Travar a tempo....

.... antes que seja tarde, já vou nos 38.


Este fim de semana foi de matança do porco em casa dos meus Pais. A minha mãe, teima, nestas ocasiões em convidar maior parte da familia, irmãos, sobrinhos, que já têm filhos, e os filhos que também já levam os seu herdeiros.É a confusão total como podem imaginar, mas festa é festa. Aproveitam-se aqueles momentos para se ouvirem as histórias que já se ouviram trezentas vezes, mas com as quais nos divertimos como se as estivessemos a ouvir pela primeira vez e vamos colocando a conversa em dia com aqueles que vemos menos vezes. Foi numa dessas conversas que soube que o marido de uma das minhas primas, com 43 anos, teve há pouco tempo um principio de AVC. O rapaz não fuma, bebe só umas "bejecas" ao fim de semana e é monitor dos escuteiros, mas o raio da actividade profissional e a alimentação ao almoço, muitas vezes quando calha, baralham o sistema todo. Por coincidência nessa tarde, de sábado, tinha estado a ver o filme "escafandro e a borboleta" que retrata a vida do editor da "Elle" que aos 43 anos teve um AVC e acorda num hospital. Ao acordar dá-se conta que a única coisa que consegue mexer é o olho esquerdo.


Vale mesmo a pena ver, pois mostra que quando podemos não nos privamos de nada nem baixamos o ritmo e depois somos de uma coragem e vontade extraordinária perante o que nos acontece.Escusado será dizer que eu pelo filme e pelo relato do meu primo e o meu primo pela sua vivênvia e pelo que contei do filme ficámos a pensar na vida.Se calhar é melhor mudar alguns hábitos....


 

Comentários

  1. Travar o tempo....
    Acho que esta é a reflexão que fazemos todos os dias e todos os dias prometemos que a partir do dia seguinte vamos ser diferentes.
    Só que vamos adiando, adiando, pensando que temos sempre tempo e depois...
    De uma forma ou de outra, vamos sendo sempre engolidos pela nossa própria ambição...

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  2. Os AVC são as doenças que cada vez mais, surgem em idades bastantes jovens. Um amigo meu, tinha 35.
    Alimentação à base de gorduras e sal, stress, tabaco, álcool etc.

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  3. Pronto...pronto, já apaguei o cigarro. Juro não comer fast-food, não beber, e morrer desconsolada...Irra, que a escolha é difícil!?!
    Áh, e prometo não voltar a stressar com a marialuisa, que esta porra de deixar os filhos órfãos tem muito que se lhe diga, imaginem que eles vão parar a uma instituição onde esta senhora, por ironias do destino, esteja a trabalhar?

    Uma boa noite a todos

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