Referendo (casamento entre homossexuais)

Ainda há poucos dias, a partir de um post do Pedro Oliveira, que se interrogava sobre o que deveria ser referendado, este assunto foi aqui tema de ampla discussão.


Volto a ele!


Entendo que a opinião pública, os media e mesmo a classe política, usa e abusa do tema do referendo que, de resto, foi durante muitos anos proibido pela Constituição da República de 1976. Sou dos que pensam que há que pôr alguma ordem na utilização, efectiva ou de dialéctica, do referendo. Que questões de consciência não se referendam e que direitos inalienáveis de minorias não podem ser sujeitas à ditadura das maiorias!


Ao invés, entendo que grandes e decisivas questões nacionais, sejam ou não transversais aos programas dos partidos políticos (que ninguém lê!) sufragados nas mais diversas eleições, devem ser objecto de legitimação através desse instrumento, inquestionavelmente democrático. E porquê? Porque nada garante que uma questão de evidente relevância nacional, pelo simples facto de constar nos programas dos principais partidos ou de, mesmo não constando, ser pelos mesmos apregoada, ser ela própria a razão da sua expressão eleitoral. Porque cada eleição tem um fim próprio!


Nesse sentido sempre me manifestei, por exemplo, pelo referendo das questões europeias. Sendo um europeísta convicto, entendo que o nosso sentido europeu deveria legitimado explícita e conscientemente através de referendo. E entendo mais, entendo que quanto mais claramente fosse expressa a opção europeia pelos respectivos povos, e não só pelo nosso, mais segura, consistente e afirmativa seria a construção do edifício europeu, da nossa verdadeira casa comum.


Não posso deixar de estranhar que as elites políticas tenham negligenciado por completo, ou mesmo combatido, essa vertente de utilização do referendo e se revelem tão espontâneas e convictas em referendar, por exemplo, o casamento entre homossexuais. Talvez deixe de estranhar quando vejo que, nas actuais condições do país, seja este, para essa mesma elite, o problema fundamental do país. Tão fundamental que exige um referendo!


Sou dos que pensam que não é o casamento, reivindicado pela comunidade homossexual, que fará qualquer diferença. A igualdade de tratamento perante a lei pode e deve ser obtida por outras formas. Sou igualmente dos que pensam que esta exigência pode não passar de um oportunismo circunstancial. Mas também sou dos que pensam que, a ir avante, o casamento entre homossexuais não põe em causa coisa nenhuma e que pode perfeitamente sair do quadro parlamentar, sem terem que nos maçar com mais invenções e objectos de distracção, quando temos tanta coisa grave e verdadeiramente importante com que nos preocupar.


Aceito que, depois de tantos e tantos anos de descriminação, repressão e de humilhação os homossexuais aproveitem todas as janelas de oportunidade para reclamar condições de igualdade, mesmo as que nos possam parecer mais despropositadas. E percebo mal que, instituições como a Igreja Católica, se metam nisto da forma como o está a fazer. Sabendo que, levando à imposição de referendo despropositado, utiliza a sua imensa maioria para interferir numa matéria que, a meu ver, lhe não diz respeito. Tão simplesmente porque não se trata de casamento católico!


Acharia bem a Igreja que houvesse um referendo sobre o casamento dos padres, ou o exercício do sacerdócio por mulheres?


 

Comentários

  1. os seus colegas vazaram?onde anda a ana?

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  2. o casamento entre sacerdotes só diz respeito à Igreja. Logo não é argumento.
    O exercício do sacerdócio por mulheres só diz respeito à Igreja.
    Logo...repete-se.
    Estamos a falar de toda a sociedade! Não estamos a falar de uma instituição com regras claras à partida!
    Não se desvirtue sob aparência de argumentos de validade zero que só o desatento ou incapaz de realizar simples operações intelectuais não perceberá na falácia em que incorre.
    O problema é :
    ESTÁ a sociedade portuguesa interessada em alargar a esfera do casamento a pessoas de género igual? É útil?
    É só isto.
    *
    O casamento é algo que este tempo não percebe.
    O casamento tem valores há muito perdidos.
    Não me parece que seja o grupo dos homossexuais a reinventar os valores do antigamente...mas deixá-los.
    E nós os polígamos?
    Ludendi...
    Não posso aceder a todos os efeitos de ser mórmon, ou muçulmano...
    Há discriminação por limitação à liberdade religiosa...
    Pergunta:
    CONCORDA COM o CASAMENTO SOB DUAS OU MAIS PESSOAS INDEPENDENTEMENTE DO GÉNERO?
    *
    É clarto que para todos entraremos na maior desorganização...é mais um desejo de queda do Ocidente.

