Uma ideia, talvez parva
Passei uns dias na ilha de São Miguel nos Açores e regresso encantado com esta parcela do nosso país, que desconhecia.
Soube poucos dias antes de partir que segundo o modelo de turismo sustentável defendido pela National Geografic Society, os Açores são o segundo destino mundial com melhor classificação.
Podia falar-vos daquelas coisas que sempre ouvi falar a quem de lá regressa, invariavelmente encantado, como as paisagens, a força da natureza presente nos fenómenos vulcânicos, a fauna aquática (baleias, cachalotes, golfinhos, ...), a gastronomia, a história, as pessoas, entre outros factores, mas nestes dias confirmei algo que já sabia e que se prende com o turismo activo associado aos percursos pedestres.
A quantidade de turistas que optam por conhecer a ilha a pé é enorme e cada vez maior. As Câmaras e o Governo Regional têm apostado na criação de percursos pedestres que existem por todos a ilha. Uns maiores, outros menores, alguns mais fáceis, outros mais duros, alguns urbanos e maior parte nas zonas rurais. Há-os para todos os gostos.
Aproveitando a mote lanço um desafio aos próximos candidatos à Câmara Municipal.
Que tal fazer do nosso concelho a Capital dos Percursos Pedestres?
Existem 9 percusos pedestres dentro do Parque Natural e apenas um fora dele. É no Juncal e podem aceder a mais informação sobre ele aqui.
É perfeitamente possível que cada Freguesia tenha dois ou três percursos pedestres e assim facilmente conseguiremos ultrapassar a vintena.
É também possível e fácil criar uma sequência entre eles e interliga-los criando uma grande rota portomosense.
É também possível associar-se aos caminhos de Fátima e assim fazer que mais peregrinos passem pelo nosso concelho, por locais mais aprazíveis e mais seguros que a berma da estrada nacional.
É possível, junto da Região de Turismo, fazer dos percursos pedestres a nossa imagem de marca.
É possível e indesculpável, que não se recrie a ligação pedestre entre o Castelo de Porto de Mós e o Campo da Batalha Real, em São Jorge, a mesma feita por Nuno Álvares Pereira antes da Batalha de Aljubarrota, na linha do que foi aqui abordado hà dias pelo Coronel Valente dos Santos.
Fica o desafio.
Sim, concordo plenamente. Acho que antes já o tinha escrito, aqui, quanto a este tema.
ResponderEliminarAqui, começa a ser algo que é uma prática diária que abrir caminhos pedestres. Estes têm grande sucesso.
A França não é unicamente o primeiro destino turístico do mundo porque tem a Disneilândiia.
Um caminho de terra batida aberto chega.
Porque investir dinheiro em madeira , etc, para estradinhas ?
Um caminho de terra limpo fará a felicidade de todos .
E um caminho em terra batida com dois predegulhos que não vão desvirtualizuar um espaço verde, impedirá as motas. Estas não poderão arrancar.
Na minha cidadezinha, acabam de fazer um percurso de 15 km que acompanham o Sena . Só que 5 km são em asfalto. Grande gozo, no asfalto, para os arranques de moto e de bicicleta . O município acabou por pôr árvores ( em caixotes), no meio da estradinha, para que as motos não tomassem velocidade.
Não teria sido melhor tudo em terra batida ? E quando há chuva grandes pedras no chão. Fazem-se passos largos e motas não há !
São ideias e contributo de quem tem prazer em ler o Vilaforte !
E Viva o Porto
Caro Portmaravilha,
EliminarVi que conhece o espírito da ideia. Com orçamentos reduzidos e usando a imaginação pode fazer-se muito mais que com obras grandiosas que custam fortunas.
Um abraço