Mudam-se os tempos.... (I)

“(...)

As listas são, todos sabemos, “fabricadas” seguindo (...) a pura lógica do voto, da oportunidade e da conveniência imediatas. A sua confecção constitui a altura certa para o ajuste de contas com o partido, com o amigo e com o inimigo, da lembrança para o padrinho e para o afilhado. As escolhas são feitas segundo o grau de obediência do candidato, em detrimento do mérito, da credibilidade e da competência comprovada.

Esta situação, tantas vezes repetida, faz afastar da política, obviamente, os mais aptos profissionalmente, os mais qualificados e sérios, os mais credíveis. Estes tem por natureza, uma escassa apetência para pactuar com a incompetência dos outros.

Aumenta assim, e entretanto, a abstenção ao voto e o desinteresse pela causa pública.

(...)”


Albino Januário (actual Vice-Presidente da Câmara e candidato a novo mandato), in O Portomosense, 10 de Fevereiro de 2005

Comentários

  1. Que bela descrição faz o autor de si próprio.
    encaixa-lhe bem.
    Mas não que nem uma luva.
    A sua vaidade;
    a sua visão mesquimha
    a sua ignorância
    e teimosia
    e espirito perseguidor,
    que só servem para
    tapar a sua incompetencia
    Teve um mérito
    apesar de tudo
    ainda pôs alguns travões ao INQUALIFICÁVEL
    Salgueiro.
    Que grande dupla governa Porto de Mós.
    E não só!

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  2. No dia em que celebramos a Républica, este regime permite-nos isto.
    QUE personagens do tipo descrito no comentário anterior, possam exercer poder.
    Pessoas caracterizadas por tudo aquilo,que os valores éticos desaconselham.
    Mas a troco da promessa de emprego,do favor, ou do courato com uma mini, conseguem alcançar essas posições.
    A ignorância e o interesseirismo popular legitimam a chegada ao poder destes energúmenos.
    Portugal como muda muito pouco, continua fiel a si mesmo.
    Como dizia o Eça de Queirós--"
    Perante um país desorganizado de um extremo ao outro, o que faz? Discute a questão das ostras."
    Agora discute-se os gays, as uniões de facto, etc, mas os mil e seiscentos milhões de € por hora, de aumento da divida, esses não nos preocupam.
    Viva a bifana e a mini, duas das conquistas de Abril, para governar Portugal.

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  3. É nestas alturas que a entrada de mulheres estragam " o esquema". Porque não estavam antes, porque desconhecem o funcionamento , porque podem ser a pedra no sapato, porque podem criar problemas e exigir a mudança.Elas andam por aí!!

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    1. Quand vai conseguir tirar a pedra...(calhau )do sapato?

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    2. Quando descobrir quem é o Pôncio!

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  4. Palmas Sr. Albino até que enfim o Sr. . admite que se fazem listas por encomenda, mas a mais coisas que se fazem por encomenda nestas alturas, ora vejamos.
    Abriu um concurso para a administrativa que o factor principal seria o currículo da apurada ,ora bem a pequena quarentona que tinha trabalho na Cercilei foi admitida "com um currículo que merecia ser exposto ihihihihihihijhi " e foi mandada embora uma funcionária que tinha 6 anos de experiência mas que o contrato terminou e é filha de um adversário politico a que por a andar. Por isso Sr. Albino quando o Sr. diz cito: As escolhas são feitas segundo o grau de obediência do candidato, em detrimento do mérito , credibilidade e competência do mesmo. Tenho a certeza ou que o Sr. foi cúmplice desta tramóia ou só anda a contar parafusos, e o que me diz do novo geólogo da câmara? Pelo menos sempre são alguns votositos que vêm. É assim meus senhores que temos sido governados , com cunhas, lembranças e outras coisas mais graves, não é verdade Sr. Salgueiro ? A nova fabrica de reciclagem de plásticos haha . Alguém que investigue porque é que alguns proprietários foram prejudicados em redor da mesma. A verdade é como o azeite mais tarde ou mais cedo vem ao de cima.

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  5. Habitantes deste concelho.
    TRÊS FACTOS RECENTES que mostram SALGUEIRO no seu melhor:
    1º afinal as obras no parque verde não avançam.
    Falta comprar terrenos. A máquina já foi mudada.
    Mas entaiparam tudo para dizer que a obra começou.
    Pergunta-se ainda:
    se a empresa que ganhou o concurso ainda não fez o contrato, porque razão andam as Construçoes PRAGOSA a vedar o terreno?
    O vencedor do concurso não foi o Pragosa.
    Cheira a esturro.
    2ª As obras da CASA VELÒRIO pararam.
    Parece que já não vai ser ali. As máquinas já sairam.
    Quem paga o trabalho já feito?
    E a reposição de terras?
    Assim se gastam os dinheiros públicos.
    Mas Salgueiro dirá que pensou melhor e mudou de opinião.
    3ª Salgueiro teve o despudor de ligar para o cunhado do candidato do PSD, em pleno local de trabalho e durante o serviço, para insultar o rapaz.
    Insutos e impropérios que fazem corar mesmo os mais duros de ouvido.
    Não espanta.
    Salgueiro no seu melhor.Sem principios,nem valores, a NãO SER OS SEUS INTERESSES PESSOAIS
    Portomosenses não podemos continuar mais 4 anos com este JUDAS.