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    1. LOL

      Há pessoas engraçadas, o casamento dos padres só diz respeito à igreja, ora, não é essa igreja que diz que 90% da população é católica?, nesse caso não deveria dizer respeito a 90% da população?

      Em que é que o facto de duas pessoas individuais, anónimas, se casarem ou não afecta a sociedade em geral?, eu sou heterossexual, em que é que o facto de eu me casar ou não afecta a sociedade? e o que é que interessa se é útil ou não?, em que é que isso vai afectar a sociedade?

      O casamento é um simples papel, um contrato, o que realmente dá os valores a uma relação não é esse papel, é a convivência, o respeito, o amor a lealdade, você caro anónimo, precisa de um papel assinado para algumas destas coisas?, é incapaz de as viver se não tiver um papel assinado em que diga que está casado?...e muda alguma coisa se este sentimentos forem entre duas pessoas do mesmo sexo? Perguntará o senhor para que é que eles se querem casar nesse caso, bom, eles querem, lá terão as suas razões, que serão tão válidas como as suas ou as minhas, mas isso só lhes diz respeito a eles.. ou o senhor pediu autorização à sociedade para se casar?


      Jorge Soares

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    2. Jorge: é verdade , mas está a falar de quê? do povo ou da organização formal, é que foi um orgao da Igreja a CEP que falou, logo estamos a falar dos princípios de norteiam uma instituição, e daí que nao se referenda os princípios que a instituição tem dentro de si, quem quiser pertencer já saberá à partida tais princípios...
      Jorge: milhares de anos, é discurso do caco, do falar, do debitar palavras sem relação subjacente. O casamento é uma prática de organização social, como muitas que o tempo ofereceu para crescermo-nos e organizar-mo-nos...
      Agora não venha é desconversar: tb podia dizer que há homossexualidade na Natureza Animal...e?

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    3. E o Jorge pede autorização para votar? Não, mas pede...tem de ter 18 anos...p. ex. O que se pretende dizer é que há regras que sao feitas precisamente para nao obedecer aos quereres de cada um! se assim fosse, desordem.

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    4. E alguma vez se referendou se as restantes pessoas se podem casar ou não? não, quem quer casar casa, quem não quer casar não casa e há cada vez mais pessoas que decidem não casar, e isso não as impede de formar família, ou por acaso acha que todas essas pessoas que pagam impostos como família, vivem como família, tem filhos como família,, não o são só pelo facto de não terem um papel assinado?

      Não percebo porque é que diz que milhares de anos é o discurso do caco, a sociedade organizou-se me famílias muitos anos da existência de qualquer vinculo legal, e já existiram sociedades em que a homossexualidade era normal e aceite... mas claro que isso foi antes de a igreja católica ter instituído o obscurantismo da idade média.

      E não, os animais não são para aqui chamados para nada, estamos a falar de pessoas e de igualdade de direitos,... e é só!

      Jorge soares

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    5. Sabe, até há 35 anos havia regras que impediam que tivéssemos esta conversa, e havia uma regra que impedia de fumar sem ser debaixo de telha, e durante muitos anos havia uma regra que impedia as mulheres de votar.... também eram regras que alguém achou que não podiam ficar ao arbítrio do querer de cada um... felizmente existiu quem lutasse para essas regras serem mudadas.... e felizmente há quem lute para mudar estas.

