O comércio tradicional está a morrer
mais imagens de Coimbra iluminada AQUI
Uma das coisas que mais gosto de fazer é passear pelas cidades, principalmente nas cidades que têm as denominadas "baixas", é aí que se encontram as lojas mais "castiças", mais emblemáticas, onde se sentem os cheiros da cidade, onde as cores se misturam e têm um brilho diferente.
A cidade de Coimbra tem uma baixa e uma baixinha que são o seu coração, quando posso, ao sábado de manhã, vou fazer um passeio por lá, adoro!
No passado dia 8, feriado, não fugiu à regra, muita gente, ruas e ruelas cheias de movimento, é o melhor local para sentir que o Natal está à porta.
Esta altura é a época em que os comerciantes tentam "salvar" o ano de vendas, pois têm no "Fórum" e "Dolce Vita", entre outros, concorrentes de peso.
Infelizmente, para estes comerciantes, esta semana, é uma semana muito complicada, então não é que os SMTUC (serviços municipalizados transportes urbanos de Coimbra) vão fazer greve?!
Não coloco em causa a legitimidade da greve e sei que é nesta altura para criar impacto, mas num ano de crise, esta greve vem dar uma machadada no comércio da baixa e baixinha, já para não falar nos problemas de trânsito na cidade.
No sábado fui a Porto de Mós, à tarde, não se via ninguém nas ruas, algumas lojas abertas e sem clientes.Se nem nesta altura há clientes o que será do comércio tradicional de Porto de Mós nos próximos tempos?
O que deveria ter sido feito para que as ruas de Porto de Mós estivessem apelativas e assim as pessoas irem ás "suas" lojas e não ás de um qualquer concelho vizinho? O problema será, só, dos preços e da crise?
Resposta à pergunta: O que deveria ter sido feito para que as ruas de Porto de Mós estivessem apelativas e assim as pessoas irem ás "suas" lojas? O problema será, só, dos preços e da crise?
ResponderEliminarResposta de um sistema que fez nações poderosas: Baixem os preços ou mudem de ramo.
Por muito que reveja as fotografias da lusa atenas , nada se pode comparar às figuras de uma arte para lá da compreensão de um simples mortal que se encontram à entrada da vila (Manjolo), nem com o presépio (rotunda do intermaché ) que retrata tão fielmente as dificuldades porque as pessoas passam, não tem gruta porque o banco executou a hipoteca, não tem animais porque já os comeram e os reis magos não apareceram porque investiram tudo no BPP , e para completar uma espécie de árvore de natal na praça Arménio Marques, onde se mostra as preocupações ambientais e o apoio a um novo entendimento em Copenhaga, onde a árvore é pequena de modo a gastar pouca energia em iluminação e "magra" para simbolizar a fome no mundo que as alterações climáticas estão a provocar.
ResponderEliminarEste executivo mostra uma vez mais a capacidade pouco vulgar de falar numa linguagem tão elevada que infelizmente ninguém percebe.
O efeito conjugado da crise, da ausência de planeamento no espaço público, de cooperação entre entidades e a falta de investimento que muitas vezes o próprio comércio tradicional manteve durante anos, tarde ou cedo apresentaria o preço da factura a pagar.
ResponderEliminarPenso que não devemos assacar todas as responsabilidades aos centros comerciais, porquanto a Rua de Santa Catarina, no Porto, por exemplo, tem lado-a-lado lojas de comércio tradicional com espaços como os da FNAC e não faltam clientes. Agora, como é evidente, não vou a uma rua onde só se vendem "monos" ou onde os preços são de tal ordem que só posso olhar!
Ferreira Pinto: estamos em porto de mós...O Porto tem um efeito de nomeação à chegada. Gentes de Espinho, Gaia, Póvoa, Matosinhos, Paredes. O que nao acontece em P. de Mós. Um leirianse nao compra em porto de mós por regra.
Eliminar*
E é facto o que comenta: fala de investimento e de visao do nosso comerciante. Claramente.
*
Eu cá nao gosto muito de poderes publicos no comércio, tira oportunidade de ...ser um ...bom comerciante.
Confesso que já alinhei nas culpas aos centros comerciais, pela crise do pequeno comércio. Hoje em dia, embora continue até preferir fazer compras no comércio tradicional, sou obrigado a reconhecer que grande parte da culpa da actual situaçõe lhe deve ser asacada.
ResponderEliminarA linha de crédito que tiveram para se modernizar ( com dinheiros da UE e em condições muito atractivas) foi utilizada apenas em pouco mais de 40%.
Muito comércio tradicional resiste a modernizar-se nas estruturas, na oferta e até nos horários. Não é comportando-se como carpideiras que os pequenos comerciantes resolvem os seus problemas.
Abraço e boa semana
Considero que as ruas em Porto de Mós estão bastante atractivas e apelativas mas no entanto acredito que diversos factores ocasionam estadesertificação nas lojas comerciais.
