Obviamente oponho-me!

 Esta semana, no  Jornal de Leiria   escrevi este artigo:


 


     "Depois deste corrupio eleitoral é tempo de assentar a poeira , limpar cenários, recolher, os louros ou os cacos conforme o caso. Quem ganhou deve governar , quem perdeu deve preparar-se, todos os dias, para o próximo acto eleitoral, daqui a 4 anos. Neste quadro idealmente democrático deveria ser consensual o seguinte: quem ganhou governa quem perdeu fica na oposição; ambos   por direito próprio através do voto dos Portugueses. Governar em democracia exige uma oposição forte, leal e fundamentada. Lamentável e sistematicamente   a oposição tem sido tratada invariavelmente ou como “baixa política”, “politiquice” ou “maldizer”. Repetiu-se outra vez no dia 28 de Outubro. Com um novo ciclo iniciado é, seguramente, oportuno salientar que a oposição tem estatuto,  responsabilidades, contas a prestar e vigilância democrática a respeitar. Tudo em letra de lei - Lei 24/98 de 26 de Maio. “ Entende-se por oposição a actividade de acompanhamento, fiscalização e crítica das orientações políticas do Governo ou dos órgãos executivos das regiões autónomas e das autarquias locais de natureza representativa – (Artº 2). Como a cada direito corresponde um dever, não podemos ignorar que  há deveres de lealdade   de quem governa como por exemplo : informar atempadamente e consultar   previamente  as oposições sobre matérias variadas . Confundir a critica política com cantigas de escárnio e maldizer  é  levantar poeira e desconsiderar  o adversário . Contudo,  nesta matéria (como em muitas outras) gostaria mesmo de estar enganada e poder pronunciar-me,   favoravelmente sobre o  “grau de observância do respeito pelos direitos e garantias constantes” na lei atrás referida. Em Março!


            Não está fácil!


            Os exemplos vindos de S. Bento e os ecos a nível local não anunciam uma grande cooperação com as oposições. O diálogo depressa se transformou em pressão. E ainda agora começámos!


            Convém, também, esclarecer e provar, se um programa foi votado em bloco, e, se há ou não razão para prosseguir políticas que não foram sufragadas por uma maioria inequívoca de eleitores. É interessante quando se colocam questões tão simples como estas: é ou não a favor dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo ou concorda com a localização da Casa Velório na vila de Porto de Mós. Maioritariamente a resposta é não.   Quase que poderia afirmar fim     que estas duas iniciativas , uma local e outra nacional , apesar dos seus proponentes/ candidatos eleitos as incluírem nos seus programas eleitorais , não são de facto as medidas que a maioria dos eleitores aprovariam se fossem consultados sobre cada uma delas a 27 de Setembro.   Estas matérias e outras( TGV , eutanásia, testamento vital) vão trazer problemas.  


Discutir-se-á , espera-se com seriedade, a legitimidade ou falta dela para impor decisões desta natureza. Os dados estão lançados, mas o jogo só agora começou.


 Eu obviamente me oporei a ambas as questões. Uma porque já está resolvida e bem na moldura legal actual sem precisar de alteração ( o casamento), a outra porque está mal resolvida, pior explicada e incrivelmente mal localizada ( a casa Velório de Porto de Mós)


         Sem medo e sem complexos, obviamente oponho-me!


         Será esta   tomada de posição “ politiquice?"


 

Comentários

  1. Explique lá o que diz a lei sobre o casamento gay, para que o problema esteja resolvido por natureza?
    Mas a oposição local, vai ficar a cargo de quem sofreu humilhante derrota e sem culpados para tal?
    Localização casa velório, merecia revolta popular, mas acha que alguém está para se chatear?

