Avatar


 


No seguimento de algumas notícias que anunciavam o mais recente filme de James Cameron como o mais caro de sempre (161 milhões de euros) e um verdadeiro festival de efeitos especiais, fui ver o Avatar na opção 3D.


A história passa-se em 2154, quando os humanos descobrem um valioso mineral num novo planeta, Pandora, habitado pelos Na´vi. A história é rebuscada mas transporta-nos para uma metáfora do que se poderá ter passado durante a descoberta do novo mundo entre os descobridores (portugueses por exemplo) e tribos nativas. O respeito por civilizações diferentes e até pelo ambiente são algumas das tónicas do filme.


O efeito 3D é muito mais evoluído que aquele que já conhecemos dos idos anos 80 em que era necessário usar uns óculos bicolores, também conhecido como os óculos das enxaquecas. O efeito é muito bem conseguido e reforça o impacto do filme, onde até as legendas chegam a aparecer a profundidades diferentes, de acordo com a cena onde surgem.


Quando as críticas a um filme são invariavelmente positivas convém que se procure nele algo criticável. Uma forma de o fazer com Avatar, é classificá-lo como cinema de diversão, destacando-o assim do cinema 'verdadeiro'. Claro que esta é uma forma snob e pseudo-intelectual de o tratar, pois apesar de não concorrer com o cinema de culto, merece ser visto nem que seja por constituir um marco na evolução tecnologia da sétima arte.

Comentários

  1. Paulo Sousa concordo consigo. Após ver o filme deixei um comentário a quente no cosméticas sobre este aspecto :

    O mito do bom selvagem "entre aspas" nasce com a leitura da Carta de Pedro Vaz de Caminha. E que Jean Jacques Rousseau desenvolveu.

    Resumindo : A ideia de inocência e de simbiose com a natureza , segundo este autor Francês.

    A Carta de Pero Vaz de Caminha é um legado extraordinário para a história da humanidade. E Cameron não é inculto.

    Existe também no filme o tratamento dos fundos submarinos. Não deixa de ser curioso que Perrin, realizador de "Océans", filnme recém chegado, faça referência a "Avatar".

    Mas também já na ( ou nas ) História Trágico Marítima se pode ver ou descortinar a ideia dos "Mostrengos" ( F Pessoa ) que habitavam o fundo mar .

    E algo que mostra a força de Cameron é que o espectador se transpõe para a Terra. Será que vamos ter um segundo capítulo que se passa na Terra ao mesmo tempo ?

    E o que pensar da necessidade em procurar novas fontes de energia tão bem levantada no filme ? Não será este o debate crucial que atravessa a nossa espécie ?

    Existem atualmente 138 filmes que devem ser conhecidos, de fio a pavio, para quem quer integrar ou obter o ensino do cinema a nível universitário. Há chances para que Avatar seja o 139º.

    Oups : Isto em França.

    Avatar é um palimpseste do cinema . A começar pelo nome do Planeta : Pandora. Quem não se lembra de A.Gardner ? E do seu beijo ?

    Quantos beijos há em Avatar ?

    O que incomoda os pseudo intelectuais é que Avatar pode ser lido em vários patamares. O que não é dado a qualquer criador.

    Podemos falar e discursar com qualquer um ou uma sobre Avatar, independentemente de terem estudos ou não . O que mostra aliás que estudos não rimam com inteligência, sensibilidade, saber, etc...

    No fundo, se os puristas e cultos levassem até ao fundo o seu racicíonio deveriam pensar que "Romeu e Julieta" não é mais que uma estória banal. E que se continua a não se perceber porque é uma obra da literatura mundial

    Nuno



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  2. Também gostei. Mas creio que todo este hype é algo exagerado.
    É sem dúvida um marco na história do cinema, conseguindo-nos transportar para outro mundo de forma magnífica. Afinal um dos objectivos do cinema. Mas não posso deixar de notar a simplicidade do argumento, recheado de lugares comuns, de Danças com Lobos a Pocahontas, já muitas vezes visitados. Mas afinal as melhores histórias costumam ser as mais simples e as boas histórias já foram todas escritas na antiguidade.

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  3. Também eu vi o filme, e devo dizer que de alguma forma me obriguei a. Não é o meu tipo de filme, mas dado a tanta assunto à volta do mesmo, e dado ao facto de ser o filme mais caro de sempre, revelando um marco na tecnologia da sétima arte, achei que tinha de o experimentar.
    E de facto, acho que é incontornável o facto de ser altamente bem conseguido tecnologicamente , com efeitos incríveis, mas além disso, o filme deixou-me um pouco irritada. Apesar das várias leituras idílicas que podem ser feitas da história, eu considero-a uma história fraca, e não consigo entender como é que o filme mais caro de sempre da história do cinema, se encerra na inovação tecnológica. Pode ser um marco incontornável do cinema, mas isso não faz de Avatar um bom filme. De qualquer forma, e para os que ainda não tiveram oportunidade de ver o filme, aconselho a experiência!

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