Os blogs são o fim do jornalismo?

Recomendo a leitura deste excelente texto, escrito no outro lado do Atlântico por Diogo Salles.

Comentários

  1. É efectivamente um grande texto.

    Mas existe do outro lado do Atlântico uma real reflexão quanto ao dia a dia.

    Pois : Brasileiro é muito mais que preconceito !

    Não creio que os blogs sejam o fim do jornalismo.

    Veja-se, por exemplo, o caso do diário Francês, "Libération" que anuncia os seus próprios blogs.

    Os blogs, quanto a mim, mas posso estar enganado, são uma contribuição para uma melhor apreensão do mundo. Podem haver informações tratadas diferentemente que aquelas que são fornecidas pelas agências noticiosas oficiais.

    Sabemos que a capacidade de leitura duma pessoa, perante o ecrã, ronda os 15/ 20 minutos.

    E aí qualquer coisa começa a funcionar mal. Se eu quero ler , atentamente, vou ter que imprimir .

    Quem tem dinheiro para comprar um tinteiro para a sua impressora regularmente ?

    Podemos pensar, e aí talvez esteja uma das forças teóricas do neo-liberalismo, que todos podem ler os blogs ou os jornais on-line.

    Certo. Só que não é igual ler um texto no ecrã e lê-lo em papel.

    A grande força do neo liberalismo consiste em nos dar a crer que somos iguais perante a possibilidade de escolha.

    Esta teoria levou a que muitos jornais só existam em linha . Para os ler vou imprimir. Nem que sejam os artigos que escolhi.

    Fica-se a pagar , dando-se a acreditar que se é livre.

    Mas a electricidade, a impressora , o papel, o tinteiro da impressora, etc são a pagar.

    Finalmente acaba-se por pagar uma enorme quantia.

    Que fazer então ?

    Não se compram jornais e os blogs leem-se de raspão sem reflexão ?

    Fica a pergunta.

    E Viva o Porto !






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  2. Sempre que há algo novo, vaticinamos o fim para o que existia, a história provou que continuamos a co-existir com as manifestações mais tra dicionais e as mais modernas. Os cinemas, os teatros, os livros, os postais e tudo aquilo que veio a seguir. Transformaram-se , mas não acabaram.

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