A teia do PSD

Ver imagem em tamanho realComo se esperava o PSD está em ebulição. Três líderes em menos de três anos. Manuela Ferreira Leite vai com pouco mais de um ano (completado em Maio). O antecessor, Luís Filipe Meneses, nem isso.


É claro que, nos partidos políticos, e em particular nos da linha da frente, os que disputam o poder, é precisamente esse, o poder, o cimento das lideranças. Estão no poder… não há crise. O poder foge-lhes… não há quem segure o líder.


Partindo deste axioma que julgo inquestionável, e numa altura em que já se vê muita gente a chegar-se à frente, parece-me oportuno levantar a questão da actual forma de acesso ao poder nos principais partidos. Agora no PSD porque no PS, e mesmo no CDS, vivem-se outros dias…


Não sou, nem nunca fui, militante de qualquer partido político. O que tem a desvantagem da falta de experiência concreta do funcionamento interno dos partidos, do conhecimento de causa. Mas que tem a vantagem oposta, a da abstracção.


Refiro-me às directas, à eleição directa pelas bases do líder. Que podem até ser um hino à democracia. Que, em democracia e em partidos democráticos, podem até ser a coisa mais natural deste mundo. Que podem até representar a aspiração mais legítima dos militantes de base dos partidos. Mas que, em meu entender, se transformaram no maior foco de instabilidade nos partidos quando sujeitos às agruras da  travessia do deserto.


Deixemo-nos de tretas. A democracia é voto secreto e universal, mas não se esgota aí.


Ao assumir a eleição directa do líder pelas bases sujeita-se essa eleição a todas as regras e a todas as vicissitudes que o sistema comporta. Que são muitas e nem sempre as mais nobres: manipulação dos eleitores, caciquismo, demagogia e, acima de tudo, a prevalência da imagem sobre tudo o resto.


Envolvidos nisto, os candidatos esquecem-se das ideias: as ideias estruturadas, trabalhadas, consistentes e convincentes. As elites do PSD ficaram, depois da opção pelas directas e com o poder a fugir-lhes, enredadas numa teia em que a forma engoliu o conteúdo.


Daí que me pareça que, em vez de toda esta pressa em encontrar um novo líder, o PSD deveria aproveitar este restolho eleitoral para trabalhar uma nova solução de liderança, forte, credível e estável. Que, tendo que passar por directas, porque não há nem condições nem coragem para recuar, irá exigir muito e sério trabalho.


Tudo aponta, tão grande é a agitação, para que não seja esse o caminho escolhido. Mas fazem mal, até porque daqui a pouco estão aí as presidenciais e, quem sabe, talvez novas legislativas. E, daqui a quatro anos, há novas autárquicas, onde a maioria dos candidatos ganhadores estará já fora de prazo...


É que já lá vai o tempo em que se podia ir fazer a rodagem ao BX e sair líder (creio que ninguém de bom senso acredita muito nessa fórmula, mas fez o seu percurso e não serei eu a dinamitá-lo)!


 

Comentários

  1. Já lhe disseram para mudar tipo de letra,de escrita e de tamanho de textos?
    É que é sempre ums estopada ler os seus textos,mais um que não li.

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  2. Se não leu porque comentou? ......... E sim ´da um pouco de trabalho ler o texto..... Que porcaria ainda não se consegue implantar um chip no cerebro de modo que o demorado e trabalhosso feito de ler seja aconteça de modo não perceptivel... Mas já há, chamam-se mensagens subliminares e são feitos tipo directiva de robot proibidas na publicidade e que começaram a aparecer no famoso anúncio televisivo do tio Sam ( Equivalente ao Zé Povinho português ) " I want you in the army".


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    1. Para ver se o homem mudae o seu comentário também é muito preceptivel não haja dúvida. Umas aullas de português se faz favor, pode ser nas novas oportunidades.

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    2. Ora aqui está um belo exemplo de bom português. É por a ignorância não pagar imposto que nunca conseguiremos equlibrar as nossas contas públicas...

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  3. O modelo americano que me dá a perceber é o mais democrático e limpo, as primárias e depois as super terças feiras,são o espectáculo democrático na sua plenitude que torna tudo mais claro.
    Não sou tão caustico quanto outro leitor, mas concordo que o tipo de letra e o tamanho dos textos não ajudam á leitura e muitas vezes ao que pretende dizer.Mas isto dos blogues também se aprende.

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