Pois! Sem desculpa!

        Disponível no "youtube " e do domínio público ( por isso colocado aqui neste blog)  há vários vídeos feitos por alunos do Concelho.


         São visíveis as influências de programas de Televisão e de outros registos, feitos por adultos!  Que cidadania é esta? Que jovens estamos a educar ? Eu conheço a maior parte deles, são jovens, inteligentes, bons alunos....mas que deixaram no youtube  a sua visão tosca da greve onde participavam.Perceber as consequências do que fazem é a primeira lição de responsabilidade cívica. Será que a têm? De quem é culpa?


           Somos todos culpados. Todos.


          Uns porque desculpam, outros porque acham graça outros porque fingem que gostam  para não lhes chamarem  atrasados ou menos  evoluídos.


          Eis a geração  que vamos deixar atrás e que um dia   tomará conta de nós!


 


Comentários

  1. Bem.. Estive a ver com toda a atenção e devo confessar que me pareceu uma brincadeira parva, mas sem importância de maior. Eles parecem ter encarnado determinado tipo de papéis e comportaram-se de acordo com eles, quando li o seu texto pensei que era coisa pior.
    Olhando para eles e para a idade entende-se... Plena idade do armário, também tenho cá em casa. Oh Ana, já não se lembra?

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  2. Eu lembro-me , mas tinha importância e não se fazia grande alarido. Hoje não tem importância e coloca-se num canal público onde todos , inclusive os pais poderão ver. E este fcato , só por si já teria um efeito dissuasor ... hoje não tem. Tá-se bem! O que constato ; Irene, é que muitos jovens( não concretamente estes) não estão nem são mais felizes ! E esta ?

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    1. Também concordo que estes tempos com todas as melhorias técnicas não são mais felizes, mas também me parece que não os podemos considerar mais infelizes. São apenas outros tempos, diferentes porque as coisas evoluiram. Já os nossos pais também diziam que no tempo deles é que eram felizes... Se calhar estamos a ficar velhas

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  3. Naõ sou eu que digo são eles ! Nós remetêmo-los para os gabinetes de psicologia que depois repetem o que há de bom senso nisto tudo: fechem a TV, conversem com os vosos filhos, façam pelo menso uma refeição em conjunto, imponham horários, regras de conduta... enfim caretices do outro tempo , mas que sem essas regras básicas os miúdos, as famílias e depois as escolas não funcionam. Estou a gostar deste diálogo!

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    1. O bom senso devia vender-se em todo lado. Concordo com o que diz das refeições, das conversas, regras, horários, aliás concordo eu e concordam os pensadores que neste momento se debruçam sobre a educação parental que chegaram
      à conclusão que a ausência de regras, limites e barreiras na educação das crianças e jovens é do mais pernicioso que há.
      Para chegarem a esta conclusão tiveram que ver primeiro o produto da corrente que aconteceu antes desta: a permissividade total, o não dizer não porque traumatiza. E o produto foi catastrófico, por isso se volta neste momento à corrente antiga.
      Quanto a mandar para os psicólogos acho que se exgera hoje em dia também, por tudo e por nada lá se mandam as crianças para os psicólogos.
      Eu, se fosse educada agora era hiperactiva, medicada a ritalina... Levantei-me 28 vezes no meu segundo dia de escola, levei uma tareia em casa, levava todos os dias na escola...
      E sabe que mais... Traumas não moram cá...

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  4. Ainda bem. Outro aspecto que me chama a atenção durante a exibição deste vídeo e de outro ( também no youtube) é a ausência de adultos. Não se vê um funcionário ou professor mesmo em transito para outra sala ou pavilhão. A vigilância dos espaços escolares e os telemóveis serão dois entre muitos dos problemas que teremos de enfrentar.
    Não nos podemos esquecer que as escolas se debatem cada vez mais com falta de pessoal, exigência esta agravada com o problema da Gripe A.

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  5. Bom dia,

    Analisando o vídeo, nada mais é que, na minha opinião, uma tentativa ridícula de alguns jovens se fazerem notar no seio escolar, muito à semelhança dos artista que nas universidade utilizam as praxes violentas como forma de se fazerem respeitar (atenção não sou anti-praxe )

    Este tipo de situação é muito frequente nos nossos jovens, ser rebelde na escola roçando o mal educado, ser alcoolicamente activo a partir dos 14/15 anos, ser fumador activo a partir dos 14/15 anos, é algo considerado fundamental para uma boa integração na população jovem.

    Este tipo de comportamento, tem culpados e estão bem identificados por todos, pais, jovens, professores, escolas, sociedade, meios de comunicação, estilos de vida, entre outros, todos têm a sua quota de culpa no "tipo" de jovens que aparecem na nossa sociedade.

    Se em casa não existem regras, horários, convívio , educação, será normal que este filho em contexto escolar se comporte como em casa, sem regras e sem educação.

    Os jovens que hoje em dia têm padrões/modelos de vida que em tempos eram recriminados, fazem uso de poderes que hoje em dia estão muito em voga, ameaçam, fazem chantagem, usam e abusam dos pais (há até jovens que ligam para as associações de protecção de jovens a fazer queixa dos pais que lhes deram uma chapada educativa/correctiva).

    As escolas e professores, ao longo dos anos reconhecidos como um dos pilares da sociedade, imagem de rigor, respeito, educação, disciplina, são hoje em dia marginalizados por tudo e por todos, desde o ministério da educação aos pais e alunos, quanto a isto ...

