Pronto, cá estou!

Pois é! Agradecendo o convite que os editores do Vila Forte me dirigiram cá estou eu, acabadinho de chegar.


 


Não prometo (quando estamos a entrar num novo e longo período de promessas o melhor mesmo é não fazer promessas, nem das mais inócuas, como esta) uma participação muito activa, como as dos fundadores - que terão nisso maior responsabilidade (outro dos léxicos de grande consumo nos próximos tempos) - mas, também não prometo, espero contribuir com algum colorido para este blogue.


 


Para isso terei que ter cor, o que é uma chatice!


 


Porque nessas coisas sou parecido com a água: insípida, inodora e incolor. Bom, isto era nos meus tempos de escola porque, depois, deixou de ser insípida para ser de sabor agradável. Daí que até já lhe tenham acrescentado sabores, hoje já há água de todos os sabores e para todos os gostos. E ainda irão arranjar forma de lhe colocar um cheirinho. Num destes dias o marketing encarregar-se-á disso. Mas cor? Não, irão deixá-la incolor!


 


E aí estarei eu parecido com a água. Com um ligeiro sabor, com um ligeiro cheirinho (para além do do tabaco, claro) mas incolor.


 


Então como preciso de cor para poder dar alguma a alguma coisa, vamos a isso! Não sou de meias tintas - só as tintas cheias é que dão cor. Por isso não sou rosa, que é assim uma coisa que, para além de ser uma (não)cor de conotação feminina, o que eu nunca me perdoaria, é uma coisa esbatida, nitidamente um subproduto da cor. A cor mesmo é o vermelho, ou o encarnado como se dizia antigamente para fugir às conotações perigosoas. Quando uma coisa vermelha, mesmo sendo de qualidade, fica exposta ao tempo, ao sol e à chuva, como aquelas bandeiras que pusemos à janela quando o Filipão por cá andava e a selecção ainda ganhava alguma coisa, passa a rosa. Um rosa sujo, mas rosa. Subproduto mesmo!


 


Também não sou laranja. Esta já não será uma cor tão deprimente, tão subproduto, mas não deixa de ser uma derivação. Junta-se um pouco de amarelo e lá temos o laranja. Meias tintas: meio vermelho e meio amarelo!


 


O verde é que era! Até seria um pouco para o verdinho. Para além dos muitos disparates que saem lá do meio dos verdes essas coisas do ambiente e da natureza cativam-me. Bom, mas como houve uns aristocratas que, há pouco mais de100 anos,  resolveram apropriar-se desta cor para criar uma agremiação que viria a ficar conhecida pela lagartagem, o verde, claro, está fora de causa.


 


E do azul nem vale a pena falar. Primeiro porque, se foi numa farmácia em Belém que nasceu o glorioso, não percebo para que é que foi preciso criar outra coisa em Belém. E depois, mas muito mais importante para que renegue o azul, foi aqueles tipos lá de cima desatarem a ganhar tudo, de toda a maneira e feitio, sem que a gente perceba como. Bom, a maior parte das vezes percebemos!


 


E pronto. Já todos perceberam qual é a minha cor!


 


É a cor da democracia mais antiga de Portugal. Que, hoje mesmo, dá mais uma prova de vitalidade. De civismo não sei se dará mas, de vitalidade, não duvidem. Vejam lá se a abstenção tem alguma coisa a ver com a das europeias, das legislativas ou mesmo das autárquicas? Mesmo correndo o risco de votar numa lista que corre o risco de ser desclassificada, toda a minha gente vai votar. E não me venham dizer que é uma coisa à Hugo Chavez, porque isso é só no resultado. De resto é tudo transparente...


 


Deixem passar a presunção: não acham que há aqui um novo colorido?


 


 

Comentários

  1. Bem vindo Eduardo!

    Obrigado por se juntar a nós nesta tertúlia à beira do Rio Lena.
    Estou certo que muito nos iremos divertir, aqui todos os dias a teclar e a partilhar ideias e pontos de vista.

    Um abraço

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  2. Bem vindo Eduardo e que o vilaforte o "cative", como há alguns anos atrás, alguém da vila forte o cativou.

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    Respostas
    1. Bem vindo Eduardo, pelo registo do texto não nos vão faltar motivos de conversa ou a favor ou contra. Eu sou laranja de " papel passado" e quotas em dia, mas as minhas cores favoritas estão todas no arco-íris!!

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  3. Estou na Lusa Atenas a saborear o dia da Cidade de Coimbra (dia da Rainha Santa), logo jantar familia Espalha nas tasquinhas em terras de D.Fuas.Como costumo dizer tenho dois amores que em comum têm nas suas principais instituições desportivas o preto, "preto até aos ossos".Depois temos o laranja que simboliza energia, vibração e vitalidade.
    Caso para dizer que rosas,azuis,vermelhos e verdes, são cores que pouco ou nada me dizem.
    Fique tranquilo meu caro Eduardo, nem todos podemos ser perfeitos,LOL.
    Isto tudo para lhe enviar um forte abraço de boas vindas.Que tenha espirito critico e sempre em cima do acontecimento,convem também gostar de Lancers....Com a frontalidade que caracteriza este espaço, digo-lhe que a vida dos 3 estarolas(assim denominados o SLB,FCP e SCP aqui pelas terras do Mondego) não me preocupa muito,mas por aqui continua o SLB em maioria,ou seja, há minoria de bloqueio....
    Esperamos que se sinta em casa e que as teclas traduzam o que lhe vai na alma e o que pensa, mesmo que seja sobre o benfas;).
    Caso para dizer que na silly season,época de contratações, o Vila Forte soube escolher de forma cirurgica e acertada.
    Grande Abraço

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  4. Gostei muito deste psot, assim tão colorido...
    bom fim de semana

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