A discriminação positiva na África do Sul

" Desde a queda do regime do apartheid em 1994, uma nova classe de pobres emergiu na África do Sul. Muitos Afrikaners, descendentes dos primeiros colonos europeus na África Austral desde o século 17, perderam seus privilégios. Eles são os novos párias de um sistema baseado no crescimento económico preto, na discriminação positiva para "pessoas desfavorecidas", que dá prioridade à contratação de negros pobres. Sob o apartheid, os brancos não qualificados beneficiaram de empregos reservados na administração  e  de habitação social.



Hoje, um milhão Afrikaners estão desempregados, e centenas de milhares de brancos que vivem abaixo da linha da pobreza.  São os novos excluídos, sobrevivem como podem na periferia de grandes cidades como Johannesburgo e Cidade do Cabo, em cabanas de madeira ou caravanas entre a mendicidade e biscates, às vezes com a sensação de viver uma espécie de "apartheid no sentido inverso". "

 


Comentários

  1. Não percebo o titulo...... " Discriminação positiva ". Isso existe?

    Sempre pensei que a discrimanação fosse toda negativa..... Niguem deve ser descriminado desde que cumpra os seus deveres e se assim for que lhe sejam impostos ous seus direitos

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    1. Pois meu caro a questão é essa como é que se pode falar em "discriminação positiva" com pessoas que são pobres.Como tudo na vida, o combate à pobreza não devia ter cor,mas pelos visto tem.

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  2. Uma reportagem chocante.
    Ontem no global noticias vinha uma foto com miúdos brancos numa espécie de sopa dos pobres.Como é possivel que um país que sofreu os horrores da discriminação racial, na época pretos, agora faça o mesmo em relação aos brancos.Qual será a posição de Nelson Mandela?
    Incompreensivel.
    Que este vídeo seja visto por muitas pessoas,apesar de ser de Abril nunca o tinha visto antes.

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  3. Como é que ninguém fala disto nos nossos telejornais?
    Uma vergonha

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  4. O que se passa com a África do Sul é de facto incompreensível.
    Embora seja de notar que a pobreza grassa não só entre os brancos (especialmente os "boéres") como entre os pretos.
    Para além do factor da chamada política de discriminação positiva em favor dos africanos (mormente os das etnias xhosa e venda, e agora com Zuma talvez para os zulus, pois são as bases de suporte do ANC), devemos acrescentar o facto do baixo nível de qualificações e habilitações de muitos. Mesmo entre os brancos, porquanto mesmo no tempo da segregação racial, os "boéres" se viam como uma classe à parte em muitos domínios chegando nalguns casos a considerar que mais importante que a instrução era manter o apego à terra.

    Agora, o que não se entende é como um país tão rico em vários domínios esteja completamente dilacerado pela corrupção, por práticas bizarras nalguns domínios da Saúde (veja-se a prevenção da SIDA) e assimetrias sociais crescentes. Aliás, muitos "boéres" (que de dedicavam sobretudo à agricultura) têm partido para Moçambique, por exemplo.

    Para quem como eu conheceu aquele país, é um verdadeiro desconsolo ver que está provavelmente a passar ao lado duma oportunidade única em se transformar numa potência de nível mundial como o Brasil, por exemplo.

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