    É também real que muitos professores por este país fora não conseguiram evoluir enquanto professores e pedagogos, pararam no tempo e assim torna-se complicado lidar com tanto ego, tanta personalidade diferente...

    Em suma, outros tempos, outras vidas, parece-me que os únicos que se adaptaram forma mesmo os jovens ... de forma errada em muitos deles ...

    Espero eu enquanto Pai conseguir educar a minha filha dentro dos parâmetros que considero fundamentais para que ela se torne numa cidadã a 100% ... espero não falhar ... desejo não falhar ...

    Cumprimentos,

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  6. Um diálogo interessantíssimo entre as duas.
    Como eu gosto de vos ouvir.
    Poderiam de vez em quando presentear o Vila Forte com estas trocas de idéias.
    Perante um diálogo de tão elevado gabarito entre duas pensadoras de topo eu limito-me ao sorriso.
    Um beijinho para as duas.

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  7. Olá a todas!!
    Pois faço minhas as palavras da querida Irene. Realmente Dra. Ana, vejo no vídeo apenas uma brincadeira, jocosa talvez mas não passa disso. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, é necessário da parte dos adultos um maior entendimento face à mudança. Não venho em defesa dos jovens até porque não há acusações formadas. Talvez a utilização da câmara de filmar em recinto escolar seja o único elemento a apontar mas quanto a isso seria imprescindível que o exemplo partisse de cima, tal como aconteceu com a proibição do tabaco - para lá caminharemos certamente.
    Confesso que fico um pouco revoltado quando se conjectura em relação ao estado da juventude actual. Claro que há jovens mal-educados, indisciplinados, delinquentes até mas não os haveria nos anos 70 e 80? Ou será que o que faltava nessa altura seriam blogs para se poder discutir a juventude da época. Todas as semanas o meu pai me fala do impacto que teve em Porto de Mós a vinda dos retornados de África, a promiscuidade, a delinquência que se instalou na escola e na comunidade.
    Só comparo as vossas conversas aquelas tidas pelas velhotas da terrinha, com a diferença que essas pouco mais sabem do mundo do que o concelho em que residem, já as senhoras, representam algumas das mulheres mais carismáticas e intelectuais de Porto de Mós. É essencial que nos centremos mais do que na análise do estado dos alunos mas na criação de iniciativas e projectos que promovam a cidadania e a responsabilidade cívica. Quanto a isto, quem melhor para falar do que a Dra. Ana Narciso.

    Cumprimentos

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    1. Agradelço à Maria Antonieta as suas palavras e agradeço as do André e fico muito contente de ver um jovem a expor o seu ponto de vista desta forma.
      Concordo com quase tudo o que disse o André, os jovens sempre foram irreverentes, a natureza da irreverência acompanha os tempos, por isso vai mudando também.
      Acho que os alunos, se devidamente motivados, são capazes de coisas extraordinárias. Ainda este ano lectivo tive a prova disso!

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  8. Não consultar o blog todos os dias e a todas as horas tem os seus custos, neste caso o meu silêncio....e o que eu estava a perder!!!... Agradeço as palavras de todas e em especial do André Narciso. Tenho pena que os outros alunos ( por ventura de férias ?)não lhe sigam o exemplo e coloquem aqui o seu testemunho.
    Mas vamos ao assunto deste vídeo e o que nos afasta na análise. É exactamente a importância do assunto : a greve, a ausência de adultos por perto , o uso dos telemóveis, câmaras fotográficas ou outras dentro do recinto escolar e o acesso à internet. A questão é que, ao contrário dos outros interlocutores , eu tenho a convicção de que este vídeo é importante e devia ser objecto de análise dentro da sala de aula. Estariam todos os alunos conscientes do acto que estavam a praticar? A grande razão era “cortar a cabeça aos professores?” Ter feriados? Falar da droga? Das baldas? Há uma certeza que eu lhe posso deixar André: a cidadania é uma construção social e política , aprende-se a ser cidadão responsável e interveniente todos o os dias das nossas vidas e todos os actos são importantes e relevantes para essa construção. Todos! Este inclusive!
    E aqui estou em total desacordo com a minha colega Irene e consigo.
    É exactamente essa falta de responsabilidade cívica que me abalou: já não são meninos , são jovens que já deviam perceber a diferença entre a brincadeira e partilha num canal público onde estão ao sabor das criticas de quem vê. E continuo a afirmar que não ficaram bem na fotografia. Sei que são capazes de fazer melhor do que isto, mas para a próxima tenham mais cuidado como que põem na net. Desta forma e, neste vídeo em concreto, põem em cheque uma instituição - a escola secundária - uma turma , quando não é o caso( são apenas 3 ou 4) e uma visão tosca e galhofeira sobre um acto politico importante como é o caso da greve. São muitos implicados para uma só brincadeira, não acha André?

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  9. 100% de acordo Sra./D.ª Ana Narciso 100% de acordo ... e muito mais haveria a dizer ...

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  10. Mas há mais a dizer de facto: nós todos somos culpados , porque não lhes soubemos transmitir duas ideias-chave que devem ser os pilares do vosso presente e a trave mestra do vosso futuro: liberdade tem de rimar com responsabilidade .Sempre! E tem limites. Há séculos que é assim : a sua liberdade termina quando implica com a liberdade do outro. Nada mais nem melhor foi inventado depois desta máxima. Nada!

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