Sobre a declaração do PR
O Presidente da República manteve o silêncio antes das eleições e dessa forma não interferiu na campanha. Quer dizer, acabou por intervir e não foi pouco, mas a favor do PS.
O PSD fica com efectivas razões de queixa da sua decisão, mas temos de compreender que se o PR falasse antes das eleições perderia a autoridade de estar acima da vida partidária. Será fácil imaginar que a vontade do cidadão Cavaco Silva não seria, de todo, favorecer o PS, como acabou por fazer, mas o seu sentido de Estado e a sua responsabilidade levaram-no a aguardar pelo fim das eleições.
Sabemos que este PS é capaz de tudo e ninguém de surpreende com a pressão referida pelo PR.
Repararam que o caso dos Submarinos, que fragiliza o CDS, regressa a público num momento que o PS poderá estar a negociar algum acordo de governação?
Seremos almas gémeas?
ResponderEliminarDe fato, este país é um espanto. Um dia depois dos resultados eleitorais, a justiça (pequena) deste país, mostra claramente a falta de coragem, mas também conivência, com a gestão cirúrgica de algumas coisas e pessoas.
ResponderEliminarRelativamente aos timings das buscas e contra buscas, mais averiguações e supostas corrupções, só são assim apenas quando se trata de peixe graúdo, porque se fosse um simples cidadão sem nome ou cargo, a busca e o processo já estaria concluído à muito tempo.
Lamentavelmente, parece que os agentes de investigação criminal deste país, continuam manietados e obrigados a fazer investigação apenas fora dos períodos eleitorais, para logo a arrumar de novo na prateleira, à espera que as provas e os documentos probatórios para fundamentar a acusação, caiam do céu por inspiração divina, ou denúncia encomendada. Afinal, cerca de cinco anos depois, é que se vão há procura de provas !? Então a Lei de Reequipamento das forças Armadas é assim tão permissiva que permite eventuais comissões sonegadas ou mesmo atos pouco licitos. E para que raio, são as estruturas das forças armadas que têm por missão propor aquisições de equipamentos militares e depois são estranhos a essas mesmas forças armadas que fazem e organizam a documentação processual dos negócios. Então para que gasta o País tantos milhões de euros a comprar equipamento com base em análises de civis diversos e advogados que tratam do negócio ! ? Parece que o gato e rato neste caso, comem à mesma mesa sem qualquer receio um do outro. Habituaram-se tão bem ao sistema que só por aparente diferença genética é que não dormem na mesma cama.
Depois de ouvir o PR em diferido e as reações dos diversos partidos, só posso chegar à conclusão que este é um país virtual.Só ontem é que chamou empresas para falar da segurança informática, mas há hoje alguém que não tenha essa preocupação nas nossas empresas?
ResponderEliminarSe nunca falou das escutas porque demitiu( será que demitiu?) o assessor?
Quando isto rebentou,alguém no twittter sugeriu a demissão do PR, depois do que ouvi ontem, a bem da nação, começo a pensar que a ideia tem pouco de descabido e devia ser debatida.Como vai ser apartir de agora?
Depois querem que as pessoas tenham uma boa imagem dos politicos e que deviam participar mais, quando se chega a este ponto com o PR é porque está tudo podre.Ai que o regime está a ruir.
Não podia concordar mais consigo Pedro Oliveira. Quase diria que atingimos o grau zero de confiança na classe política mas, como a realidade nos tem provado ultimamente, pode ser sempre pior...
EliminarDepois da palhaçada de ontem à noite, que abriu os telejornais - e é a cereja no topo do bolo de meses de casos de sem vergonha politica e mediática - sinto-me um pouco envergonhado deste país, da política, dos politicos, da falta de sentido de Estado, do total esquecimento da ética republicana.
Sobretudo com a ideia de ter um Presidente da República que se prestou ao papel e quiz prestar o povo ao papel de tonto.