Coisas minhas
Quem me conhece sabe que valorizo muito o contacto com amigos e com as minhas recordações, as emoções ficam-me à flor da pele e muitas vezes não é fácil gerir o turbilhão de emoções que me assolam.
Esta semana assim aconteceu, estive em França em trabalho, a 320 kms de Paris, e no regresso como tinha algumas horas passei primeiro por Versalhes e depois por Paris, uma volta rápida de carro com paragens cirurgicas para não perder tempo.Uma dessas paragens foi onde vivi, Versalhes, com irmão e meus Pais há mais de 30 anos, telefonei ao meu Pai ele disse-me a morada, coloquei-a no "tomtom" e fui lá ter direitinho.Quando cheguei à porta, procurei um imenso jardim que havia por detrás da casa (memória de fotos), mas só lá há agora uma árvore, o espaço deu lugar a mais casas. Hoje a casa é um somatório de escritórios de uma empresa de consultoria, mas a emoção de estar ao pé da "minha casa" foi imensa, faz parte da minha vida e isso é o que importa.
Apesar de trazer muitos problemas profissionais para resolver, a visita "à minha casa" fez-me bem, apesar do que se diz gostei de voltar onde já fui feliz.
Velho Pedro Oliveira, Ahmed para o pessoal de Coimbra. que texto tão bonito que escreveste. quando as emoções se apoderam de nós tornam-nos poetas.
ResponderEliminarAquele Abraço.
Meu Caro e bom amigo Ferraz,
ResponderEliminarÉ com emoção que leio estas tuas palavras, sabe bem estar rodeados de amigos como tu.
Grande abraço meu velho.
hamed
Se me permite, acho que temos percursos um pouco idênticos. Só que em sentido contrário.
EliminarEu quando vi o casarão em que nasci e cresci , no Porto, na rua da Constituição, transformado em prédio tive um grande desgosto.
Mesmo se ainda gosto de passear na rua da Constituição , essa transformação representou, para mim, o fim dum cíclo.
Não deixa de ser curioso que foi com a transformação do casarão em prédio que comecei a tentar interpretar a frase de Pessoa " A minha Pátria é a língua Portuguesa ".
Os Portugueses não têm pátria ! Têm é uma terra ! Não é igual !
E também comecei a ler os textos de Agostinho da Silva. Bem questionantes.
Pedro Oliveira : Espero que a minha consulta não tenha ficado cara. Lol !
Para a próxima vez , acho que perguntar não é ofender, quando passar por aqui não hesite. Estou a 100 Kms de Versalhes. Será recebido simplesmente e bem. Nem que seja um café .
Aproveito também este espaço, já que falamos da ocupação do espaço Europeu, para dizer que a Santa Casa da Misericordia de Paris publicou uma obra interessante de Aníbal Almeida . Os Portugueses em França na hora da reforma / Les Portugais en France à l'heure de la retraite ( ed Lusophone ). É um bom estudo. E pode, quanto a mim, ajudar quem tem duvidas .
E Viva o Porto !
Caro Porto Maravilha,
EliminarEstá prometido, só preciso que me dê na altura morada para colocar no "tomtom".
Acho que o Paulo tem o seu e-maill.
Tive o mesmo sentimento que o caro amigo, o ciclo está fechado.
abraço e obrigado pela consulta,lol.
Quando refere Fernando Pessoa na sua frase"A minha pátria é a língua portuguesa", lembrei-me imediatamente do livro que aqui está ao lado, na Leitura em curso. Há detalhes da nossa história que são desconhecidos da maioria dos portugueses e que nos enchem de orgulho, assim como outros de vergonha, mas é muito interessante ler esta visão de Martin Page, um jornalista inglês que escolheu viver o resto dos seus dias em Portugal, sobre o nosso país e a nossa história. A imagem global é muito favorável. A edição foi traduzida para português uns bons anos depois de ter tido várias edições nos EUA e em Inglaterra.
EliminarRecomendo vivamente a leitura.
Pedro Oliveira, estamos então combinados. Será com muito prazer. Sim, o Paulo Sousa tem o meu e-mail.
ResponderEliminarPaulo Sousa, obrigado pela informação. Interessa-me bem.
Abraços,
E Viva o Porto !