Deve haver limites na publicidade?

O arranque da campanha no mercado germânico só está previsto para a próxima semana. Mas o conceito desenvolvido pela agência Das Comitee - que contempla também cartazes com Hitler, Estaline e Saddam Hussein - já atingiu o primeiro objectivo: despertar a atenção dos alemães para o facto de a sida já ter matado cerca de 30 milhões de pessoas em todo o mundo. "Questionámo-nos sobre que cara poderíamos dar ao vírus e não poderíamos dar uma cara bonita", justificou Dirk Silz, um dos directores da agência. "


 


Comentários

  1. Bom, compreendo que a campanha fira susceptibilidades e que, como diz a notícia, diabolize o seropositivo (embora eu não veja dessa forma), mas lá que chama a atenção, chama...

    Em Portugal seria impensável um anúncio destes, quando, p. ex. no caso da Media Markt, os escuteiros reclamaram de imediato.

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  2. A campanha está tão bem pensada que ainda não se iniciou na Alemanha e já é assunto no Vila Forte. Para os criativos da agência contratada este post é mais um indicador de sucesso.
    A comparação pode ser chocante, mas o assunto também é chocante e mais ainda os números de vítimas da SIDA. Se houver menos um infectado em consequência de mais esta campanha então valeu a pena.

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  3. Pelo que vi na TVI à hora de almoço, a polémica ainda vai mais longe: a comunidade judia está revoltada com a comparação entre o holocausto e a SIDA, que pode ser prevenida, ao contrário do massacre dos judeus pelos nazis.

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  4. Sobre a pergunta que é lançada no jornal "i" e que eu reproduzo, a minha opinião é que a publicidade não tem limites desde que sirva para alertar consciências e principalmente para que as pessoas abram os olhos, sejam politicos,Igreja,médicos ou sociedade em geral.
    Como bem diz o Paulo e o Pedro, esta publicidade pelo menos já serviu para se falar novamente da SIDA.
    É que 33 milhões de pessoas é muita gente.Tanta preocupação houvesse com a SIDA como está a haver com a gripe "A" e talvez se tivessem salvo muitas vidas.
    Eu sou a favor da publicidade denominada de choque como esta.
    Mas alguém já falou em interesses da real politik....

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    Respostas
    1. Podemos comparar esta questão com outra, mais frequente, que é Deve haver limites na arte? Ou Onde termina a arte e começa o mau gosto? Ou então Onde termina o humor e começa o mau gosto?
      Cada um de nós terá um limite diferente, mas ao tentar regular a criatividade dos outros corre-se sempre o risco de lhe limitar a liberdade. O primado da ordem absoluta foi derrotado na Segunda Guerra Mundial e a tolerância e o respeito pela liberdade dos outros está escrito no ADN do mundo ocidental.

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  5. Não sei se vou responder à pergunta.

    Para nós, um dos grandes dramas, é os jovens pensarem que a Sida tem cura.

    Temos batalhado imenso. Mas a ideia que existem remédios para a Sida, remedios que sossegam o sofrimento, levou os jovens a pensarem que a Sida já não mata.

    É uma situação preocupante porque moços deixaram de usar o preservativo. Quando sabemos que num fim de semana um jovem ou uma jovem francesa tem 3 ou 4 relações sexuais sem presarvativo , algo não funciona na informação publicitária médica.

    Eu fiquei aterrado quando o meu terrorista me afirmou que já não se morre da Sida e que há remédios.

    Penso que as campanhas de prevenção contra a sida devem ser re-pensadas. Mas criticar é fácil.

    Quanto à gripe A , não sei.

    Mas aconselhar uma lavagem de mãos frequente com sabão protege muito ( sobretudo antes de passar à mesa ou de comer ). Mas não é novo.

    E Viva o Porto !






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  6. Caro Porto Maravilha, o Sr. tem um terrorista pessoal??, ontem no seu Porto começaram a ser julgados alguns, será um dos seus ou é outro?

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