Exercício de simulação de Ataque de Bomba em Escola
Recebi, com alguma indiferença a notícia do meu filho, que iria realizar-se na sua escola, uma simulação de ataque de bomba. Entre os seus comentários, referia-me que uma das funções do subdelegado consiste em identificar o ponto de encontro, atribuído a cada turma, para situações desta natureza. Já ao delegado, compete abrir a porta e ser cerra-filas. Cerra-filas? Perguntei, com ar de espanto para avaliar a sua segurança no assunto.
Sim, pai! É o aluno que deve seguir em último, para assegurar que não ficou nenhum para trás.
A estranheza do exercício de simulação por ataque de bomba também foi tema de conversa, que à mesa, acabou por ser consensual. Afinal pareceria mais lógico que o exercício se focalizasse em incêndio ou inundação, por serem acidentes que se podem configurar como mais previsíveis. Adiante!
O certo é que me surpreendeu, pela positiva, quando explicou com clareza os procedimentos que se devem adoptar nesta situação. Não se ficou, apenas, pela descrição decorada da lista de acções que devem ser executadas, foi mais além e não deixou dúvidas sobre o que os alunos devem levar e porquê. As mochilas não devem ficar na sala, porque em caso de ataque bombista, iria dificultar aos agentes de intervenção, a sua busca em dezenas de mochilas. Por outro lado, se de um incêndio se tratasse, estes objectos são inflamáveis, pelos materiais com que são fabricados, facilitando, assim, a dimensão do possível foco de incêndio.
Ora aí está uma excelente iniciativa das Escolas, que devem articular estas iniciativas com entidades competentes, por forma a promoverem uma correcta e saudável educação para a Segurança e Prevenção.
Apoiado!
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