O arbitro também é jogador
Concordo com esta visão de João Marques, da Avenida Central. A comparação é feliz. Na mesma linha todos gostamos de ver os jogos de futebol ingleses, onde o árbitro deixa jogar e não liga ás mariquices dos jogadores. Por cá é mais frequente ver os jogadores a desistir das jogadas e rebolarem no chão como se tivessem sido feridos de morte, para logo depois, caso a fita não pegue, arrancarem em corrida.
No final do texto, João Marques, refere o combate à crise como sendo a justificação do acelerar do frenesim estatizante que vivemos.
Quem duvidar da estatização galopante que a sociedade portuguesa vive, basta ver em quantos concelhos o Estado é o maior empregador. Há uns anos isso acontecia apenas no deprimido e comunista Alentejo, mas esse fenómeno já se estendeu até Porto de Mós. Muitos de nós concordarão com este facto, pois a Câmara tem de nos apoiar. Fingimos ignorar que quem suporta financeiramente a Câmara é a economia. Se o sector público tem entre nós cada vez mais peso, a manutenção a prazo do modelo depende da riqueza criada noutros concelhos, ou seja, deixamos de ser auto-suficentes em termos financeiros. Exagerando, pode dizer-se que nesse cenário, no futuro, muitos de nós viveremos da riqueza criada noutros concelhos e que é transferida para o nosso. Por outras palavras, viveremos de esmolas.
Noutra perspectiva pode dizer-se que o facto de a Câmara Municipal se tornar o maior empregador do concelho é marcante para a comunidade e consubstancia mais um passo na referida trajectória. Pode dizer-se que o arbitro fartou-se do apito e tornou-se jogador. O público que teve consciência disso reclamará mas muitos, demasiados, continuam a votar à esquerda o que significa dizer que querem ainda mais Estado.
O que as pessoas querem é ter um emprego das 8 às 5, só trabalhar às sextas de manhã e receber certinho ao 23, e se a tudo isto somado, não lhe pedirem responsabilidades, e durante o curto horário de trabalho ainda terem liberdade quase total de movimentos tanto melhor. Porque enquanto Albinos e outros iluminados percam tempo em elaborar teorias da conspiração, somos nós portomosenses que somos gozados por certos actos que sendo de pouca importância mostra a visão deste concelho para aquilo que realmente interessa, e dou vários exemplos, nesta quadra natalícia lá temos os enfeites de natal e como tal há umas câmaras que se esmeram mais que outras, a de Porto de Mós pertence às outras que até pode ser visto como de contenção em tempo de crise, no entanto ter à entrada da vila uns bonecos de gosto duvidoso onde até um porco se vislumbra entre as figuras, ou uma árvore de natal "raquítica " na renovada praça Arménio Marques, é de extremo mau gosto.
ResponderEliminarUm castelo onde um guarda sem indumentária adequada e sem conhecimentos suficientes a pedir "esmola" a quem entra.
Umas festas do concelho onde a desmontagem das barracas das tasquinhas prolongam-se por meses sem fim e onde um pré-fabricado fica no mesmo local de ano para ano.
Toda a minha vida fiz campanha pela nossa terra por onde vá seja em Portugal ou noutro país qualquer e não gosto de passar por fazer publicidade enganosa, porque "a primeira coisa a comer são os olhos".
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ResponderEliminarAs Câmaras Municipais têm de aprender a caminhar com os sapatos que têm.
A politica despesista, sob o aval do Estado Central, tem de acabar, e há muito tempo.
Os próximos anos não sao de crescimento económico sério.
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Mas há muito que isto é dito.*
Só que em Portugal, pensa-se e decide-se de acordo com os quereres do momento.
* O centrão de interesses construído neste Portugal, governos de liderança PSD/PS é igualizado nas câmaras municipais. E ainda há pessoas que defendem a regionalização! Só rindo...
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As Câmaras Municipais são um nicho de fulanismo, de corrupção e de interesses que pouco ou nada de público têm.
Há mais de cinco dezenas de câmaras que estão em falência...
Responsabilidades? Nossa, que os pusemos lá.