O exemplo de D. Nuno Álvares Pereira
Recebi esta mensagem do Senhor Coronel Valente dos Santos( que já esteve aqui à nossa mesa) . O texto vai ser repartido em capítulos e poderá ser consultado em suporte de papel no Jornal das Caldas
O exemplo de D. Nuno Álvares Pereira
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I- Quando em 14 de Agosto de 1997 fui colocado como Director do Museu Militar de Aljubarrota, em S. Jorge, assumi o compromisso pessoal de estudar a realidade histórica do património que ficava à minha guarda (a batalha e D. Nuno).
O propósito foi sendo cumprido durante o exercício das funções (1997 a 2005), revigorado pela visita anual de 10.000 estudantes acompanhados pelos seus mestres. Com eles o intento passou a paixão alimentada pela pós-graduação na Faculdade de Letras na U. Coimbra, pela leitura de cronistas (Ayala, Froissart, Fernão Lopes), muitos historiadores (João G. Monteiro, Pedro G. Barbosa, Saúl A. Gomes, Joaquim V. Serrão, José Mattoso, Frederico A. Oliveira, etc.) e alguns escritos carmelitas. O conhecimento foi entretanto consolidado no Mestrado de História Regional e Local na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. A referência a este percurso tem o fim único de ilustrar a seriedade do meu propósito.
Pouco antes da cerimónia de Canonização na Praça de S. Pedro em Roma (26de Abril de 2009) fui surpreendido por alguns artigos nos Órgãos de Comunicação Social (OCS) , que procuravam vulgarizar o evento de modo malicioso e preconceituoso, revelando apenas incultura e má fé. Pergunto se é por acaso que a Nação Portuguesa existe há quase mil anos; se a epopeia das descobertas que deu novos mundos ao mundo foi por acaso; se gostar de ser português é anátema; se é estimável e saudável dizer mal de nós próprios? Lamento mas não sou desse “partido” nem da moda fatalista de maldizer. Gosto e sinto-me muito honrado em ser português de modo arejado e fraterno, pois os portugueses além de respeitarem o “outro” têm a capacidade invulgar de se constituírem ponte entre civilizações diferentes."
Continua.
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