      Jorge soares

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    6. Compara liberdade de expressao com homossexuais?
      Compara estes com a proibição de fumar...Valha-nos Cruz Santíssima!
      E porque não DIZER TODAS MAS MESMO TODAS AS REGRAS vão MUDAR...?
      Imagine,
      a capital de Portugal é Kinshasa, do Zaire é Montevideo; o norrte fica para Loulé; hoje é domingo, e vamos almoçar à 9 da noite...
      É perceptivel...que nao bate a perdigota...

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  3. A Igreja Católica mete-se porque faz parte da sociedade civil.
    Numa comunidade política laica, e que o deve ser, a Igreja deve intervir!
    Sejamos francos, a imaturidade desta sociedade civil vê-se quando a Igreja Católica é a única instituição que faz frente real ao Poder.
    A Igreja Católica faz parte da Memória Coectiva Nacional há séculos...não se retira por decreto.
    A Igreja Católica tem a maior rede de solidariedade concreta do país...
    Acho bem que a Igreja intervenha...à falta de todos! Intervenha sempre e todo o sempre!
    E seria bom que a comunidade política soubesse escutar...para bem decidir, independentemente de discordância.

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  4. Referendo sim.
    Voto contra o casamento dos hossexuais.
    *
    O casamento foi feito para a conservação da espécie biológica.
    *
    O casamento é uma memória formalizada contrafacticamente à desordem do todo.
    *
    O casamento é o futuro de um ser que vê no tempo um pai e uma mãe.
    *
    O casamento é diferença na identidade.
    Agora,
    o que traz o casamento homossexual?
    --a preferência no direito de transmissão do arrendamernto.
    --a escalada à herança.
    ...é isto?
    Muito...muito...muito fútil...

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    1. Se o casamento foi feito para : "O casamento foi feito para a conservação da espécie biológica", como é que explica a existência de vida nos milhares de anos antes de ser instituído o casamento?

      Definitivamente anda gente engraçada por ái.

      Jorge

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    2. Jorge: a sua simplicidade desafia ... vejamos, seria melhor andarmos a retirar o q é dos outros, como se fez há centenas de anos? Já havia propriedade antes das policias...No casamento o valor compreendedido por todos foi elevado a norma de validade universal num esforço próprio de ordem, ordenação; não gosta de ter a sua casa arrumada?

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    3. Gosto, mas continuo sem perceber, o que é que me impede de ter a casa arrumada se não me tiver casado, e o que é que eu tenho a ver com quem vive na casa do lado?

      Toda esta discussão não é sobre casamentos ou família, é sobre direitos e discriminação....

      Jorge Soares

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    4. Jorge caríssimo, era só uma metáfora, um símbolo descritivamente exteriorizado...significa que há necessidade de ter alguma ordem no nosso círculo, no nosso espaço.
      Há discriminação quando coisas iguais sao tratadas desigualmente...um homem e um homem num casamento, com o anel posto bilateralmente,nao é discriminação...é mudança de natureza das coisas. Há coisas que não devem mudar.

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  5. A questão do casamento entre pessoas do mesmo sexo tem sido aqui amplamente debatido , na minha opinião, já disse isto antes, está-se a dar mais tempo de antena, mais importância, a um assunto que não é mais do que uma forma de alguns retirarem algum proveito social desta situação, governantes que vão aprovar esta lei, e uma forma que alguns (casais do mesmo sexo) têm para impor aos demais um conceito que em nada beneficia o resto da sociedade.

    Sim trata-se apenas de questões materiais nada mais ....

    Cumprimentos,

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  6. Outrora este blog postava muito mais sobre assuntos do concelho ou mesmo do distrito
    E há tantos problemas para chamar a atenção. E tantas sugestões a dar.
    Estou de acordo com o Marco.
    O País, o Distrito e o Concelho tem problemas graves, como por exemplo o desemprego, a segurança, enfim tanta coisa.
    Dedicarmos tempo e energias sobre os casamentos gays numa época em que nitidamente o casamento enquanto instituição está em queda livre.
    Estamos em plena crise com dificuldades enormes e já se pensou que verba se gastará para fazer um referendo sobre essa matéria?

