Previsões! Optimistas?
A Comissão Europeia acaba de divulgar as previsões macroeconómicas para a União e, naturalmente, para Portugal. São previsões revistas em alta, mesmo para o nosso país!
A zona euro terá, este ano, uma quebra de 4%. Em economês, um crescimento negativo de 4%. Portugal, crescerá negativamente este ano 2,9%.
Até poderia parecer uma boa notícia, mas não é! Para 2010 e 2011 as previsões de crescimento apontam, respectivamente, para 0,75% e 1,5% para a zona euro e 0,3% e 1% para Portugal.
E isto não é só uma má notícia. É péssima! Continuaremos a divergir, a afastar-nos dos nossos parceiros europeus. Mas, pior ainda, com esse crescimento não é possível baixar o desemprego. Desemprego que, nestas mesmas previsões, não chegará a atingir, ao contrário do esperado, os dois dígitos. Isto é, ficará aquém da taxa de 10%. Mas será isto possível? Não será que essa taxa não foi já atingida?
Fica a sensação que alguém está a olhar para o desemprego com os olhos muito embaciados. Talvez seja por isso que esteja em curso uma revisão do conceito de pleno emprego. Desde meados da década de 90 que se institucionalizou a barreira dos 5% como taxa de desemprego de referência para o conceito (como se sabe o pleno emprego não existe como conceito absoluto, o desemprego é intrínseco ao próprio sistema). Está agora em curso uma revisão dessa taxa para 7%. Ou seja, aquilo que era uma taxa de desemprego preocupante há dois anos atrás querem agora os economistas que passe a corresponder ao conceito de pleno emprego!
Eu, que também sou economista, protesto! Não é a lavar a cara desta forma que se limpa o sistema e se resolvem os reais problemas da economia.
Para o deficit orçamental português também não há boas notícias. Que atinja, este ano, os 11% na Espanha, Grécia e Irlanda não serve de boa notícia para os nossos 8% (e não 5 ou 6, como vem dizendo o Ministro das Finanças). Se os 5% previstos para o próximo ano, no meio de tudo isto, até já nem nos espantariam, os 8,7% previstos para 2011 são dramáticos. Porque é um recorde que nos remete para o início dos anos 80, quando o FMI por cá andou (lembram-se?), e porque é este o ano que a União Europeia determinou para pôr fim ao regabofe que nasceu da crise internacional. Nesse ano regressarão os critérios de convergência, com o limite de 3% para o deficit. Que Portugal, como habitualmente, irá cumprir. E sabemos como! Com desorçamentação, o que quer dizer mais institutos, mais fundações… Enfim mais não sei quantos sacos azuis do Estado, com as consequências conhecidas!
A dívida pública também se agravará. Passará dos 66,3% do PIB de 2008 para 77,4% neste ano, para 84,6% no próximo e para mais de 91% em 2011, sempre bem acima do limite imposto pelos critérios da EU. Mas isto é falar da dívida pública porque, se falarmos de endividamento nacional, com os TGV´s, aeroportos e auto-estradas…
A festa está bonita, pá!
Sugestao:
ResponderEliminarVender ao m2 os terrenos situados nas praias do algarve, alentejo e minho aos angolanos...só porque os vietnamitas estão longe...
...e andam uns tipos em lisboa a discutir o "casamento"...
ResponderEliminarHá uma variável não divulgada que está a ajudar a baixar o desemprego. A imigração não pára de aumentar. Sobre isso, estranhamente, não há números nos media...
ResponderEliminarPelo debate que está a decorrer, esses números para Portugal estão todos errados...
ResponderEliminar"não é preciso alargar o prazo para o subsidio de desemprego,porque o existente é o incicado para o que estamos a viver agora":PM
@povilaforte Mas quem se lixa é o tuga... RT @prc2cv MFL fala em chinês para Sócrates - "Endividamento" - Sabe lá ele o que isso é.
ver mais em:
http://twitter.com/povilaforte
como se em 2011 houvesse dinheiro para o subsidio de desemprego...está tudo grogue.
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