Uma ideia, talvez parva
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Já ouvi mais que uma vez referências ao assunto dos transportes públicos municipais como um possivel objecto de debate político futuro.
As Câmaras de Leiria, Alcobaça e Nazaré já têm serviços desta natureza a funcionar. Sabemos que quando estas coisas pegam moda, sejam boas ideias ou não, são dificil d interromper.
Conhecendo a forma de fazer política do actual executivo municipal portomosense, sei que, se alguma vez este assunto chegasse a projecto, não necessitaria de debate com a oposição, de consulta pública nem qualquer pedido de opinião a ninguém. Isto porque a autosuficiência dos seus membros é total e "até já dizem" que ronda a plenitude. Esta do "até já dizem" não é minha :-).
Assim, corro o risco de avançar com uma ideia, parva alguns dirão, e coloco o assunto para debate.
O que conhecemos do que é feito em Leiria (Mobilis), Alcobaça (TUCA) e Nazaré baseia-se nuns mini-bus que circulam em carreiras regulares dentro da zona urbana.
Este modelo faz sentido em zonas urbanas com alguma dimensão, como são os casos apresentados, onde o número de possíveis utilizadores, permite rentabilizar os custos fixos. Digo isto sem saber se os casos de Leiria, Alcobaça ou Nazaré têm uma relação custo/benefício razoável, ou se não passarão de um capricho caro.
A zona urbana de Porto de Mós não tem nem dimensão geográfica nem populacional para que se possa copiar o modelo adoptado por Leiria, Alcobaça ou Nazaré.
Além disso interessava saber qual o público-alvo deste serviço. São os jovens? Pessoas no activo em deslocação para o seu emprego? Idosos com dificuldades em se deslocarem dentro do Concelho?
Acho que um serviço camarário desta natureza se poderia destinar aos idosos que não tenham autonomia para se deslocar. Estou a pensar em pessoas que não tenham carro próprio, que tenham deixado de poder conduzir, que necessitem de ir ao médico, à Câmara, ou a Leiria e não tenham ninguém que os possa acompanhar.
A Câmara poderia criar um serviço que funcionasse em colaboração estreita com o Serviço Social da Câmara e que consistia na atribuição de um Cheque-Taxi.
Deixo algumas linhas de orientação para debate:
- Todos os idosos do concelho seriam informados pessoalmente, porta a porta, casa a casa, da existência deste serviço.
- Seria criado um número de telefone para requisitar o transporte.
- O valor a suportar pela autarquia teria sempre de ser inferior a 100% da corrida.
- Seria criado um valor máximo a atribuir a cada idoso. Poderia ser ultrapassado após análise dos Serviços de Acção Social.
- O pagamento seria efectuado ao taxista que prestasse o serviço na tesouraria da Câmara contra a apresentação da respectiva factura.
- O serviço também poderia ser alargado a não idosos se por motivo familiar ou de saúde, assim o justificasse, de acordo com o entendimento da Acção Social.
- O serviço abrange todo o território do concelho e não apenas as populações que vivem nas zonas mais urbanas.
Claro que estamos habituados a soluções de país rico, que infelizmente não somos, e poderá existir a tentação de adquirir dois minibus, e colocar quatro funcionários dedicados a este serviço, mas uma das vantagens deste projecto, nestes termos é que poderia ser implementado com um investimento próximo de zero.
Ideia fica lançada. Se algum partido lhe quiser pegar e melhorar está livre de direitos.
Esta ideia não me parece de todo parva. Penso que seria de grande utilidade aos mais idosos, que a meu ver são o publico alvo deste possível serviço Simples, pouco dispendioso e útil !
ResponderEliminarQuando levantei na Assembleia Municipal o problema de poder haver transportes públicos municipais,foi-me dito que isso não funcionaria em Porto de Mós.
ResponderEliminarPassado algum tempo continuo a pensar que seriam de extrema utilidade.
Asim sendo, não acredito que seja uma idéia parva.
Apenas será necessário trabalhar essa idéia e agilizá-la de forma a tirar-se dela o maior partido possível..