As escolhas de Marcelo
O programa da RTP com este título tem os dias contados. À primeira vista nada de anormal. É normalíssimo que os programas das televisões, como tudo na vida, tenham o seu próprio ciclo e, portanto, atinjam o seu fim de vida.
A presença habitual do Marcelo Rebelo de Sousa nos ecrans da TV pública surge na sequência do afastamento polémico dos da TVI há cerca de 5 anos, em pleno consulado Santana Lopes, de que todos nos recordamos.O programa está no ar há cerca de 4 anos, que é tempo de vida mais que aceitável para um programa de televisão. Mesmo para os programas de grande sucesso!
O problema é que no caso não é nada assim. E em vez de nada de anormal temos tudo de anormal!
Na realidade o que deveria ser um mero programa de televisão, acaba por ser, primeiro que tudo, mais um exemplo do funcionamento do nosso regime partidocrático. Os dois maiores partidos do sistema, que constituem o bloco central e ditos do arco do poder, acham que devem retalhar entre si tudo o que mexe neste país. Não lhes basta dividirem os lugares do aparelho político, todos os cargos públicos do aparelho administrativo e ainda todas as presidências de empresas e institutos públicos. Não, têm ainda de distribuir equitativamente os programas na televisão pública: Marcelo tem um programa e António Vitorino tem outro, a bem da democracia…
E como o António Vitorino parece que tem mais que fazer do que programas de Notas Soltas, a RTP acha que não pode manter as escolhas do Marcelo. Sem um o outro não se pode manter! A bem da democracia, da pluralidade de opinião! Sim, porque desde que estejam contemplados os dois partidos que mandam na nossa democracia, está garantida a pluralidade…
Esta é a mentalidade instituída. É a ditadura do bloco central dos interesses apresentada como a coisa mais natural deste mundo.Tão natural como o ar que se respira!
A RTP acha que os dois programas não são mais que legítimas oportunidades de expressão dos dois partidos na antena pública e, com isto, não respeita o seu público nem os autores dos programas. Não respeita o seu público porque o engana, servindo-lhe manifestações de expressão política encapotadas de programas de informação. E não respeita os autores porque os trata como meras correias de transmissão dos respectivos aparelhos partidários.
A RTP é desde há muito a voz do dono, esteja no poder o PS ou o PSD. Por isso fico curioso com a reacção do PSD a tal facto, que desconhecia.
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ResponderEliminarBom dia,
É a democracia em todo o seu esplendor ...
É a luta de galos pelo poder ...
É a face mais visível do podre instituído no pós 25 de Abril ...
E viva o 25 de Abril ...
Ao ver as votações do distrito e na eleição para a Distrital do PSD em Porto de Mós, a Dra Ana Narciso foi humilhada tendo so um voto.
ResponderEliminarSe foi verdade fico triste, pois fazia parte da lista e porque eh mulher e não aceito que seja discriminada só com um voto, havendo duas listas a sufragio.
Mas nem o Pires, nem o Jorge Vala e nem o marido votaram na sua lista..
Eu ficava fula.
um she
Maria