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  7. Mas ainda perdem tempo com estas questões?! O Casamento cada vez mais é um negócio de alto risco.
    Alguém alguma vez proibiu ou proibe os Gays ou Lésbicas a viverem juntos?!
    O que é preciso é talvez mudar a legislação do código civil para que TODOS possam testamentar para quem quiserem em vida todos os seus bens pessoais.
    Bom..vão-se entretendo a falar nestas coisas e na Gripe dos porcos.
    Eu Sou Contra este tipo de casamentos.Vale o que vale.
    Mas quanto mais conheço os animais mais gosto deles. Realmente os irracionais ainda continuam a defender e preservar o direito de familia enquanto os humanos querem inverter tudo.

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  8. Maria Antonieta: isto interessa ao concelho, são os nossos filhos, netos...interessa a toda a Nação, seja Pátria ou Mátria.Interessa ao MUNDO DO HOMEM.

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  9. Verba? Posso dizer: menos que o passe do cristi ronaldo, menos que 19 km de auto-estrada...vale a pena discuir ...ok? nao se referenda e tudo vai ...é isso?! Por causa de uns milhoes...ó santos...mais milhao menos milhao, IMPORTA È QUE GAYS nao se casem...namorisquem...é mais moderno...

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  10. "há que pôr alguma ordem na utilização, efectiva ou de dialéctica, do referendo. "
    Óh Eduardo veja lá a coisa...é que o povo nao participa...não põe a sineta, percebe?! A sineta, a participação nas nossas aldeias era à luz da sineta, percebe?! Não coloque a historicidade hegeliana no meio da fenomonologia da dialéctica do referendo...o povo não marcha...nao gosta...nao vai. Ponto.
    O que não significa que nao referende...nas eleições também é livre para nao pôr cotos...

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  11. Unamo-nos em torno do apoio ao Governo na marcha azul, amarela, laranja e verde, unamo-nos, lusos, é pôr-lhes sal e tudo marcha...avante...avante...o homem transforma-se, o limite da Natureza.

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  12. Gostei do seu texto . Gostei porque levanta , quanto a mim, a problemática do referendo e do seu valor legislativo.

    Um referendo não parece ter qualquer peso legislativo. Se assim fosse nunca a França teria assinado ou retificado o tratado de Lisboa.

    ( também é verdade que o sistema presidencial não é bem o mesmo . Mas bom )

    Ao mesmo tempo , salvo erro erro meu, a ideia de referendo começa a se generalizar nos fins dos anos 80 e é uma revendicação de partidos populistas.

    É ou não um referendo uma forma de descreditar a democracia parlementar ?

    Um referendo só propõe duas casas ou cruzes. Uma eleição propõe várias.

    Como muito bem escreve , "cada eleição tem o seu fim próprio " . Por essa razão, pertence aos partidos de definir e cumprir os seus programas. Não acredito que os eleitores sejam cegos.

    Assim, propor referendos é excluir a ideia de duração no tempo. Não sou muito a favor da democracia directa e imediata.

    Não conheço a sociedade Portuguesa.

    O Presidente da Camera de Paris é homossexual. Qual a crise se faz correctamente o seu trabalho ?

    Não vejo qualquer problema a que haja casamento entre homossexuais. Se são mais felizes qual a crise ?

    Aqui podem viver juntos e ter as mesmas regalias fiscais que os casais hetero.

    Contrariarmente ao que foi escrito em cima, penso que é uma questão importante.

    O que é certo é que uma sociedade que pergunta, em primeiro, quem és tu e donde vens, em vez de perguntar o que sabes fazer, corre geneticamente o perigo de ficar endogamica e, por isso, só dar à luz taras.

    Obs : Não sou homo nem militante pró homo. Sou casado e tenho dois filhos. Acho apenas uma aberração que, em certos países europeus, no sec XXI ,uma moça ou um moço não possa viver livremente a sua sexualidade hetero, homo ou bi.

