Pais em part time
Muito temos falado em educar, sobre as responsabilidades dos pais na educação dos filhos e nos direitos das crianças em ter pais presentes e não ausentes.
Sabemos que hoje em dia, muitos dos pais vêem a escola como o local ideal para depositar, sem aspas, os seus filhos e, quanto mais tempo, melhor.
Muitos são aqueles, que por motivos profissionais colocam os filhos nos infantários, ATL's ou escolas, logo pela manhã e apenas os vão buscar já de noite, mas outros fazem-no porque os seus filhos mais não são do que incómodo e fonte de trabalhos extra. Se dúvidas tivesse sobre esta abordagem mais radical, dissipar-se-iam em segundos, depois de ter ouvido um alto responsável de um estabelecimento de ensino contar histórias incríveis ...
Este meu amigo, referiu episódios trágico-cómicos, de bradar aos céus! Seguramente, qualquer mãe ou pai, iria pôr mãos à cabeça, em tom de total incredulidade, colocando em questão a verdadeira capacidade parental. Será que iremos chegar ao ponto de assegurar previamente, à condição de pais, que ultrapassamos com sucesso um teste de avaliação? Ou será que aos filhos cabe o direito de serem, eles próprios, testados quanto aos seus pais. Se temos o direito de assumir a condição de mãe e pai, porque não têm eles o mesmo direito de assegurar pais que cumpram os requisitos mínimos?
A título de exemplo do desleixo e ausência dos princípios básicos de paternidade, refiro apenas duas situações, que podem classificar como melhor entenderem. Pessoalmente, não posso deixar de criticar severamente e apontar o dedo, quando nos dias de hoje tomo conhecimento de casos verídicos de pais que não cuidam minimamente da higiene pessoal das suas crianças. Há crianças que chegam à escola sem tomar banho há vários dias, com irritações na pele e a cheirar mal. Quando confrontados com a situação, os pais chegam a ser agressivos e ameçam com queixas por difamação. Não são casos de crianças de qualquer etnia minoritária, sem casa ou sem condições economico-sociais. São crianças iguais a tantas outras, filhos de pais empregados, com habitação própria e carro.
Um outro exemplo diz respeito aos pais que gozam as suas férias no mesmo período que a escola proporciona aos seus filhos. Que dizer daqueles que conseguem ter a frieza de levar os meninos à escolinha, como tantou outros dias, ao longo do ano, e rumar à praia, por vezes até a mesma que as suas crianças frequentam, sem que estes os perturbem e possam, então, desfrutar dos prazeres do sol sem as pestinhas a incomodar? Também, não há lugar a preocupações com refeições, pois estão asseguradas. Sim, é verdade que há progenitores corajosos, capazes de deixar os filhos ao encargo da escola, em tempo de férias, e os recolhem ao final da tarde, como se de um dia de trabalho se tratasse.
Já diz o provérbio popular que "Deus dá as nozes a quem não tem dentes" e é bem verdade. Com tantos casais inférteis, que se sujeitam a dispendiosos tratamentos, sem garantias plenas de sucesso, cheios de amor para dar, chega a ser um pecado ver a ingratidão daqueles que não sabem aproveitar do dom que lhes foi oferecido.
As crianças têm o DIREITO de ser felizes e merecem pais decentes.
nota: porque se enquadra nesta temática da educação, vejam este vídeo sobre a pedagogia do exemplo.
Parabens! O Video é um mimo. Parabens.
ResponderEliminarRepete-se.
ResponderEliminarO video é excelente.
Mas há uma gentinha que impõe a cultura parasita do estar-à-espera-que-o-prof(Estado)-resolva.
Há sempre alguém cego para não perceber que só a criação e prática de valores é que pode fazer uma geração (12-25 anos) ter algum sentido do dever. Aquilo que há poucos anos se dizia (mal e de má-fé) educação fascizoide (lembram-se do governante?) é no fundo o que é preciso:
--levantar cedo;
--hábitos de rotina;
--ler.
--atribuír responsabilidades (ex. na páscoa tens de tirar 13 valores a física ou a matemática; às 9 da manhã de sábado alimentas o Leo (o cão), )
--não dar a modernidade tecnológica: pirosos pais que dão ao menino o ultimo modelo do telemóvel.
--a net usada não como utilidade real mas em redes sociais cuja maioria epidemizam a estupidez e futilidade crescente;
--o cultivo da exigência consigo próprio e cuidado com os demais à sua volta.
--obediência, respeito pela autoridade.
Espanha tem campanhas muito incisivas sobre vários problemas sociais como este, a violência doméstica, os maus tratos sobre os animais, o abandono dos velhos etc.
ResponderEliminarÉ como se diz, o mal e o bem começa em casa.