EliminarUm deles é a malfadada crise mas além disso , o facto de os preços serem mais elevados nas lojas locais , a menor quantdade de oferta e sobretudo os horários e o facto de os próprios comerciantes não se terem modernizado nos horários e numa certa postura no atendimento.
È urgente que a Acilis ou outra entidade aposte em cursos de formação profissional para os comerciantes locais.
Em èpocas de crise o grau de exigência tem sempre tendência a aumentar e com a concorrência que hoje em dia existe,os comerciantes terão de primar pela excelência.
Na minha modesta opinião acho que a tendência do mercado é ir para os grandes centros comeciais, onde imperam as grandes companhias do mercado, aonde apostam tudo e conseguem liquidações de stokes e de modas sempre com uma enorme facilidade de preços e qualidade.
ResponderEliminarO comercio tradicional não tem nem vai ter capacidade de resposta.
Vai poder existir aqui ou ali num processo decorativo citadino, mas tem de se corporizar com outros do mesmo sector para conseguirem em muitas localidades diversas lojas aonde a oferta é igual em preços e qualidade de serviço.
É a triste sina da Globalização e das economias de mercado. Tem os seus custos e incovenientes.
É impressionante os Preços praticados em Portugal como por exemplo no El Corte Ingles ou mesmo na baixa de Leiria, Av Herois de Angola.Como é possível e onde se pagam baixos salários aos empregados o Comércio.
Podia exemplificar alguns exemplos, mas nem vale a pena. É impressionante.
Acho, como era previsível, que a solução não está no Estado, mas sim nos privados. Tudo que a Câmara, Ministério ou qualquer outro organismo público prometa fazer, ou faça, não é mais que desbaratar dinheiro público.
ResponderEliminarSabendo que o Estado português aumenta a sua dívida em dois milhões de euros por hora, é com tristeza que vejo ruas e avenidas iluminadas por conta das Juntas e das Câmaras. É a imagem acabada da fogueira da vaidade dos dias que vivemos. As únicas entidades que poderiam ordenar e financiar as iluminações de natal deveriam ser de caracter privado, como poderia ser uma associação comercial ou os privados.
Mas a forma de dinamizar a baixa das cidades deveria ir muito além de colocar iluminações ligadas à rede de iluminação pública. Refiro-me mo por exemplo à animação de rua.
Pedro, imagina a baixa ou a baixinha de Coimbra nesta quadra, com ou sem greve dos transportes públicos, com palhaços e/ou outros artistas a interagirem com os transeuntes, com um sorteio de um prémio apelativo atribuído aos seus compadores. Claro que isto sozinho não seria suficiente, pois teria também de haver variedade, qualidade de atendimento e preços competitivos, que são os argumentos da concorrência.
Os comerciantes devem fazer sugestões à sua associação comercial que certamente existirá deixar a sua Câmara focada no que deveria ser a maior preocupação de toda a administração pública, que é reduzir sua estrutura e aliviar a economia do seu peso esmagador.
O mesmo aplica-se a Porto de Mós, Leiria ou a qualquer outro concelho do país.
Boa tarde Paulo. caro amigo não é com luzes, Presépios com ajudas da Junta de Freguesia, do Município ou do Estado que se mudam modos e costumes. Desde que apareceram as grandes superfícies que o comercio local ganhou medo, repare quando o supermercado Ulmar abriu era a opinião geral que as lojas iriam fechar, umas fecharam porque tinham de fechar, outras ganharam alguma dinâmica Agora faço esta pergunta, quantos comerciantes sabem o que é Merchandising ? compras de impulso ? layout das lojas ? forma de atendimento ? o que é que a ACILIS faz pelos seus associados (não sou sócio) ouvi dizer que alguns anos atrás a ACILIS é que pagou a iluminação da cidade de Leiria se foi verdade então Batalha e Porto de Mós? O problema chama-se FORMAÇÃO dos comerciantes .E os clientes ? quando vão aos hipermercados compram tudo e mais alguma coisa não olham ao preço nem as necessidades que têm, (chamadas compras de impulso) quando vêm as lojas pequenas exigem descontos, pedem coisas que nos grandes espaços nem se lembram que existem, "quando têm dinheiro vão ao continente quando não têm vão comprar a loja do vizinho e vai para o livro." isto foi um desabafo de uma pessoa amiga que tem um minimercado Então temos aqui um problema que me parece ser de todos ,nós os comerciantes sermos melhores ,e os clientes também devem acreditar e exigir serem melhores servidos por nós. Haveria muito mais para falar sobre isto, e se calhar será a única forma de resolvermos determinados problemas com os quais nos confrontamos diariamente era os comerciantes começarem a falar uns com os outros, e deixar-mos de andar de costas voltadas, da minha parte quando quiserem estou disponível para com a minha experiencia de formador Ulmar ) poder transmitir o pouco que sei. Mas alguma coisa tem de ser feito. Aproveito para desejar um NATAL FELIZ e que o ANO NOVO NOS TRAGA ALGO DE NOVO E MELHOR .BOAS FESTAS
ResponderEliminar