    E já agora, não se trata de publicidade mas informação mas vão ( ou ide ) ao cosméticas para lerem o que fizeram a Alan Turing. Salvou a Europa : Mas como era homo pagou caro a sua identidade.

    Não deixa de ser curioso que no meio de este debate ou confronto se esqueçam os bisexuais ?

    E Viva o Porto !



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    1. Caro Portomaravilha,
      Entendeu o texto como eu. A questão inicial não é uma apologia dos direitos dos homosexuais, mas um debate sobre os referendos em si. Como já aqui escrevi há dias, ser a favor ou contra um possível referendo sobre os casamentos gay, quase que significa que se é contra ou a favor eles, pois todos acreditamos que se a questão fosse a referendo haveria portugueses que, ao contrário do que é habitual, se recusariam a abster-se e mobilizar-se-iam para votar contra qualquer alteração do conceito do casamento.
      Esse facto faz com que todos os que foram favoráveis ao referendo sobre o Tratado de Lisboa, agora puxem pela cabeça para justificar que um referendo nem sempre se justifica.
      Qual deve ser o critério? A questão é pertinente e ninguém se atreverá a responder.

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    2. que me desculpem este sr fala tanto do que não sabe porquê? quero eu lá saber de França eu estou em Portugal e tou farto que nos critiquem, se França é tão bom fique aí com eles e não se meta na vida de quem é Portugês e gosta de cá viver e nunca trocaria o nosso Portugal, por muito que esteja mal, para ir viver para outo país. fique com as suas ideias.
      AH e desculpe mas o seu porto tá muto bem e recomenda-se e pena é não ter médias de assistencia de 40000 ás segundas feiras nem aos domingos quanto mais

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  13. O Sr. Porto maravilha escreveu tudo ... em França pelos vistos têm os mesmos direitos que os demais, nada mais correcto, trabalhem como os hetero , descontem como os hetero , deixem os seus bens a quem queiram de acordo com a legislação em vigor para cada ser humano, tudo sem por cento correcto.

    O que é que o casamento tem a ver com isto tudo? nada. .... e depois do casamento o que virá? todos sabemos o quê!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    Agora temos aqui escrito sobre direitos para os casais homossexuais , uma vez mais os direitos, palavra esta que surgiu com o 25 de Abril, e parece ser a única que interessa nesta sociedade, direitos direitos e direitos, e onde estão os deveres???????????

    Vivam a vida como quiserem, façam o que bem entendam, tenhas as mesmas condições perante a lei, quer em direitos quer em deveres (arrendamento, compra de casa, efeitos fiscais, partilha de bens, testamentos.... e chega), agora nunca se deve esquecer que também têm deveres perante a sociedade, principalmente o dever da decência (é claro que há muito hetero pouco decente .... mas paradas gays!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


    Cumprimentos,

    P.S. feito o casamento segue-se a adopção ....

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    1. Marco, vou-lhe fazer uma pergunta, era capaz de adoptar uma criança?, há 11000 crianças a viver em instituições me Portugal, era capaz de dar uma família a uma dessas crianças?

      Eu já dei a uma e vou dar a mais, e acho que quantas mais pessoas derem melhor, o senhor acha que elas estão melhor nas instituições a viver sabe-se lá como, que com alguém que lhes dê amor, carinho e calor familiar?

      Tem a certeza que pode falar sobre adopção? ou sobre o direito de crianças terem ou não uma família?

