Transportes públicos
A ida ao Porto e mais concretamente ao Sea Life estava prevista há algum tempo, foi no sábado. Um problema, eramos 6 pessoas tinhamos que ir em dois carros.E se fossemos de comboio e de metro? Assim foi, partimos de Coimbra no inter-cidades, na campanhã apanhámos o metro e depois de uma caminhada de 15 minutos estávamos a visitar o Sea Life, local que recomendo.
Foi a melhor solução, deu para ler, conversar, dormitar e apreciar as vistas. No metro do Porto fomos surpreendidos pelo sistema de controlo que considero inovador no que diz respeito à cidadania e confiança nas pessoas, o que lá está é nosso e deve ser pago por todos nós em respeito por todos, não há torniquetes nem "portinholas", valida-se o bilhete e já está. O próprio bilhete não deve ser colocado no lixo pois pode ser "carregado" com mais viagens.Gostei!
Há uns tempos, 2 anos, porque faço Leiria-Marinha Grande e vice versa todos os dias e porque constato as dezenas de carros para lá e para cá só com um passageiro, enviei mail a um dirigente politico com reponsabilidades distritais e natural da Marinha Grande, a sujerir a construção de um metro de superficie entre as duas cidades e um transporte urbano eficaz (com horários e paragens úteis ás pessoas) e eficiente (sem atrasos e com frequência adequada) nos dois centros. Até hoje não obtive resposta, mas quer Leiria quer a Marinha Grande já têm transportes urbanos.Há menos tempo falei nesta ideia com um autarca da Marinha Grande que achou a ideia interessante, mas duvido que avance pois cada cidade está mais interessada em olhar para a sua "capelinha", como se fosse possivel não pensar em rede e com visão de ganhos nesta sinergia....Tenho poucas dúvidas que um metro de superficie entre as duas cidades tão próximas em articulação com os meios de transporte urbanos, existentes, podiam potenciar ainda mais esses transportes e fazer com que pessoas como eu deixassem o carro em casa ou num parque de estacionamento e ir trabalhar levado pelo metro e depois pelo autocarro.
Não tenho dúvidas que a qualidade de vida das pessoas da zona metropolitana do Porto melhorou muito, fruto da visão dos autarcas daquela região, nós por cá também devíamos exigir o mesmo.Mas em altura de eleições há outras preocupações....
Pedro
ResponderEliminarTenho carro, mas só o uso para deslocações onde a oferta de transportes públicos não se conjuga com os meus horários e destinos.
bom dia
E num país pobre, cada membro da família, do pai, à mãe e passando pelos filhos, todos terem carro, parece-me um absurdo.
ResponderEliminarNinguém que vá de carro todos os dias para o emprego, já sabe utilizar os transportes públicos de Lisboa, parecem umas aves raras quando o fazem; são dez vezes piores que os turistas que se desembaraçam muitíssimo bem, na linha do metro, no eléctrico, comboio e autocarros.
O Pedro tem razão quando se vive numa cidade grande, vejamos se eu quisesse fazer a viagem que ele fez, saindo de Porto de Mós, Tinha de fazer 20 kms de carro até Leiria e depois tinha duas opções ou a mais rápida em que apanhava dois comboios, o inter-regional até Coimbra e depois o Alfa até ao Porto a viagem (só comboio) sem contando a espera no transbordo em Coimbra e a deslocação até Leiria, demoraria 2h35m e custava 21,75€ por pessoa em 2ª classe, ou a mais barata o regional que custaria 11,55€ e demoraria 4h45m e teria de apanhar 4 comboios diferentes. Como se vê facilmente quer num caso pelo preço, p.ex para uma família de 3/4 pessoas, ou pelo tempo no outro caso a viagem de comboio que fez não é claramente opção.
ResponderEliminarO nosso amigo platypus está a introduzir mais dados ao problema, muito interessantes, que o meu texto quer também levantar(daí a questão do metro superficie MG-LRA), que é a questão dos transportes públicos na nossa região, seja no concelho, seja entre "vizinhos" ou com ligação aos "ramais" nacionais, sejam eles autocarros ou comboios.
EliminarÉ urgente mudar de paradigma, também, nesta área.Pensar diferente a mobilidade das pessoas.
O que pensam populações (problemas )e o que pensam os nossos autarcas e candidatos (soluções).Esta questão tem ou não que ver com a qualidade de vida que falámos há dias? Eu penso que sim e muito.
Não fosse o nosso tão português fetiche pelo automóvel e lá estariam vocês a contribuir para afundar ainda mais a já afundada indústria automóvel. Já para não falar da GALP...
EliminarClaro que estou a brincar (começo a ter necessidade de eslarecer quando estou a brincar ou a falar sério)!
Um sistema de transportes que respeite critérios de mobilidade, de racionalidade económica e de eficiência ambiental é o principal cartão de visita das sociedades desenvolvidas, estrategicamente organizadas em função das pessoas e planeadas com visão de futuro. Mas nós estamos muito longe disso... É também uma questão cívica, de cidadania, de cultura e de educação. Estamos formatados para o individualismo, para o culto do carro estacionado em cima do passeio mesmo à porta do emprego, quando o há. Porque memo que o não haja, carro é que haverá sempre!
Deveria ser uma aposta muito forte os Transportes públicos.Não com TGVs.
ResponderEliminarTemos ALFA que é bom e ainda pode ser melhorado bem como a sua linha.
O Importante eram os serviços urbanos. Esses sim.
Imaginem que alguém chega a Porto de Mós e se quer deslocar ao JUNCAL (Título de exemplo) para ocupar um posto de trabalho requerendo um seviço de transporte público adequado aos horários nobres (ponta), seria possível?!.
A questão cultural também tem muito a ver. É uma doença antiga...vejamos; Muitos Papás até logo em alunos oferecem-lhes pópós aos filhos para superiorizarem nos liceus ou Universidades. Estes que depois são eventualmentos os Governantes da Nação começam logo a ser muito bem educados com muita estima. Pois é claro...
Talvez fosse melhor dar-lhes um posto de trabalho nas férias para se ambientarem na vida.
Mas é melhor dar-lhes roupa de marca-pópós-vistas de estudo ao estrangeiro para não dizer outra coisa. etc e tal.
Ninguém quer apostar nos serviços de Transportes Públicos pelo menos ao nivel regional.Os grandes centros urbanos como Lisboa e Porto tem feito algo de positivo, mas é preciso mais e muitos empenhos de outras autarquias bem como o próprio Governo.
Ora, quem manda não anda de metro amigo, toda a gente sabe isso, e quem não sabe, é como quem não vê.
ResponderEliminarAgora, bonita ideia, a do metro suburbano na região de Leiria, palmas para quem vê mais à frente, porque é das ideias que nascem as obras.
Se calhar até nos cruzámos, Pedro, porque também estive lá com as minhas sobrinhas /netas.
ResponderEliminarO Porto é uma naçom!
Não podemos esquecer-nos dos idosos! Para continuarem autónomos , mas sem possibilidade de conduzirem o seu automóvel, seria muito interessante disponibilizar transportes públicos adequados às novas necessidades da população O que não pode mesmo acontecer , é continuarmos com os mesmos horários e os mesmos transportes que tínhamos há mais de 40 ano. É inadmissível!! Já não é a primeira nem segunda nem a terceira vez que trago esta discussão para cima da mesa... mas nunca sai do sítio.!! Ou seja das intenções!! Há que agir. Já chega de diagnóstico!!
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