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    1. O melhor preço não era das contruções Pragosa.
      Mas parece que se tinham enganado nas contas.
      E lá se arranjou maneira de se alterar.
      A empresa com melhor preço parece que reclamou.
      Mas que há trapalhadas, disso não há duvidas.

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    2. Sr. VERDADES nem o Sr. sabe quanto estes anos têm sido de e só dos SEUS INTERESSES PESSOAIS. SIRPLAS , J.LOURO , CONSTR:PRAGOSA ;GRUPO MENEZES e outros pequeninos que foram obrigados a contribuir para a causa Salgueirista. Mas mais anda a dizer, que tem em sua posse, fotocopias de cheques sem provisão de alguns menbros do PSD, chama falidos a todos quanto estam nas listas, cuidado Sr. Salgueiro que o Sr tem na sua lista um artista chamado Helder Paulino, que se não fosse a Junta de freguesia da Calvaria ,não andava de Mercedes e não construia e comprava tantas vivendas e terrenos. Quanto ás obras eu sempre disse que nada era feito, na Sexta - Feira do debate,, estava um proprietário na sala e ficou admirado por lhe estarem a vedar a propriedade e não lhe deram nenhuma sastifação, o por lá a máquina ,foi mais uma manobra de diversão ,para o povo ver, é fácil mudar um equipamento daqueles. Casa velório vamos pedir a todos os Santos que não comece a chover a sério senão o Sr. Salgueiro se já tem um problema fica com o camião da campanha cheio deles,e a vizinhança da obra com muitos mais. Quanto ao telefonema só demonstra a fragilidade da sua candidatura, sebem porque é que ele ligou para o trabalho do Sr. em causa, é que não tem nenhum filho a trabalhar na instituição do Sr.

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  6. Empresa essa que estrangula as pequenas empresas do concelho, adjudicando-lhes trabalhos e só paga quando bem lhe apetece, não cumprindo os acordos, mesmo os escritos.

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    1. Gostava que me dissessem em que é que estes comentários podem contribuir até apara a campanha eleitoral, para já não falar no interesse do concelho. Não é com este género de desconfianças que se pretende acabar?
      É simples é irem votar!
      AFINAL AS EMPRESAS REFERIDAS AO QUE SEI SÃO AQUELAS QUE VÃO SUBSITINDO, QUE VÃO DANDO EMPREGO, PAGANDO ORDENADOS E OS SEUS IMPOSTOS.
      Mais, a Empresa construções Pragosa é uma das melhores empresas do País no sector em que está, já diversas vezes premiada e em vez de ser alvo de ataques deveria merecer mais o respeito e carinho de todos.
      Provavelmente até contribui legalmente para as campanhas de todos os candidatos, por isso é melhor não irem por aí.
      Por isso no domingo o meu voto não vai para o salgueiro nem vai para o julio. VOU VOTAR NA CDU!
      Está aberto o movimento de apoio ao candidato da CDU para destronar o Rui Neves!
      Votar na CDU é retirar ao PS um Vereador. Quem é que quer Rui Neves na Câmara?

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    2. Claro que preferia acrecentar mais um Vereador ao PSD.... digo eu!