      Jorge Soares

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    2. Caro Jorge,

      Ao adoptar uma criança mostra coragem, generosidade e vontade de ajudar a melhorar a vida de alguém. Estou certo que o fez numa base puramente altruísta e por isso sei que dispensaria reconhecimento social. Ainda assim tenho de lhe dar os parabéns por isso.
      Não sei no entanto o que tem a adopção de crianças a ver com o tema proposto, os referendos.
      Pelo quem entendi do seu comentário, corrija-me se interpretei mal, acha que a legalização dos casamentos gay é uma forma de facilitar a adopção de crianças. Será que é isto que quer dizer?
      Estou certo que conhece melhor que eu as leis da adopção do nosso país. Segundo vou ouvindo e lendo pelos media, elas não facilitam de todo a adopção de crianças. Concorda comigo que seria importante que o mesmo programa partidário que prevê a legalização dos casamentos gay, se comprometesse em alterar as leis da adopção de forma a diminuir o número de crianças institucionalizadas. Porque é que isso não acontece? E porque é que estamos a defender a legalização dos casamentos gay usando como argumento o número de crianças institucionalizadas?
      Não estará a misturar alhos com bugalhos?
      Mais uma vez, peço-lhe que me corrija se não o interpretei correctamente.

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    3. Paulo, peço desculpa se não me fiz entender, quem falou da adopção foi o Marco, tanto no fim do comentário como nas entrelinhas mais acima.

      Eu não defendo o casamento para facilitar a adopção, eu defendo o casamento porque acho que existe discriminação no facto de alguém se poder ou não casar.

      De resto, não há nada na lei da adopção que impeça um homossexual de adoptar,o que há é mentalidades que o impedem.

      O meu comentário foi simplesmente uma resposta ao Marco que dá como motivo para a não aprovação dos casamentos o facto de depois disso se seguir a adopção....

      De novo eço desculpa se me expressei mal.

      Jorge Soares

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    4. Caro Jorge.

      Não sei se estou preparado para adoptar uma criança, e considero importante o facto de quanto mais FAMÍLIAS conseguirem adoptar melhor, bom para todos nisso estamos de acordo,,,

      Peço-lhe para definir família ... ai poderá haver alguma discordância entre nós ,,, mas a sua opinião e os seus ideais são os seus e respeito-os ... mas os meus são os meus ...

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    5. Caro Jorge,

      Se me permite fazer-lhe um reparo, tem de ler bem aquilo que escrevi, e se não estou em erro não escrevi em lado nenhum que o facto da adopção de crianças por casais homosexuais era o motivo para se negar o casamento.. o que eu escrevi é que a próxima exigencia seria essa entre muitas mais para igualar questões bem diferentes ... isso percebe-se bem julgo eu? Está nos livros desde os nossos ancestrais ...

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  14. P.S. II - Siga mas é para discussões realmente importantes pois esta não enche a barriga de ninguém ... ou melhor enche ... a Sócrates, Varas, Valentinos, Isaltinos, Felgueiras, Faces Ocultas, Freeports, Casa Pias, Apitos, REN, CTT, e demais ....

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  15. Todos já sabem, sobejamente, a minha opinião sobre o assunto o que realmente é interessante(??) é ver /ler pessoas que dizem que este assunto é um não assunto na sociedade portuguesa, darem tanta importância e continuarem fazer finca pé sobre a sua visão das coisas, no sentido que não é prioritário, ora e quando deve ser prioritário um ser humano poder ser feliz!! Ou será que um homosexual é um bicho que deve estar enjaulado num qualquer circo ou zoo?
    Se não incomoda, porquê tanto barulho?
    Hoje ao almoço um colega dizia, os defensores do referendo deviam fazer a segunite proposta: pegar no dinheiro do referendo e oferecer à Câmara de Serpa que falas lá no Vila Forte para as pessoas que não têm luz, ou esses também não são prioritários?São Portugueses de que categoria, quantos textos tem o teu blog por causa dos maricas e quantos tem sobre problemas sociais?
    Eu sorri e disse: acho que estamos de acordo...
    Não tenho que neste ou noutro assunto seja mais que os outros ou que a minha opinião valha mais que as dos demais pelas vezes que a enumero ou pelos possiveis argumentos que consiga ou não produzir, o que digo é tão simplesmente isto: estamos a falar de pessoas que merecem ser felizes tal como eu, o resto é conversa. Por mim o assunto aqui ou noutro local está encerrado:TODOS TEMOS DIREITO A SER FELIZES!!
    Escusam de contra-argumentar com o quer que seja, porque daqui não saio.
    Argumentos processuais,liricos, e legitimidade são zero perante a dignidade Humana.Somos tão criticos do fascismo,comunismo, apartheid,crianças abandonadas,violência doméstica,chauvinismo,racismo,discriminação,... e depois somos contra porque o papel é igual ao meu...
    Pinheiro de Azevedo um dia disse: Bardamerda para o fascismo, eu digo bardamerda para a hipocrisia!

