A Guerra Colonial marcou muitos milhares de pessoas. Não só portugueses. Em termos históricos ainda não terá passado o tempo suficiente para a debater com isenção. Não quero aqui fazer qualquer juízo de valor, mas apenas partilhar um texto e uma foto que apanhei na net. Gosto de ouvir as estórias dos soldados que combateram nas ex-colónias, sendo que a maior parte deles o fez contra a sua vontade. Acho que o país lhes deve, no mínimo, um agradecimento pelos anos perdidos e pelos sacrifícios passados. Os relatos na primeira pessoa contados por muitos ex-combetentes será uma forma de perpétuar o que passaram, assim como um contributo para que as gerações mais novas de que faço parte, conheçam a sua história. Como se diz no excerto, muito do que se passou nesses tempos difíceis seria assunto para muitos livros e muitos filmes. Guiné 1968 Região de Tombali - Gandembel CCAÇ 2317 Início da construção do aquartelamento «As grandes fotografias dispensam legendas. Esta é uma das fotos-í...
Como deves calcular, estou aqui aos pulinhos de contentamento.
ResponderEliminarSó não é maior porque queria estar lá em vez de estar aqui a assistir ao enxudioso do Costa a ganhar Lisboa. Nhac!
Beijinhos
Só politiquices; este prémio é uma forma de condicionar Obama a portar-se bem. O homem ainda nem pôs cortinados nas janelas e já recebe um Nobel da Paz? Não tarda nada, é imortal.
ResponderEliminarAcho isto tudo um exagero, uma grandessíssima conveniência política e económica.
Não concordo... talvez quando Fechar Guantanamo e autorizar que os prisioneiros ilibados entrem no Estados Unidos, quando sais do lodo em que se converteram as guerras no Iraque e no Afeganistão, quando e se conseguir virar a página na politica americana... talvez aí. .se poderia pensar nisto... neste momento, o que fez ele para merecer o prémio?
ResponderEliminarE conste que eu até gosto do homem.
Jorge Soares
Indiscutível que as próprias reações negativas sobre a politica externa dos EUA sanaram bastante com a sua tomada de posse como Presidente dos EUA, mas daí a este prémio vai uma longa distância.
ResponderEliminarPode ser para o moralizar e incentivar a sua conduta, no entanto os Falcões das Guerras ainda permancem no Senado Americano.
Certo é que o Mundo acreditou neste Homem como uma mudança.
Esperemos que um dia, num timing qualquer, o Mundo não se desiluda.
ResponderEliminarMas isto sou eu a pensar, ou melhor a escrever em voz alta( é que este teclado faz muito barulho)
Feez bem em colocar a mesma foto do texto "incompreensivel", porque esta atribuição do "nóbel" da paz é igualmente incompreensivel.Está tudo doido.
ResponderEliminarNos 50 anos do asterix, fica bem dizer: "estes noruegueses são loucos".Assim vai o mundo umas vezes para trás, outras em ziguezague nunca para a frente, quando muito a fazer rotundas.
E se a atribuição fosse ume maneira "simbólica" de proteger Obama ? O prémio Nobel não é mais que símbolo.
ResponderEliminarAté agora ( há duas horas a meu conhenhecimento ) nenhum "grande " democrata felicitou Obama. Al gore e B. Clinton ( até agora há duas horas a meu conhecimento ) por exemplo. E os democratas não se exprimiram sobre o assunto.
Segundo ouvi J. Carter foi o único a felicitar Obama.
Pergunto-me se Obama não está bem só ?
E Viva o Porto !
Eis um prémio que não esperava minimamente. Para quem tinha dúvidas... a política é tudo!
ResponderEliminarEsqueci de acrescentar : "Sim nos podemos " foi um chavão.
ResponderEliminarChavão para quem pensa que a política só pertence aos políticos.
Raramente se viu uma frase ser mais potente que uma imagem, actualmente.
Nós podemos ! Sim somos nós que podemos !
Obama não fez mais que exprimir que a política pertence a todos e depende de todos. Nós podemos reenvia-nos para a nossa vivência diária e a nossa participação cívica no seio da sociedade.
Nem que seja pela vitória da frase sobre a imagem, a vitória da frase sobre o estado da imagem da política seductora , Obama merece.
Desde há muito não se via uma estruturação do pensamento. Obama rompe com o príncipio do prazer. Nós podemos ( força então = esforço ).
Obama não é um mágico !
Não concordo com a pol´tica estrangeira us . Mas algo mudou.
Nós podemos !
E Viva o Porto !
A atribuição do Nobel da Paz a Obama é um presente envenenado, pois depois do quase ultimato que fez ao Irão ficará de alguma forma limitado para actuar caso o Irão continue a ignorar os alertas. O mesmo aplica-se a outros palcos de conflito como o Afeganistão.
ResponderEliminarO Comité Nobel deixou meio mundo surpreendido e as reacções vão-se sucedendo a conta-gotas, e algo desconcertadas. Irão, e a amiga Venezuela de Chavez, apoiados em Portugal pelo PCP, poderiam aplaudir a atribuição e usa-la para condicionar Obama. Mas não, parece que todos estes, e outros, inimigos dos EUA vêm nesta atribuição uma ameaça em vez de uma ameaça. Palpita-me que no futuro esta nomeação poderá ser arma de arremeço contra Obama, nomeadamente em cenários em que os EUA tenham de actuar. Nesse dia os seus inimigos não exitarão em fazer desta nomeação um trunfo contra o Presidente dos EUA.
Caro Paulo Sousa ,
EliminarPouco importa ( maneira de escrever ) . Uma coisa é certa : Obama conseguiu mostrar que o discurso político pela palavra é ainda mais que forte que o Estado Sedutor ( pela imagem ).
Reduzindo ( falta de tempo ) : Obama mostrou que ainda não retrogradamos aos tempos dos vitrais.
Quaisquer que sejam os jogos ou apostas da geopolítica futura : As palavras de Obama ficarão para sempre. Tal como as palavras de Che Guevara.
E Viva o Porto !
O Nobel da Paz tem características diferentes dos restantes prémios atribuídos pela Academia Sueca. Desde logo, é atribuído em Oslo por um comité independente norueguês, laureando alguém ou alguma entidade que se distingue pela capacidade de resolver diplomaticamente diversos problemas, independentemente de ficarem concluídos ou não. Foi assim com Jimmy Carter, é agora assim com Barack Obama. Porque privilegia o diálogo e o bom senso entre os povos, porque ele próprio é o resultado da esperança e do sonho: ter sido o primeiro presidente afro-americano da história dos EUA. Um exemplo do idealismo norte-americano, ainda hoje cobiçado, abraçando causas como os Direitos Humanos e trabalhando internamente para um plano de reforma do sistema de saúde. Com Obama, voltaram as preocupações com o meio ambiente, com o desarmamento nuclear, com a desmobilização do Iraque e com a possibilidade do fim do embargo a Cuba. Apressou-se a condenar o golpe de Estado nas Honduras e a normalizar as relações institucionais com a Rússia, não esquecendo a tentativa de cativar o mundo árabe ao admitir a criação do Estado da Palestina , fundamental para a paz no Médio Oriente.
ResponderEliminarNegar isto, em menos de nove meses, é cair no discurso dos conservadores norte-americanos e de parte da esquerda europeia, recheada de tiques estalinistas.