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  7. Este texto, tem todo o sentido, no momento atual.
    Como sabem, no mandato municipal de 1983 a 1985 (eram apenas 3 anos) exerci funções de vereador na Câmara Municipal de Porto de Mós, pela então APU, cujo presidente do PSD( Artur Pontevviane) delegava pelouros a todos os vereadores.
    Por essas alturas, o poder local dava os primeiros passos na perspetiva do desenvolvimento económico, cultural e de ordenamento do território.
    Não estando agora para fazer história desse mandato, quero apenas referir 2 aspectos que me parecem relevantes, comparativamente ao atual estádio de desenvolvimento e ordenamento económico do concelho.
    1º. Foi neste mandato que se iniciaram os primeiros trabalhos de campo e de base técnica e social para a elaboração do PDM, cujo instrumento de gestão do território, apenas existia em Lisboa e penso que dava os primeiros passos também em Évora. Este projecto, tinha como custo municipal, apenas as instalações do município e as despesas inerentes à parte administrativa e logistica dos técnicos aqui em serviço, os quais foram cedidos gratuitamente ao municipio de Porto de Mós, pelo então equiparado Ministério do Ordenamento do Território.
    Infelizmente o executivo seguinte, teve o demérito da eficácia negativa. Acabou com este gabinete de planeamento, por visão curta do progresso, pensando que o mundo era apenas o concelho de Porto de Mós.
    2º. Os mandatos de quase todos os eleitos, eram feitos de grande empenhamento e o número de intervenções nas assembleias municipais eram genericamente de grande debate e participação politica, dado que todos desejavam opinar com soluções, naturalmente diferentes, mas com muita qualidade. Demoravam é certo muito tempo, mas não se considerava nunca o tempo como fundamental, quando havia tanto problema a que dar resposta..
    Na altura, as senhas de presença e os vencimentos (Presidente de Câmara e vereadores e deputados municipais) eram quase insignificantes e os presidentes de Junta de Freguesia, não recebiam qualquer valor monetário pelo exercício do cargo. Eram de facto os nossos melhores que se entregavam à causa pública e não esperavam a tal benesse que depois se veio a desenvolver.
    Nessa altura, muitos dos que agora estão no poder, já eram crescidos, mas como nunca quizeram dar nada a sociedade em que se inseriam, mas apenas estar em posições para oportunisticamente se servirem delas como trampolim, passaram para o outro lado da barricada. Neste contexto, as palavras ditas em 2005 pelo Sr. ALBINO JANUÁRIO, TINHAM SENTIDO.
    Por razões de saúde, de cansaço e de alguma desilusão por não ter conseguido demonstrar aos eleitores grande parte dos meus projectos para Porto de Mós, decidi afastar-me da politica partidária activa.
    Quero porém aqui expressar aos meus camaradas Luis Carreira e António Ferraria, toda a minha solidariedade, fazendo força para que a vossa e minha mensagem - a C.D.U.(estamos unidos) chegue ao maior número de eleitores e lhe provoque o gozo e a felicidade de votar na CDU, como o voto dos não resignados e dos vencidos, mas dos resistentes e vencedores de ideias e projectos- a utopia necessária, mas alcansável em projecto real. VIVA A CDU

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    1. Corrigir para "não como o voto dos resignados e vencidos" em vez de "como o voto dos não resignados e dos vencidos"

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    2. Não resisto a fazer um comentário ao Carvalho.
      Como se sabe estou a anos-luz do modelo de sociedade defendido pelos comunistas.
      No entanto, admiro-os em dois aspectos:
      são coerentes.
      É dificil fazer um acordo com eles.
      Mas quando fazem, não roem a corda, ao contrário dos socialistas, que de manhã é branco, á tarde preto e á noite temos de voltar a discutir.
      são leais
      divergem,discutem, pintam a manta na defesa daquilo que consideram o melhor.
      Mas hipocrisia, falta de caracter, má convivencia com a verdade, não é com eles.
      Tive o prazer de trabalhar com o Carvalho 8 anos.
      Hoje trabalho com outros dois comunistas num grupo de 11 pessoas.
      Quando a honradez, a verticalidade, a coerência, tem sentido, o relacionamento pessoal é facilitado.
      Não quero com isto dizer, vote-se CDU.
      Mas é francamente melhor do que votar em tudo aquilo que está longe daqueles principios.
      Por mim a escolha está feita.
      Uma ultima nota.
      Quando o Carvalho afirma que o executivo seguinte não prosseguiu com o PDM.
      Fê-lo 5 anos mais tarde.Na altura eu próprio tinha imensas dúvidas sobre o processo.
      Hoje com a distância que o tempo nos permite ajuizar, penso que perdemos tempo.
      Mas, as reservas ainda hoje mantenho, porque se trata de instrumentos de gestão pouco flexiveis, burocratas e de muito dificil articulação nas relações com a administração central.
      Quando saí da Camara eu afirmava que o PDM em revisão ( o nosso PDM foi aprovado já eu era presidente em 1994, e foi o primeiro do Distrito de Leiria), precisava de mais 6 meses para estar pronto e ir para discussão pública.
      Fui acusado de o ter metido na gaveta, porque estavamos em ano de eleições.
      A outra força concorrente prometeu que se ganhasse o PDM era logo aprovado.
      Durante dois anos nada fizeram, saiu correcções á legislação em 2007, no sentio da sua simplificação , e hoje 4 anos depois, tudo está na estaca zero.
      Enfim, retirem-se as lições.
      Cumprimentos

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  8. Caro anónimo, lá por as Construções Pragosa serem de facto uma empresa de referência no seu ramo e à sua dimensão, não lhes dá o direito de fazer "gato sapato" dos subempreiteiros que contracta.

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