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    1. CLAP,CLAP,CLAP

      O meu aplauso Pedro.

      Jorge Soares

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    2. O grande problema é que a maioria dos preconceitos têm por base a ignorância, o total desconhecimento do que verdadeiramente está por detrás de alguns estereótipos e acima de tudo uma grande falta de respeito pelo outro e total convencimento de que nós "os heterosexuais" é que somos os verdadeiros e merecedores de total respeito. E infelizmente isto não se passa apenas com a sexualidade! O que é diferente… é menor! Muitas pessoas só realmente entenderão algumas coisas se um dia tiverem alguém que amam verdadeiramente, por exemplo um filho, e este for alvo de preconceito, discriminação, ideias absolutamente estereotipadas… e cuidado… porque para ser alvo de tudo isto nem precisa ser homossexual, basta ser deficiente fisíco, mental… entre muitas outras coisas…

      Infelizmente muitas pessoas continuam amarradas nos seus fantasmas (Uuuii que horror homossexual…. Ainda se pega!!!) que lhe foram incutidos socialmente e que nunca pararam para questionar e testar a validade dos mesmos. Mas enfim… ainda nos falta muito quando falamos de verdadeiro respeito pelo OUTRO!

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    3. ´Nao resisto a comentar o seu comentário TELMA
      Tocou no verdadeiro cerne da questão.
      Parabéns.
      Subscrevo totalmente o que disse..

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    4. Telma, tomei a liberdade de utilizar estas suas palavras cheias de sentido e verdade no meu post de hoje, espero que não se importe.

      Foi aqui:http://oqueeojantar.blogs.sapo.pt/163003.html

      Jorge Soares

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  16. Estou a ver que existem alguns Gays nesta paróquia...pelos interesses demonstrados e preocupações...hummm.

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    1. --eu sou homossexual nesta paróquia, mas nao me quero casar, nem quero casamento entre a nossa comunidade...somos o que somos.
      --aliás vai ser lindo vê-los a divorciar-se , a fazerem aquela figura otária do fizeste x e y e tu aquilo, etc..

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    2. Não sei se é mesmo PA....RO mas se o é concordo plenamente, entao e os direitos de deficientes com doenças rarissimas que muitas vezes os tratamentos e medicamentos não ~são comparticipados, milhares de pobres sem casa e comor pessoas sem água e sem luz aonde estão os DIREITOS destas pessoas? Um Pa.....ro é um doente e tá provado em várias revistas da espacialidade que é a disfunção dos genes e uma má formação de DNA e querem direitos pela constituição também temos direto a escola e saúde grátis e temos de pagar levem eonde quiserem agora igualdade nunca porque não são iguais

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    3. O que é uma doença é a ignorância...e quanta vai por aqui...e não, eu não sou homossexual!

      Jorge Soares

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    4. porque sei que o assunto não vai morrer por aqui no vila forte nos próximos dias e porque não irei mais comentar este assunto,deixo só estas palvras que podem ser lida aqui:
      http://oqueeojantar.blogs.sapo.pt/163003.html

      Primeiro vieram buscar os Judeus,

      não me importei, eu não sou Judeu

      depois foram os ciganos,

      não me importei, não sou cigano

      Depois vieram buscar os comunistas

      Não me importei.

      Não era comigo.

      Quando vieram buscar os socialistas

      Não me importei.

      Não era comigo.

      Quiando vieram buscar, os padres, homosexuais...

      Não me importei.

      Não era comigo.

      Quando me vieram buscar a mim,

      Já era tarde demais!, não restava ninguém para se importar!



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    5. Não resisto a enviar-lhe uma felicitação. O homem (autor) é alemão, mas podia bem ser português. Sensatas, perfumadas e ordeiras palavras, são às vezes o único perfume, no meio de tanto estrume.

