Gandembel
A Guerra Colonial marcou muitos milhares de pessoas. Não só portugueses. Em termos históricos ainda não terá passado o tempo suficiente para a debater com isenção. Não quero aqui fazer qualquer juízo de valor, mas apenas partilhar um texto e uma foto que apanhei na net. Gosto de ouvir as estórias dos soldados que combateram nas ex-colónias, sendo que a maior parte deles o fez contra a sua vontade. Acho que o país lhes deve, no mínimo, um agradecimento pelos anos perdidos e pelos sacrifícios passados. Os relatos na primeira pessoa contados por muitos ex-combetentes será uma forma de perpétuar o que passaram, assim como um contributo para que as gerações mais novas de que faço parte, conheçam a sua história. Como se diz no excerto, muito do que se passou nesses tempos difíceis seria assunto para muitos livros e muitos filmes. Guiné 1968 Região de Tombali - Gandembel CCAÇ 2317 Início da construção do aquartelamento «As grandes fotografias dispensam legendas. Esta é uma das fotos-í...
Caro Paulo Sousa,
ResponderEliminarNão seria melhor pensar que Mundo queremos ?
A existência da Nato, fazendo aqui eco do pensamento de Jacques Attali, conselheiro de Mitterrand, deixou ser legítima a partir da queda do muro de Berlim.
Não deixa de ser preocupante a posição da Comissão Europeia ( sou europeista convicto mas não nestes moldes ) seja uma fotocópia dos interesses dos Estados Unidos da América do Norte.
Quando é que o Parlamento Europeu vai poder controlar a comissão ? Por quem foram eleitos os membros da Comissão Europeia ?
Para que serve a Nato se o Pacto de Varsóvia já não existe ?
Para defender lobies da indústria militar ?
Obama, tal como Sarkozy, parece perito em comunicação.
Porque não dar à ONU o papel que esta deve ter como legiferadora dos conflitos ?
Ou é que há uma vontade política da transformar a ONU na antiga Sociedade das Nações ?
Obrigado pelos seus textos que gosto de ler .
E Viva o Porto !
EliminarDe facto a ONU está bloqueada. Podem fazer-se dezenas de relatórios sobre isso mas basta vermos o que se tem passado com o caso do Darfour para concluir que isso acontece por culpa própria.
Omar al-Bashir, Presidente do Sudão, é o responsável por 300 mil mortos e 2,7 milhões de deslocados.
A ONU apresentou uma queixa junto do Tribunal Penal Internacional, que deu como provadas as centenas de milhares de mortos, os milhões de desalojados e mais de quatro milhões de pessoas que precisam desesperadamente de ajuda. Emitiu um mandato de captura pelos crimes de guerra.
Como represália Omar al-Bashir expulsou todas as ONG e restante ajuda internacional do Darfour.
Na semana passada, Ban Ki-moon reuniu com Omar al-Bashir (atenção que há um mandato internacional!!) e disse: "Peço mais uma vez às autoridades sudanesas para reverterem esta decisão", sem mais.
Qual o passo seguinte? Repetir o pedido? Neste momento seria necessário uma posição de força que seria bloqueada pela China ou pela Rússia. E assim ficamos impavidos e serenos enquanto milhões de pessoas tentam sobreviver em condições terríveis. A ONU não resolve. É pena mas é um facto.
O mundo mudou e a Nato ajustou-se ao mundo actual. Varsóvia pertence agora à Nato. Concordo com Gordon Brown quando diz que as tropas britânicas (ao serviço da Nato) estão no Afeganistão para manter a segurança das ruas de Londres.