A Guerra Colonial marcou muitos milhares de pessoas. Não só portugueses. Em termos históricos ainda não terá passado o tempo suficiente para a debater com isenção. Não quero aqui fazer qualquer juízo de valor, mas apenas partilhar um texto e uma foto que apanhei na net. Gosto de ouvir as estórias dos soldados que combateram nas ex-colónias, sendo que a maior parte deles o fez contra a sua vontade. Acho que o país lhes deve, no mínimo, um agradecimento pelos anos perdidos e pelos sacrifícios passados. Os relatos na primeira pessoa contados por muitos ex-combetentes será uma forma de perpétuar o que passaram, assim como um contributo para que as gerações mais novas de que faço parte, conheçam a sua história. Como se diz no excerto, muito do que se passou nesses tempos difíceis seria assunto para muitos livros e muitos filmes. Guiné 1968 Região de Tombali - Gandembel CCAÇ 2317 Início da construção do aquartelamento «As grandes fotografias dispensam legendas. Esta é uma das fotos-í...
A dicotomia direita/esquerda não está ultrapassada no plano ideológico. Existem e subsistirão padrões que demarcam claramente a fronteira. Mas, com o pragmatismo a sobrepor-se cada vez mais à ideologia, essa fronteira tende a esbater-se. Tal como a fronteira entre conservadorismo e progressismo. Muitos dos valores conservadores coabitam , em muitas pessoas, com muitos dos valores progressistas, o que ma parece muito saudável e...progressista. Progressista no sentido de progresso das sociedades para outros patamares de referências onde deverão ser os valores supremos da ética e da dignidade a ditar fronteiras. E esses não deverão ser apropriados por direitas e esquerdas!
ResponderEliminarDe resto tudo é verdade! O Estado Novo e o 25 de Abril condicionaram o posicionamento da imagem ideológica dos portugueses e criaram uma direita envergonhada, bem patente na designação dos partidos da direita. E, do outro lado, criaram como que um dogma da superioridade moral da esquerda.O PSD, a meu ver, constitui um bom exemplo desta realidade , nascendo e crescendo como, nesse sentido, o partido "mais português" do nosso sistema: com pouca carga ideológica e com uma grande carga de pragmatismo, onde coabitam pessoas e sensibilidades de esquerda e de direita (muitas das vezes de extrema-direita, como referido no artigo), conservadoras e progressistas. Por posições de princípio mas muito mais por posições objectivas perante a própria realidade. Claro que, depois, há a ideologia dos interesses, que se está nas tintas para os valores, a mais forte de todas, que, geralmente sem vergonha, apenas se esconde atrás das terminologias clássicas. Mas não é disso que se está a falar...
Exacto. Como exemplo do que se refere podemos apontar o caso da legalização da IVG em França ter acontecido durante o mandato de um governo de direita. Sobre os interesses... não é de facto disso que estamos a falar.
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