Todos defendem o SNS, mas...
...Há sempre um mas.
Não há partido que não defenda com unhas e dentes o SNS (sistema nacional de saúde), e quem não se coloque em bicos de pés a dizer que o seu partido foi decisivo na sua criação.
Mas, há um perguntinha, simples, que gostava de colocar: Como é que se defende um SNS sem médicos? Passo a explicar;
A semana passada foi notícia o facto de mais de 10% dos médicos do SNS já serem estrangeiros, daqueles que nos seus paíse podem ser médicos com média de 14,15 valores.
Estamos todos satisfeitos porque vai haver mais hospitais, muitos hospitais novos, mesmo daqueles que após a visita da ministra as camas tenham sumiço, se assim é qual é a razão, objectiva, para os "desgraçados" que queiram ser Médicos tenham uma de duas vias para o serem: ou emigram e vão estudar para fora, ou não fazem mais nada na vida do que tentarem não serem frustrados uma vida inteira por não terem entrado na faculdade de Medicina por uma décima algures entre o 18,5 e o 19?
Se alguém conseguir ter uma justificação lógica para isto agradeço, já que dos partidos não me parece que venha grande coisa, mesmo daqueles que se dizem pais do SNS e que não têm medo de interesses corporativos... .
A razão é conhecida há muito tempo, sem que no entanto nenhum governo consiga alterar a tendência, e prende-se com o lobby da Ordem dos Médicos sobre o Ministério da Educação que não permite a entrada de alunos nos cursos de Medicina na proporção necessária para as necessidades do país. Assim conseguem, que sendo escassos, tenham melhores remunerações e ninguém os possam dispensar seja por que motivo for. Como diz a lei da Oferta e da Procura, como há menos que o necessário, o preço sobe.
ResponderEliminarÉ o SNS e as PME's.
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ResponderEliminarOra mais nada ...
Além de não permitirem a formação de médicos em número suficiente capaz de suprir as necessidades do SNS, permite-lhes ter menos concorrência também na sua actividade no privado.
Desde já clarifico a minha opinião sobre algumas de muitas questões que se levantam na saúde.
- Considero indecente a média de entrada nas universidades de medicina (ou qualquer área de saúde) em Portugal, nada garante que um aluno que termine o secundário com média de 18/19/20, com disciplinas que em nada têm a ver com a saúde, venha a ser um melhor médico que um aluno com média de 14/15, acho que com a passagem do 9.º Ano para o 10.º Ano devia haver uma área especifica no secundário com oferta curricular adaptada à área da saúde.
- Considero indecente os médicos terem a oportunidade de acumularem funções no público e no privado, escolham e vivam do seu ordenado cumprindo as suas funções enquanto profissionais de saúde.
- Depois colocar no devido lugar a Ordem dos Médicos, classe importante na sociedade portuguesa, mas que à semelhança de outras classes, advogados, engenheiros, arquitectos, magistrados constituem "corporações" com demasiada influência sobre os decisores políticos e sobre as políticas a tomar, são importantes sim mas devem respeitar as decisões de quem governa o país.
E mais fica por dizer de certeza ...
Cumprimentos,
Mais facilidade no acesso, com maior rigor na avaliação psicológico, e menos permissividade nas acumulações!
ResponderEliminarÉ preciso colocar essa questão da falta de medicos a todos os partidos que governaram o Ministério da saúde e do Ministério do Ensino Superior, desde a criação do SNS.
ResponderEliminarDurante anos, permitiu-se a entrada no sistema de médicos que só exerciam medicina privada, sobretudo nas carreiras hospitalares e na medicina cirúrgica. Com essas contratações, suprimiu-se uma parte das lacunas do sistema, ,mas não se cuidou de prever ou não se quiz mesmo preparar a rápida saída por aposentação desses médicos, num prazo médio de 10 a 15 anos. Como todos sabemos, a preparação de um médico a nível de conhecimentos e estágio prático, leva no mínimo 6 a 7 anos a poder entrar com a qualidade exigivel no atendimento de doentes. Ora, como as faculdades de medicina só existem ao nível da Universidade pública e o número de alunos foi permanentemente fechado ao número insuficiente para fornecer ao sistema médicos novos, fomos chegando à atual situação. Jovens que gostavam de ser médicos têm que ir estudar para Espanha e depois como o sistema está em colapso, contratam-se médicos estrangeiros . Ainda no mês passado, foram contratados 42 médicos cubanos para o sistema.
Não digo que a própria ordem dos médicos não tenha influenciado negativamente as possíveis e corretas medidas a implementar, mas não são relevantes como razão objetiva para as dificuldades de atendimento dos doentes, dentro de limites de tempo razoáveis e aceitáveis.
Mas, a vaca(estrutura) do SNS, tem sido chupada por tanto leiteiro, que a ração dada à vaca deixou de ser suficiente e então nada melhor que começar a distribuir pelo sistema privado uns cheque doença , dentista, cataratas, etc, como manobras de diversão.
Depois, como a degradação passou a ser tanta, vá de construir hospitais e a equipá-los, para entregar a Cªs. seguradoras, sociedades financeiras e a derrapagem continua. Depois, inventam-se hospitais empresa e outras coisas mais, mas sempre no mesmo ciclo. Menos médicos, menos enfermeiros, menos anestesistas, menos auxiliares e está a ficar pronto o caldeirão para que ninguém possa ser responsabilizado politica e monetáriamente por tanta incompetência e conluio. As vitimas sempre as mesmas. Aqueles que menos podem. Depois, têm que fazer um seguro de saúde, senão adeus médico familiar, porque especialistas-é a sorte grande.