O que devemos fazer nestes casos?
Quando vamos atrás de um outro carro descontraídamente com o filho mais velho à frente e a mais nova atrás a ouvir e a cantar as música dos "Deolinda" e de repente vemos que o condutor do carro mesmo à nossa frente envia beata para a estrada e o pendura do mesmo carro atira um papel para a berma, nós fazemos sinais de luzes e fazemos gesto de reprovação e levamos com um grande pirete e uma travagem brusca para intimidar?
Já não é a primeira vez que me acontece uma cena destas, mas desta vez e porque estava com as crianças senti que algo de mal poderia acontecer, tipo os artistas pararem e haver ali uma "cena" desagradável para nós.
Disse aos miúdos que era gente sem educação, parva e mesmo que nos intimidem, devemos sempre fazer o que está correcto, ou seja, chamar a atenção e dar o exemplo.
É, de facto, uma situação intolerável e desagradável, conforme diz.
ResponderEliminarTambém tenho presenciado coisas dessas e, nalguns casos, também não resisto a uma buzinadela. Mas reconheço que tem os seus perigos pois nunca se sabe que espécie de ser vai à nossa frente.
Uma ideia era publicar a matrícula no blogue, nunca se sabe se o energúmeno não o lê!
Outra possibilidade é usar o mecanismo previsto no Código da Estrada (artigo 170º número 5 - denúncia) para que seja levantado auto de notícia de contra-ordenação por violação do disposto no nartigo 79º nº 2 cuja sanção é de 60€ a 300€.
Pois é! Devemos dar forte reprimenda, da forma possível nessas circunstãncias. Evitar cair em resposta no mesmo tom, de falta de educação. Os melhores para darem essa reprimenda são mesmo as crinças, se na circunstância viajarem connosco: um simples acenar com o dedo em sinal negativo, de reprovação e sem grande espalhafato pode ser eficaz.
ResponderEliminarSe a opção recair pelo businão seguido de muitos gestos e palavrões o mais certo é que a coisa se complique. Para isso seria aconselhável estar inscrito lá para uma tal secção H, onde parece que também há uns jagunços que darão uma ajuda. Desculpem: é uma private joke!
Olá Pedro
ResponderEliminarInfelizmente ainda há muita falta de civismo neste país... acho que fizeste o correcto..
Abraço
Jorge
Deves somente chamar a tenção para a falta de educação e de civismo dos indivíduos. com miúdos no carro e mesmo sem eles, não te ponhas com avarias com outros condutores; não vale a pena pois não mudas nada e podes arranjar um problema sério, pois nunca sabemos quem lá vai.
ResponderEliminarÉ complicado.
ResponderEliminarMas com crianças penso que há que ter cuidado. Nunca se sabe ou se pode advinhar a reacção de quem vai a conduzir. Se está ou não num estado normal.
Já politicamente é interessante tentar entender o porquê de tais gestos.
Se a estrada é de todos, então não é de ninguém. Assim, pensa muita gente.
Não creio que seja só um problema de civismo. Acho que também é o reflexo dum mundo alienante onde o individualismo é levado até os extremos.
Talvez aí tenha assentado a vitória da alienação do ultra-liberalismo. Eu, mero indivíduo, sou uma nação.
É complicado.
E Viva o Porto !
A educação, ou a falta dela, continua a ser o Calcanhar de Aquiles da nossa sociedade, evidências como esta são mais que muitas, e as consequências, infelizmente, não precisam ser denunciadas, porque estão à vista.
ResponderEliminarMas para quê investir na formação cívica quando há lacunas tão gritantes na educação, como a necessidade evidente de munir todas as crianças entre os 6 e os 10 anos com computadores portáteis pessoais? Enfim...
Volto a este artigo porque me questiona. Creio que é sem dúvida um dos textos, lidos neste blog e na blog-esfera, mais problemáticos a comentar.
ResponderEliminarÉ um grande texto e parabéns ao seu autor.
Quando se fala de civismo : Como explicar que a maioria das pessoas respeitem a limpeza em suas casas e não fora ?
Elas são cívicas em casa e não fora. Porquê ?
Aulas de civismo ? Mas em sua casa já sabem o que é o civismo.
Porque é que em casa não se deitam papéis no chão e na rua sim ?
Eu continuo a pensar que enquanto não houver a noção de pertência a uma colectividade nada mudará. E o ultra-liberalismo nada ajuda. Fazer do individuo o ser-nação. O que deixa a porta aberta a muitas coisas.
Por associação de ideias, veio-me à mente o texto de trostky " Questões do modo vida ", escrito em 1924.
Este livro foi totalmente abafado. Por todas as correntes políticas. A começar pelos Trostkystas.
Desde já escrevo que não sou trostkysta. Mas não deixa de ser pertinente que Trostky tenha anunciado, nessa obra, que sem consciência individual um mundo melhor não seja possível.
E Viva o Porto !