E nós como ficamos?

«Quinze milhões para Rota dos Mosteiros de Lisboa à Batalha


 


Portugal tem, numa área relativamente pequena, quatro monumentos que são Património da Humanidade e o Ministério da Cultura quer, com as autarquias das zonas desses monumentos, tirar o maior partido possível desta proximidade. O objectivo é criar uma rota que una o Convento de Cristo, em Tomar, o Mosteiro da Batalha e o de Alcobaça, em articulação com o Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, e lançar a marca Mosteiros Património da Humanidade. 


O projecto - no qual serão investidos 15,3 milhões de euros (dos quais dez milhões comparticipados pelo FEDER) até 2012 - foi apresentado ontem na Torre de Belém, em Lisboa, numa sessão com o ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, o presidente do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar), Elisío Summavielle, e com os presidentes de câmara dos quatro municípios envolvidos. 

"No futuro vamos ter mais turistas, mais idosos, mais diversos - de países como a China, a Índia, o Brasil - e mais cultos. É para eles que temos que preparar as nossas infra-estruturas e as nossas cidades", disse Elísio Summavielle, sublinhando que este é um programa "que aposta forte em criar uma marca de referência a nível mundial". 

Elaborado pelo CEDRU (Centro de Estudos e Desenvolvimento Regional e Urbano), o programa organiza-se em torno de seis eixos - que passam pela recuperação do património, a valorização das zonas circundantes, a promoção, o atendimento aos visitantes e a articulação da animação cultural em rede. Todo este eixo será "suportado no IC9" que, como via de ligação entre as regiões, é considerado uma "peça fundamental". A proximidade de Fátima também deve ser aproveitada nesta rede turística. »


 


Pùblico, hoje


 


Este pode ser mais um daqueles projectos que nunca sai do papel, mas sendo o actual poder autárquico da 'cor' do poder central isso não pode ser usado como desculpa para não tomar uma posição sobre este assunto.


De que forma poderemos tirar partido de mais esta iniciativa e assim promovermos a nossa terra fixando riqueza e criando emprego na área do Turismo?

Comentários

  1. Aquando da eleição das 7 maravilhas de Portugal, sugeri que para não perder o Elan destas coisas, como se veio a provar, Porto de Mós podia-se oferecer como anfitrião de um programa que ligasse as maravilhas eleitas na altura, visto que parte delas são da nossa região.
    Como é evidente, da "pica" inicial daquele evento sobrou nada, à Portuguesa, e o que podia ser uma mais valia para todos revelou-se em mais uma "coisa" para "Tuga" ver.
    Este roteiro temo que lhe aconteça o mesmo, ainda para mais quando a Região de Turismo Leiria/Fátima teima em não sair do marasmo a que nos habituou,infelizmente.
    Porto de Mós se tivesse uma estratégia de captar clientes, tendo como base uma linha de desenvolvimento económico em que um dos eixos fosse o turismo, todas estas oportunidades seriam agarradas com unhas e dentes, sem estratégia, sem objectivos e sem saber o que quer ser, todos os exercicios que sejam aqui feitos não passam de actos de cidadania de pessoas que se preocupam com a sua terra e que a querem ver melhor muito melhor, mas também uma forma de mostrar que queremos outras politicas na gestão da "coisa comum".

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  2. A verdade é que se trata de uma Rota dos Mosteiros Património da Humanidade, cuja iniciativa partiu de Tomar, Alcobaça e Batalha, a que se juntou Lisboa (com os Jerónimos), com vista a uma candidatura a fundos comunitários, para melhorar as suas condições.
    Cabe agora aos municípios envolventes - Pólo de Turismo de Leiria/Fátima incluído - ter imaginação e criar condições para tirar proveito da iniciativa.
    Para além disso, tudo leva a crer que o IC9 também seja concluido (ainda nem começou!!!!).
    Armindo Vieira

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  3. Não sei se lembram deste post http://vilaforte.blogs.sapo.pt/90494.html
    mas faço questão de o referenciar novamente pois esta metodologia bem que podia ser aplicada em todas as Autarquias e instituções públicas, já que felizmente muitas das nossas PME´s já ouviram falar e/ou aplicam esta metodologia.

    " o pensar diferente e a vontade de criar tem de partir de nós próprios, nós é que temos de saber se queremos continuar no mesmo oceano vermelho que a maioria navega e sente cómoda, ou queremos procurar o Ocenao azul que todos dizem querer buscar,mas que nada fazem para o atingir."

    Carlos Antunes, formador nesta metodologia

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