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    6. Jorge: deixe lá a ignorância. Sou gay, com muito gosto, e vc não é.

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    7. Salvo erro meu , estas palavras são dum pastor ( protestante ) Alemão.

      Foram na altura editadas ( 1980 ) em cartazes.

      E Viva o Porto !

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  17. Bom dia,

    Relativamente ao assunto referendo, que parece-me que é o que se deveria comentar, julgo que só deverá ser utilizado em casos de elevada importância para o país, repito de elevada importância para o país, não me parece que o casamento entre pessoas do mesmo sexo, seja de vital importância para o país, mas é só a minha opinião.

    Quando vejo, diariamente , empresas a fecharem, pessoas a viver na pobreza, jovens sem emprego, criminalidade a aumentar, corruptos em liberdade e a governar, desemprego a aumentar, etc. etc. etc. e a primeira grande discussão nesta legislatura foi o casamento entre pessoas do mesmo sexo, tudo dito...

    Para que fique bem clara a minha opinião, visto que por vezes, o que escrevo, talvez por incapacidade da minha parte, não é bem entendido, ou é entendido como retrógrada , atrasado entre muitas outras coisas aqui vai:

    - Se sou contra homossexuais ? NÃO
    - Se me repugna a ideia da existência de Homossexuais ? NÃO
    - Se acho bem todo o espectáculo existente à volta dos homossexuais ? NÃO
    - Se me parece bem que duas pessoas do mesmo sexo coabitem? Vivam a dois? NEM BEM NEM MAL, cada qual é livre de viver como entende.
    - Se me parece bem que exista uma lei que confira aos casais homossexuais igualdade perante a lei? COM CERTEZA QUE PARECE.

    Agora que tudo isto tem a ver com o casamento? NADA, não me parece que seja obrigatório o casamento para que as pessoas do mesmo sexo sejam tratadas de forma digna e igual aos demais.

    Até porque o casamento, o tal contrato que muitas vezes aqui é falado, em nada se assemelha à ligação entre duas pessoas do mesmo sexo, chamem-me atrasado, preconceituoso o que quer que seja.

    E por aqui me fico relativamente a este tema, pois o tempo de antena que aqui tem sido dispensado tem sido demais do realmente merece.

    Cumprimentos,

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    1. por aqui me fico relativamente a este tema, pois o tempo de antena que aqui tem sido dispensado tem sido demais do realmente merece.
      :
      Marco perceba que o seu termo não poderá ser o dos outros, sabe porquê? Bem ou mal, vai ser discutido. Publicamente, e vc é um décimo milionésimo, como eu e todos.

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  18. E??? Sr. ANÓNIMO ... escrevi em português ou nem por isso?

    Escrevi que o MEU tempo despendido neste tema acabou ... o MEU ... pelo tempo dos outros não posso nem devo opinar ...

    Agora se acha bem que os deputados da nação, passem horas e horas do seu tempo a debater este tema sendo pagos pelo dinheiro de todos nós, quando em lugar, NA MINHA OPINIÃO, deviam pensar me soluções para ultrapassar a crise económica do nosso país (e dizer " ... quando a crise passar para os outros a nossa passará com o tempo ...", soluções para a crise na justiça, soluções para a crise do aumento do desemprego, soluções para o aumento da componente social para quem REALMENTE precisa (IDOSOS e novos pobres, novos e actuais), soluções para a agricultura, para o sistema nacional de saúde, eliminação da corrupção, entre outros temas, essa é a sua opção ... QUE RESPEITO ...

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  19. A ignorancia é daqueles que não pensão por si e fazem o pliticamente correcto eu não eu penso por mim e tou-me a borrifar para o politicamente correcto, tou farto que na nossa sociedade para esconder certos podres e problemas graves que temos se tem de arranjar temos de fraca ou nenhuma relevancia. vivam com quem quiserem e levem aonde quiserem, agora dexem-nos em paz tanta coisa para resolver e so falam em porcaria.

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