    Mas como alguém comentava no Twitter, se as crianças que têm o Magalhães votassem... então ganhavam de caras ... mesmo com os erros, que o computador tem.

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  2. Que a central de comunicação do PS é muito mais eficaz que a do PSD não temos dúvida, como não temos dúvida da capacidade de Sócrates de elevar ao máximo essa propaganda, mas não sei se estou de acordo com o exemplo que dás, é que o público consumidor da 2 não é o mesmo dos outros canais(questão dos potenciais votantes num canal com 3a4% de audiência), e por isso eu coloco em causa é a eficácia da publicidade,ou seja, eu gostava era de ver esta publicidade muitas vezes nos canais ditos generalistas.Para mim o incentivo à leitura nunca é demais.

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    Respostas
    1. Já viste os spots?
      A mensagem não é, de todo, dirigida a potenciais leitores, mas apenas se fala deles e do que o Governo está a fazer para haver mais leitores. Só não fala do Magalhães.
      A mensagem é dirigida aos encarregados de educação, que se querem satisfeitos.

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  3. O Magalhães não só é o "maior assassino da leitura em Portugal", como é anti pedagógico numa grande maioria de sentidos, a sua inclusão no ensino Português.
    Em cima do grau de facilitismo com que os alunos encaram escola e o ensino, só cá faltava este "novo brinquedo" distribuido ao desbarato. Enfim...
    Hugo Chavez, como não faria melhor, aproveitou logo de caras tamanha medida populista.
    Os alunos chegam ao ensino secundário com um grau de capacidade de aprendizagem e responsabilidade pouco diferente do que aquele que tinham quando iniciaram a pré-primária. E agora toma lá o Magalhães.
    Parece eu que estou a ver os miúdos e a sua primeira preocupação quando desembalam o dito cujo: onde está a pasta de jogos, que jogos traz instalados, e quais o jogos que poderão instalar, ou jogar na net.
    Yupiii ! Siga pá bingo!

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  4. Só falta acrescentar que a capacidade de autonomia de qualquer computador portátil é limitada ; a do Magalhães não é excepção. Como muitas salas de aula no primeiro ciclo não têm muitas tomadas , há fios por cima de mesas e miudos desesperados á espera de carregar o dito. Entretanto , tempo para aprender a ler , escrever e contar? Pois é esgotou-e!!

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