Morrer Feliz
Há uns tempos escrevi sobre a Eutanásia e hoje, ao almoço, estive com uma pessoa que não via há algum tempo e perguntando pela família soube que a sua avó tinha morrido, há dois meses, vitima de mais um cancro. "Mas morreu feliz", disse ele.
Esta senhora sofreu muito ao longo da vida, resistiu a 2 cancros e há cerca de um ano foi-lhe diagnosticado outro.
Era uma Senhora já de idade que adorava praia e de nadar, coisa que não devia fazer este verão devido aos tratamentos, mas como o diagnóstico era muito pessimista, esperança de vida era de 3 ou 4 meses, máximo 6, ela e a familia decidiram que iria de férias para a praia fazer o que mais gostava e que a tornava feliz. Assim foi, mesmo sabendo que a probabilidade de falecer mais rápido era enorme, todos tinham consciência do que veio realmente a acontecer, ninguém lhes tirou aqueles dias de felicidade em familia e a dar umas braçadas no mar.
A minha opinião é que esta familia teve muita coragem e decidiu bem. Todos temos direito a ser felizes mesmo na hora de partir.
Nem mais!
ResponderEliminarTal como temos o direito de Escolher a hora de partir.
Beijinhos
Tal como defendo uma velhice digna e de igual modo para todos, acho que na morte se deve de acompanhar a forma e os meios que cada um desejar. Conheço um País em que liberta as pessoas para tal. Mesmo que estejam em vias terminal é-lhe facultada toda assistência digna na sua residência (se o desejar) ou em qualquer outro local.
ResponderEliminarEm Portugal é impossível deixar o Hospital numa faze critica-terminal.
Neste apontamento narrado pelo Sr. Pedro Oliveira é de louvar a atitude da familia da Sra.
Bem haja. DEUS os há-de ajudar.
Concordo e louvo a atitude da família. Respeitar a dignidade dos outros é também isso.
ResponderEliminarCreio que o único aspecto da vida em que o homem é verdadeiramente livre é na morte, somos livres de escolher.
ResponderEliminarNo entanto creio que a Vida é um valor absoluto, a ser defendido sobre todas as coisas, pelo que a questão é deveras complexa...
Abraço.
PS: estou de regresso às lides blogosféricas.
Em nome de quê se pode condenar alguém a sofrer até ao último momento de vida? Todos devemos ter o direito de escolher. Se já não formos capazes, aqueles que nos amam que decidam por nós.
ResponderEliminarUma forma paliativa familiar de se viver até ao fim feliz. Foi o que aconteceu. Totalmente a favor.
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