A cimeira de Copenhaga: sabe onde fica Tuvalu?
Daqui a pouco tempo, a reformulação da pergunta dará lugar a “Sabe onde ficava Tuvalu?”
Compete-nos, a nós, cidadãos do mundo, mudar as consciências e reeducar as nossas práticas ambientais.
Separar o lixo, em casa, já pertence ao passado. Utilizar lâmpadas economizadores e abandonar as velhas incandescentes, já era! Poupar água no duche ou enquanto lavamos os dentes, também já é obrigação.
Energias renováveis? Talvez esteja aí parte da solução para o problema. Reduzir a produção de carne? Por mim, também não faz muita diferença, mas temos de acordar para a actuação colectiva e saber quais as metas e linha orientadoras que devemos seguir.
Estive em Copenhaga há 4 anos atrás e não pude deixar de ficar perplexo com a quantidade abismal de bicicletas em circulação pela cidade. Os parques de estacionamento são impressionantes e vê-se desde o empresário janota, de fato e gravata a pedalar, como a senhora de idade, bem parecida, com o seu casaco longo, e malinha no cestinho a dar ao pedal. Falamos do norte da Europa, onde as temperaturas chegam a atingir valores negativos e, mesmo assim, vemos bicicletas de todos os géneros e feitios. Lindo, lindo, é ver a mamã ou o papá, com o seu belo atrelado para transportar as suas crianças, com direito a escolher entre o descapotável e com a protecção para a chuva.
Há zonas de circulação próprias para estes ciclistas e como alternativa os transportes públicos funcionam de forma exemplar.
De facto, com tantas horas de sol, como tão bem apregoam as publicidades ao incentivo da utilização das energias renováveis, estamos tão longe desta realidade ambiental, como a distância física que nos separa desta cidade europeia.
Contra mim falo, que não tenho bicicleta e raramente me dou ao luxo de pedalar alguns metros no Choupal de Coimbra ou em qualquer outro sitio (dos poucos que há em segurança). Há que mudar as mentalidades e hábitos, que tal pedir uma bicicleta ao menino Jesus, para começar?...
Questiono a importância desta cimeira, mas considero que a golpada final na fraca possibilidade de haver um acordo efectivo foi dada por José Sócrates, quando disse que ainda tinha esperança num acordo.
ResponderEliminarEscrevi há dias um post sobre a situação de Tuvalu, mas esse é apenas um dos muitos estados-arquipélago que estão ameaçados. É importante que pensemos bem nisso e , já agora, na tua sugestão da bicicleta. Curiosamente, Portugal é o país europeu onde a temperatura mais subiu na s últimas décadas e não deve ter sido consequência do PREC!
ResponderEliminarSe não nos acautelarmos, pode bem acontecer que muitas casinhas à beira mar desapareçam num prazo relativamenet curto...
Tomei a liberdade de publicar este artigo no meu blog pessoal, solinfinito claro que fazendo a divulgação dos respectivos créditos do Vila forte, mas acrescentei apenas como termo de comparação um outro artigo que identifica como vive o povo angolano.
ResponderEliminarÈ assim a VIda.