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  2. Que chatice de Srª, mais 4 anos a dizer mal do Salgueiro haja paciência

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  3. Esperava outro tipo de reflexão:
    Os Srºs escreveram e não retiraram da pagina
    " 2 filhos do srº Salgueiro deslocaram-se ao local com um carro de campanha" " acção por si só já revelador de falta de educação" "são indignos e com falta de formação " " não sabem destinguir o bem do mal"
    Estes rapazes já fizeram campanha pelo seu marido, eram eles que fixavam os cartazes com a cara dele, foram filiados no nosso partido até a srª mais o seu marido expulsar o pai deles, o seu marido ganhou com os votos das Pedreiras, nós Portomosenses não tratamos assim os nossos conterraneos, apresentem queixa contra estes senhores...

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  4. ...nao é politiquice.
    ...é interesse.
    ...o velório é ao lado da Igreja.
    ...o casamento homossexual é fantochada.
    ...como estamos todos endividados, ambos servem pouco.

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  5. Nu...ticia de ultima hora: Foi decretado que em Porto de Mós é proibido morrer ás quintas e sextas feiras para não prejudicar os feirantes. sim estou de acordo assim pode haver periplo pelas ruas da vila morto acima morto abaixo acho que ali é o sitio indicado ou melhor dentro mesmo do mercado ainda era melhor porque lá arrecadações disponiveis e assim não se gasrava dinheiro naquela obra. Sr Albino estude esta proposta

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  6. casamento dos pa.......ros não levem aonde quiserem casar não e muito menos adptar crianças, TGV E aeroporto mais divida menos divida que se lixe já estamos lixados ficar mais um pouco que se lixe

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  7. Jorge Vala, vai ao blog da ADP e veja quem são os palhaços que mexem em Porto de Mós neste momento e quem eram em 1995,foste tu que ajudaste decididamnete para criar os monstros de 2009,, a culpa é tua só porque nunca tiveste os cojones no sitio para assumir o quer que seja, agora, agora lambe de arrepio as feridas que ajudaste a abrir em Porto de Mós, és um dos culpados por colocares sempre os teus interesseses pessoaisá frente dos interesses dos Portomosenses, portanto CALA-TE tu e a Ana TAMBÉM! falem de paneleiros que é melhor!

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  8. Impressionante! A diferença entre o que pode ser uma conversa de anónimos no post abaixo em que se trocam ideias e se esgrimem argumentos e o que é esta má língua e ataque pessoal é evidente.

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    1. Já tinham saudades minhas Irene!

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    2. Esta fala de má lingua, teve sorte não morder a lingua estes 4 anos

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  9. Estou impressionada com o post, com os comentários e com a mistura disto tudo.

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    1. Dos comentários já vai sendo hábito, mas gostrai de saber os motivos que a impressionaram no post. Adivinho uma conversa interessante.

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    2. Então, compreendem melhor este país...

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    3. agora, imaginem no poder público, seja em s jorge, em porto de mós seja em lisboa, ah aqui é mais fino, logo ...a coisa ficará mais alta para a encharcadela ser maior...pela gravidade.

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  10. Ao ler os comentários deste anónimo, lembro-me de uma frase de um poeta sevilhano, António Machado, que afirma-
    "Tudo o que se ignora se despreza."
    É o destino deste anónimo, até porque aquela frase era destinada ao néscio.
    O que será?

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  11. Custa-me sempre ver gente que não dá a cara a apontar o dedo a quem a dá, seja na internet, seja onde for.

    Gostaria de aproveitar este espaço para manifestar a minha incredulidade em relação à localização da nova casa-velório.
    Pior que isso, acho ridículo transformar um assunto tão sério numa questão de implicâncias pessoais e de teimosia. Estamos a falar de uma obra que vem colmatar uma lacuna grave nos serviços do nosso concelho, e sem querer sequer falar do dinheiro investido, é importante não nos esquecermos de ponderar todas as consequências que podem advir de uma série de más decisões. É uma qualidade nobre, saber admitir um erro e saber voltar atrás na palavra, ou na obra, se for caso disso.

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    1. Atenção, para que não haja nenhum equívoco.
      Não considero que quem se oponha à, tão badalada, má localização da obra em causa, o faça por mera orientação política ou antipatia partidária, penso que é uma questão de bom senso.

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